CAPÍTULO 11

2139 Words
Já havia passado um mês e o aniversário de Phoebe era hoje. Eu queria fazer a festa que tanto Ana queria, mas eu não achei certo sem ela aqui. Então pedi a Gail para fazer um bolo de chocolate para cantarmos parabéns para ela. E mais tarde minha família queria que fôssemos jantar com eles. Eles estão aqui a todo tempo. Phoebe é a sensação do momento. Ava sentiu até um pouco de ciúmes. Mas nós fizemos questão de bajulá-la. E dizer que Phoebe era só um bebê, que depois as duas seriam grandes amiguinhas. Ava ficou feliz e todo seu ciúmes ficou de lado. Estava a caminho do hospital, não tinha um dia que eu não estava lá. Eu conversava todos os dias com Ana. Eu tinha esperança, esperança que ela voltasse para nós. Phoebe e eu precisávamos demais dela. Cheguei no hospital e já fui na recepção dando meu nome e sendo liberado para ver Ana. Segui para o quarto dela e entrei. Ela estava na mesma. Deitada, desacordada, ligada aos aparelhos para indicar que ela está viva. Pego uma cadeira como todas as vezes faço. Me sento do lado dela e pego sua mão imóvel, sem vida. Meus olhos enchem de lágrimas. Porque ela não reage? -Volta para mim, para nossa filha. Nós precisamos muito de você. Falo limpando as lágrimas que insistem em sair. Hoje nossa pequena completa dois anos. Queríamos muito que você estivesse do nosso lado. Ela iria gostar que você estivesse ao lado dela. Cantando parabéns para ela. Sei que combinamos de fazer uma festa para ela. Mas queremos que você participe. Então vamos fazer quando você voltar para nós. Ela está cada dia mais linda, cada dia mais risonha. Você adoraria ver eu e ela juntos. Parecemos uma dupla invencível. E você tinha razão em dizer que eu iria descobrir meu sentimento de pai. Eu só não estou mais feliz, pois sinto sua falta, nossa filha sente a sua falta. Mostro para ela todos os dias a sua foto e digo que é a mamãe. Amor volta para nós. Eu faço o que você quiser para que você saia dessa situação. Se você acordar e me disser que não me quer mais, eu vou aceitar, triste, mas vou aceitar, mas eu preciso que você volte. Eu já te perdi uma vez, e não quero te perder de novo. Nossa filha não quer te perder. Então volta. Saia desse coma e venha viver com a gente. Digo abrindