Olho para o meu guarda roupa preocupada. Estou há uma hora nisso. Eu vou jantar com William e não sei o que vestir. Coloco todas as roupas sobre a cama analisando melhor, mas não vejo nada bom o suficiente.
— Felicity, tenha calma! — Roberta diz pintando as unhas dos pés. — Você tem um monte de vestidos aí, não tarda vai encontrar o apropriado.
— Eu tenho de encontrar o vestido perfeito.
— Você está muito nervosa! Você gosta dele? Mais do que Ronald? — Eu sento na cama olhando para a roupa bagunçada.
— Nem me fale! Ronald está apaixonado por mim. Ele me disse ontem. Eu não esperava isso.
— Aiiii! — Ela grita. — Felicity, você é uma sortuda! Três homens babando você! Ronald, Gary e agora o tal William gostoso.
— Você acha que isso é sorte? Eu não quero machucar ninguém. Primeiro, Gary, ele é um ano mais novo, não há problema nisso, mas White gosta dele. Segundo, já não sinto o que sentia por Ronald, e terceiro, não sei se William gosta de mim do jeito que eu quero. Acabamos de nos conhecer.
— Me fala, o que ele faz? — Deus, ela é tão curiosa!
— Tudo que eu sei sobre ele, é que se chama William King e que é milionário!
— Mais nada?
— Mais nada!
— Eu vou ajudar você a ficar linda para ele. — Ela levanta e começa a vasculhar as minhas roupas.
— Duvido que você...
— Ahhh! — Ela grita novamente. — O vestido que dei para você no seu aniversário!— Ela mostra para mim. — É perfeito!
— Não acha que é um exagero?
— Ah não! Você vão vestir esse!
— Tudo bem. Eu acho que ele vai gostar.
— Eu acho que você está apaixonada por ele. — Diz. Eu coro. Talvez estar apaixonada seja uma palavra muito forte!
— Roberta, eu estou confusa. Eu ainda gosto de Ronald, não do jeito de antes, mas gosto e não vou mentir que eu sinto uma forte atração por William, apesar de não conhecê-lo.
— Eu acho que ele gosta de você. Eu vi quando ele beijou e abraçou você. — Ela diz. Eu deito na cama.
— Eu senti como se estivesse nas nuvens e foi diferente de quando Ronald me beijou!
— Ronald beijou você?
— Hum! Ele me roubou um beijo enquanto eu estava digerindo o que ele me disse. Foi bom, mas eu não vou mentir que embora de William tenha sido apenas um segundo, eu amei. Foi melhor que de Ronald.
— Eu quero saber, Felicity, o que ele te faz sentir? — Ela deita na cama também. Estamos deitadas de lado olhando uma para a outra.
Porquê ela é tão curiosa? O melhor é eu falar, porque sei que se eu não disser nada, ela não vai me deixar em paz.
— Ele me intimida, me deixa nervosa. Eu gosto dos seus olhos azuis claros, de seu sorriso e de sua voz.
— Que mais? — Ela sorri como se estivesse apaixonada.
— O seu perfume. — Eu sento na cama. — Deus! Roberta, ele tem um cheiro divino! Ele é perfeito, eu não entendo porquê ele está tão interessado.
— Você está apaixonada por ele! — Ela também se senta.
— Será?
— Eu sei que sim. — Oiço o seu celular e ela o observa. — Desculpa, Felicity, eu preciso ir. Tenho de ajudar Neil. A minha sogra se separou e vai se mudar.
— Tudo bem. Mande beijos para ele.
— Claro. — Ela agarra suas coisas e depois me abraça. — Espero que o seu jantar corra bem. — Ela me larga e vai embora.
Eu levanto, arrumo a roupa na minha cama e procuro um par de sapatos para o vestido. Quando termino, eu caio num sono profundo.
Eu acordo e olho para o meu telefone. Há duas mensagens de William e uma de Ronald.
William: Eu vou buscá-la às 06:00!
Olho para o relógio e são cinco e um quarto. Droga! Adormeci e agora estou atrasada. Eu leio as outras mensagens.
William: Por favor Felicity não se atrase!
Ronald: Felicity, eu espero que esteja tudo bem com você e que não tenha te deixado mais confusa. Gostava muito que amanhã se despedisse de mim antes de eu ir. Beijos R.
Felicity: Claro que sim, Ronald.
Quando termino de enviar a mensagem, eu corro para o banheiro, lavo o meu cabelo, tomo banho e faço depilação. Quando termino, seco o cabelo, me seco com a toalha, passo a loção corporal em todo o meu corpo e coloco a minha roupa interior novinha. Depois me borrifo com perfume.
Visto um vestido preto maravilhosamente justo até ao joelho, que deixa minhas costas nuas e um decote generoso. Meu cabelo está em um coque, uso brincos compridos, batom vermelho, sombra leve e uns saltos altos pretos de oito centímetros.
Olho para mim no espelho e gosto do resultado. Eu estou sexy. Tenho a certeza absoluta de que William vai gostar.
Eu oiço a campainha tocar. Meu coração pára e quando volta a bater, o ritmo acelera incrivelmente.
Olho para o relógio e são seis em ponto. Ele é pontual. Eu olho novamente ao espelho e depois saio do quarto. Eu vou para a sala. Meu pai e White estão admirados, não por causa da minha aparência, mas por eu sair com William, eu acho. Eu não disse nada para eles. Kira apenas sorri. William também olha para mim e morde o lábio inferior.
— Oi. — Digo timidamente com um sorriso i****a no rosto.
— Boa noite, Felicity! — William diz sorrindo.
— Pensei que ele não fosse seu namorado! — Kira fica no nosso meio.
— Kira! — Meu pai a repreende. — Então, quem é você?
— Pai! — Digo. Agora não é boa hora para ser pai super protetor.
— Eu sou William King, dono das empresas King e o homem que bateu contra ela. Eu prometo cuidar bem de sua filha, não se preocupe.
— Isso é sério? Você é o dono das empresas King? — White se aproxima. — Uma multinacional?
— Sim! — Ele diz com orgulho. Muito orgulho. Disso eu não sabia.
— É bom que cuide da minha filha, porque eu posso ser um homem terrível quando se trata das minhas filhas.
— Está bem, papai, a gente já vai. — Eu levo William para fora para que meu pai não diga mais nada.
William me leva até seu Kia preto. Ele deve ter um monte de carros, quer dizer, já que é dono de uma multinacional. Eu não entendo porquê precisa de tantos assim.
Um homem altíssimo que parece ter quase quarenta, vestido com um terno, caminha até nós de forma profissional.
— Boa noite, senhorita Jones!— Ele diz educadamente, enquanto abre a porta para nós. Eu olho para William e depois sorrio para o motorista.
— Boa noite...
— Lawson. — William me corta.
— Boa noite, Lawson. — Nós entramos finalmente.
William olha para mim sério. Ele não disse que eu estou bonita, será que não gostou de me ver? Eu olho para ele.
— Onde a gente vai? — Pergunto curiosa.
— Minha casa.
— Sério? — Eu sorrio.
— Eu não brinco. — Ele não dá nenhum sorriso. O que aconteceu? Será que meu pai o assustou?
— Sabe, isso é muito estranho para mim. Nós nos conhecemos na sexta feira e estamos saindo para jantar em sua casa.
— Pois é! — Responde conciso. O que se passa com ele? Onde está o William que eu conheço? Bem, que eu acho que conheço, porque este não é com certeza.
— O seu carro é maravilhoso.
— Eu sei disso perfeitamente.— Ele olha pelos vidros do carro distraidamente. Eu não digo mais nada.
Será que ele se arrependeu e quer apenas acabar com isso de uma vez, ou será que é por causa de seu motorista? Eu espero que sim.
— William, você está bem? — Pergunto.
— Sim, eu estou bem! — Responde ainda observando a paisagem.
— Você está muito lindo. — Olho para sua camisa branca e calça preta e também sinto seu perfume maravilhoso. Ele não olha para mim, apenas olha pelo vidro do carro.
— Obrigado, Felicity.
Mas o que é que deu nele? Porquê ele não olha para mim, nem sorri para mim? O que se passa? Será que teve algum problema na sua empresa ou na sua família?
Ele não diz mais nada nem retribui o elogio. Eu acho que o problema sou eu e não ele. Eu olho pelo vidro do carro como ele faz.
Ficamos em silêncio o caminho todo. Nenhum de nós troca olhares nem palavras.
Chegamos em sua casa. Algo que eu não chamaria de casa, mas sim de palácio. Uma casa enorme, que é talvez cinquenta vezes a casa do meu pai. Eu olho completamente admirada.
Lawson abre a porta para nós e saímos imediatamente. Eu sigo William como uma i****a maravilhada com essa casa luxuosa. Nós entramos pela enorme porta que dá acesso a uma sala enorme.
As paredes da sala são de um tom cinza azulado bem escuro. Há muitos quadros de artes gigantes nas paredes dando uma proporcionalidade. Há uma grande escada circular bastante sofisticada. Na outra sala, as paredes são da mesma cor, há um enorme sofá em L cinza claro, uma mesa de centro também enorme, de vidro escuro e na frente, uma estante também maior de madeira cinza. As luminárias no teto são modernas e quadradas com vidros. O chão de madeira escura é impecável e divino.
— Uau! Sua casa é uma maravilha, William! É enorme e luxuosa! — Não consigo deixar de sorrir.
— Eu sei. Esteja a vontade eu volto num instante. — Ele me deixa sozinha, e eu olho para a enorme sala.
Me aproximo da estante e vejo algumas fotos. William está mais jovem na foto. Devia ter uns quinze anos. Sempre foi lindo de morrer. Seus pais igualmente lindos, sua mãe tem olhos castanhos e cabelos castanhos, seu pai cabelos pretos e olhos azuis como William. Havia também uma linda menina de dez anos, de cabelos castanhos e olhos azuis com um rosto angelical. Deveria ser sua irmã, pois são muito parecidos.
Observo outra foto onde William e essa mesma menina se encontram num lindo jardim, andando de bicicleta e sorrindo. William sempre foi lindo e sua irmã também, gostaria de conhecê-la. Outra foto, está William ainda mais novo, brincando na neve com os seus pais. Sua mãe tem um sorriso deslumbrante. Deve ser dela que William herdou um sorriso magnífico. Na outra foto, há um bebê que eu tenho a certeza absoluta que não é William, deve ser sua irmã, que parece ter um ano e alguns meses e está sorrindo para a câmara. A última foto, está William e seu pai sentados no jardim da foto anterior sorrindo.
Eu olho novamente para todas as fotos sorrindo. Oiço seus passos voltando para a sala e se aproximando de mim.
— Ela é sua irmã?
— Sim, ela é. Você não está com fome? — Ele não me deu um sorriso nem nada.
— William, o que se passa com você?
— Nada. Eu estou bem.
— Não! Eu acho que não está. Você está muito sério.
— Eu sou assim.
— Mas eu vejo você sorrindo o tempo todo, o que aconteceu? Há algum problema?
— Não há problema nenhum.
— Tem certeza?
— Claro. Você não tem de me ver sorrindo o tempo todo!
— Eu acho que você o fazia impulsivamente. — Digo. Ele arqueia uma sobrancelha.
— Não, está errada. Eu tenho dias bons e dias maus.
— Hoje é um dia mau? — Pergunto. Ele se aproxima mais.
— Eu ainda não descobri. Vamos jantar?
— É por minha causa que você está assim? — Insisto.
— Suponhamos por um momento que sim, qual seria o motivo?
— Eu não sei dizer.
— Então, relaxe! Vamos jantar.
Uau!
— Espera um segundo, porquê você nunca disse que era dono das empresas King?
— Primeiro, nós nos conhecemos há dois dias, e segundo, você sempre fugia de mim quando eu procurava você. Mais alguma coisa?
— Não. Mais nada. Podemos jantar. Estou morrendo de fome! — Eu sorrio para ele, mas nem assim ele sorri.
— Você está bravo com alguém? — Pergunto enquanto caminhámos para a sala de jantar.
— Com ninguém. Felicity, por favor, pára de me perguntar isso. Eu não estou zangado com ninguém, apenas estou um pouco ansioso. O meu dia não foi um dos melhores. — Responde calmamente.
— Porquê? Aconteceu alguma coisa no trabalho? Na sua empresa? — Pergunto. Ele me dá um olhar frio. Um olhar assassino.
— Pare, Felicity! Eu pedi para parar. Se não quer me ver zangado é melhor não insistir nessas perguntas.
— Tudo bem. Eu peço desculpa.
Entramos na sala de jantar. A sala de jantar tem o mesmo tom de cinza azulado na parede, mais alguns quadros de arte, luminárias nas paredes e uma mesa de jantar de vidro transparente muito grande.
Sentamos na mesa enorme. A mesa é tão grande que para falar com ele tenho de gritar. A empregada vem para a sala. Ela parece ter uns quarenta e muitos anos.
— Boa noite, senhor! Senhorita! — Ela diz educadamente, depois enche nossos copos de vinho. Eu não bebo álcool, mas não quero que ele pense que eu sou estranha. Ela desaparece num instante.
Olho para William.
— Com quem você vive? — Pergunto.
— Sozinho. — Ele bebe o vinho.
— Então, porquê essa mesa tão grande? — Passo a mão no vidro.
— Porque eu quis! — Ele diz friamente, seu olhar ainda mais frio.
— Sua família? — Ele não responde, apenas olha para a sua taça. Eu acho que é melhor mudar de assunto.
— Há quanto tempo você mora aqui?
— Eu acho que já chega de falar de mim. — Ele bebe o vinho novamente. — Qual é a sua idade? — Ele soa rude.
— Vinte e quatro e você?
— Não estamos falando de mim! Com quantos anos entrou na universidade? — Eu olho para o meu colo tristemente. Eu preciso ganhar coragem para responder.
— Eu não tive a oportunidade. Eu nem terminei os estudos. — Ele olha para mim admirado. Eu estou claramente envergonhada.
— Estou estupefato! — O quê? O que isso significa?
— E você?
— Mais uma vez, não estamos a falar sobre mim! — Seu tom é ainda mais gelado.
— Desculpa!
— Sua mãe?
— Ela morreu há alguns anos. Câncer cerebral. Eu prefiro não tocar nesse assunto, se não se importa.
— Há quantos anos trabalho na Jyaver?
— Três anos.
— Ok. Onde trabalhou antes dali. — Eu desvio o olhar. — Num bar.
— Tem algum tipo de doença? Transtorno? — Bato com as mãos na perna e ele nota. — Não precisa me responder essa. — Diz. Isso é um teste? — Onde seu pai trabalha?
— Ele está desempregado. — As empregadas voltam com os nossos pratos numa bandeja e o colocam na mesa. Lagosta. Droga! Droga! Droga!
— Eu entendo.
— Porquê você não quer falar sobre você? — Pergunto. Ele começa a comer, mas não desvia o olhar do meu.
— Você sabia que pergunta demais?
— Você está muito estranho, William.
— Como eu disse minutos atrás, Felicity, eu sou assim.
— Estranho?
— Discrepante, apenas isso.
— O que isso significa? É uma palavra boa ou r**m? — Ele olha para mim com a boca aberta.
— Em termos mais simples, quer dizer que sou diferente, Felicity!
— Claro. — Respondo envergonhada novamente.
— Quem era aquele homem que me ameaçou no outro dia?
— Apenas um amigo meu. Porquê? — Eu imito seus movimentos enquanto ele abre a lagosta.
— Curiosidade.
— Tudo bem.
— Já concertou o carro de seu pai?
— Ronald levou para concertar ainda ontem, não tarda estará novinho outra vez.
— Aliás, porquê você bateu contra mim naquele dia?
— Porque eu estava com um sono insuportável. Eu não tinha conseguido dormir na noite anterior, pois meus vizinhos decidiram dar uma festa no meio da noite.
— Entendo. Quem é Ronald?
— O meu amigo do outro dia. Ele não quis ser rude com você, apenas é muito protetor.
— Ele gosta de você?
— Claro que sim.
— Não como amigos. Ele está apaixonado por você?
— William, eu não sei. — Minto. — Nós somos amigos. Muito amigos.
— Está bem.
