Cade ela?

1069 Words
MATHEUS NARRANDO.  No outro dia bem cedo eu levantei da cama, eu tenho o hábito de correr cedo, mais hoje não, hoje eu não poderia sair para correr e deixar a menina aqui. Assim que eu sai do quarto percebi uma luz acessa na sala, mais não tinha ninguém lá. Olhei no banheiro, na cozinha, no outro quarto e nada... O meu celular vibrou, eu tirei do bolso da bermuda e era uma mensagem do Sanchez. — Missão!!! Nada de corrida hoje, tomei banho, troquei de roupa, peguei a bolsa com o meu uniforme e fui pro batalhão. Na cidade do Rio de janeiro tem mais de 700 favelas, praticamente todas dominadas por traficantes armados até os dentes, é so n**o de fuzil, r15, metralhadora, 7612 e por ai vai... E o mais engraçado, que no resto do mundo esse tipo de armamento é só usado em guerra, mais aqui no Brasil são as armas do crime! Um tiro de 7612 passa por um carro como se ele fosse um papel, e é burrice pensar que um policial vai subir a favela pra fazer nada, policial tem família e também tem medo. O tráfico e a polícia desenvolveram formas pacíficas, afinal ninguem quer morrer atoa. A verdade é que a paz dessa cidade depende do equilibrio delicado da munição do bandido e da corrupção dos policiais, honestidade não faz parte do jogo, quando um policial honesto sobe a favela geralmente da m***a. No rio de janeiro quem quer ser policial tem que escolher, ou se corrompe ou se omite ou vai pra guerra. E a escolha que eu fiz a alguns anos atrás, eu escolhi ir pra guerra. O chefe do comando aqui do Rio de Janeiro se chama Fantasma e eu sou o inimigo declaro dele. Faltou pouco para que as operações dentro do morro dele fossem concluidas com sucesso, ele tem uma grande rede de apoio e agora nós estamos quebrando essa rede uma por uma. Estamos pacificando todos os morros do comando dele e em pouco tempo eu vou estar prendendo o maior traficante do Rio de janeiro, esse é o meu maior d****o e nada, isso mesmo NADA vai mudar isso. Assim que cheguei no batalhão, encontrei o sanchez e o matias no vestiário. — Sanchez: Qual foi daquele cara que você mandou ontem? — Matheus: Saindo do batalhão fui pegar o meu carro na rua daquela balada nova que abriu, aquele filha da p.uta estava tentando estruprar uma moça. — Matias: p***a, não acredito. — Matheus: A menina estava desespero, comemorando o aniversário e um cuzão desse faz isso. — Sanchez: Mais e ai, o que deu? — Matheus: A menina estava nua, caida no chão, com uma crise de ansiedade fodida, ele fugiu e eu acabei cobrindo a menina com a minha camiseta e ajudando ela. — Matias: Grande comandante Borges. — Ele disse e os dois começaram a bater palma. — Matheus: A menina era linda, p**a que pariu ele ia estragar a vida dela. — Sanches: Você levou ela pra casa? — Ele perguntou e eu neguei com a cabeça. — Matheus: Ela não queria voltar pra casa, dormiu na minha casa, quando eu acordei hoje cedo, ela não estava mais no sofá. — Matias: Pegou o telefone dela? — Matheus: Não, ela estava sem bolsa sem nada. — Sanchez: Ela pelo menos falou aonde ela mora? — Matheus: Não. — Matias: Deu mole parceiro. — Matheus: Nem pensei nisso, a menina tava m*l, espero que ela esteja bem. — Eu disse terminando de amarrar a minha bota. — Matias: Bora. Hoje nós vamos estourar um galpão de d***a do Fantasma, esse é o terceiro desse mês. Nós já tivemos cara a cara várias vezes, mais eu ainda não tive a sorte de pegar ele. Hoje vão ser 3 viaturas e mais 2 vans, no totalmente 45 homens, 45 policiais fortemente armados. Assim que a Van parou, eu peguei o rádio para orientar a minha equipe. E aqui todo mundo sabe, o Bope quando entra, não é para fazer carinho. Bope quando erra, acerta na cabeça. E eu não sou de me misturar com bandido e viciado. — Matheus: Atenção equipe, aqui vai ser como sempre, vamos chegar, derrubar quem vier pra cima, tira informaçãol de quem ficar, a policia civil vai retirar a d***a e o dinheiro que tiver lá dentro, eu não quero ninguem se sujando pra pegar d***a ou dinheiro, repito ninguem com d***a ou dinheiro, vamos lá, Deus no comando. Nós descemos e já entramos com tudo, galpão grande, cerca de meia tonelada de **, muita mulher embalando, dois caras misturando, três seguranças na porta e muito muleke novo pesando m*****a. Os seguranças que tava na porta não teve nem chance de revidar, um tiro na cabeça de cada um e foi direto pro inferno. As mulheres se abaixaram e quando os caras iam revidar, eu levantei o fuzil pra cima e atirei. — Matheus: Vocês tem duas opções, vão bater de frente e morrer ou vão abrir a boca e sair daqui presa. Eles não iriam abrir a boca, todo mundo aqui sabe que na lei da favela x9 morre cedo, então todos decidiram bater de frente, mais sem sucesso. Carga recolhida, quantia em dinheiro recolhida e as mulheres detidas e levadas para a delegacia. Missão concluída com sucesso! Voltando pra casa depois de um expediente longe, onde precisamos registrar o boletim de ocorrência da d***a e acompanhar se tudo vai pro lugar certo, eu passei pela rua de ontem, p***a a menina não sai da minha cabeça. A maluca saiu daqui de madrugada, correndo risco de qualquer coisa acontecer com ela. Cheguei em casa e tomei um banho, abri a geladeira fiz um sanduiche de frios. Comendo o sanduiche lembrei de ontem, ela usou o meu celular. Fui até as mensagens e ela foi mais esperta do que eu, ela apagou. Merda. Bom, noticia r**m chega rápido, ela deve estar bem. Vida que segue... Liguei a televisão do quarto, me joguei na cama e fiquei vendo as reportagens, o desmanche do galpão de hoje saiu na Tv outra vez... Vocês já me seguem no i********:? Ainda não? Poxa, então corre lá e me sigam Aut.GabiReis , acesse o link na bio e entrem no nosso g***o de leitoras para receber fotos dos personagens e spoilers quentinhos. Adicionem o meu livro na biblioteca clicando no ❤
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