— Você tem amigos? — Minha vez de perguntar.
— Tenho tantos que você nem imagina! — Ele diz sarcástico, eu acho. Não dá para perceber direito.
— Sua família? Onde eles moram?
— Aqui em Nova Iorque.
— Você visita eles o tempo todo? — Pergunto. Ele me lança novamente um olhar gélido.
— Pensei que estivéssemos a falar de você!
— Porquê não podemos falar de você? — Pergunto sem entender.
— Porque estamos falando de você! — Ele continua sério. Eu não pensei que fosse sentir saudades de seu sorriso, mas sinto e tenho uma vontade enorme de vê-lo a sorrir. Mas não quero irritá-lo. Se ele não quer, não posso fazer nada. Ou posso?
— Você tem um sorriso lindo. — Digo sorrindo.
— Eu não estou sorrindo! — Responde impassível.
— Eu sei. —
De repente, ele sorri. Finalmente, o que o mundo inteiro estava esperando: O sorriso de William King.
— Agora você está sorrindo, não está?
— Aí, Felicity, como conseguiu?
— Não sei, apenas consegui. Você estava muito sério, ninguém deveria ser assim.
— O que quer saber sobre mim? — Pergunta. Finalmente. Pensei que eu seria a única a ser questionada. Como num interrogatório.
— Você tem namorada? — Ele sorri ainda mais.
— Se eu tivesse namorada, você não estaria aqui, Felicity!
— Então, há quanto tempo está solteiro?
— Há seis... - Meses? Ele pensa num instante. -... semanas. E você?
— Eu... - Olho para o chão. - ... nunca tive um namorado.
— Eu acredito. — Sério?
— Quantos anos você tem?
— Um dia você vai descobrir, Felicity, não hoje. — Porquê ele é assim?
— Está bem. — Porquê não pode simplesmente dizer?
— Em que universidade você estudou? — Continuo com as perguntas.
— Harvard. — Claro!
— Que bom!
— Porquê você aceitou jantar comigo, Felicity? — Pergunta. Eu olho para ele. Porquê ele está me perguntando isso? Não queria que eu aceitasse?
— Pensei que fosse o que você queria. Não foi?
— Apenas responda a minha pergunta. Não queria?
— Talvez! Eu acho que queria também.
— Acha?
— Eu também queria.
— É bom saber. Muito bom.— Ele bebe o vinho e olha para mim friamente. Voltou para o seu estado gélido.
Eu não fiz mais perguntas, apenas desfrutei de sua doce companhia. Eu estava com um homem de sonhos e isso era tudo para me fazer feliz. Alguém como ele reparar que eu existo é suficiente.
William me acompanha até a sala. Eu olho para ele sem entender. Ele não me toca, e eu quero muito que me toque.
— Não foi r**m jantar com você, Felicity! — Ele não sorriu a noite toda depois daquela vez que eu o fiz sorrir. Eu acho que detestou a minha companhia.
— Eu adorei jantar com você, William. — Sorrio. Ele é incrível, mas um pouco frio.
— Que bom! Eu acho que já são horas de voltar!
— Já? — Eu pensei que ia acontecer alguma entre nós. Ele nem sequer me beijou, nem me tocou. Que decepção!
— Claro que sim. Amanhã tem trabalho. Lawson irá levá-la.
— Porquê não você? — Pergunto.
— Estou cansado. Até amanhã.
— Até amanhã. — Me despeço. Lawson me leva até o carro enquanto William sobe as escadas. Paro num instante para observá-lo, mas depois saímos da sua casa luxuosa.
Será que ele encontrou outra mulher? Eu fui uma completa desilusão? Ele descobriu que eu não sou o que ele quer ou teve apenas um dia difícil?
Entro no carro e fico observando a sua casa enquanto nos afastamos. Não sei porquê, mas não quero ir embora. Não quero deixá-lo. Eu sinto a sua falta nesse momento e não é normal porque eu conheço ele há poucos dias.
Não sei se ele ainda vai querer alguma coisa comigo. Não sei se isso é uma despedida ou se é apenas o começo de uma relação. Não sei se não gostou de mim ou se gostou. Tudo que eu sei é que quero vê-lo de novo.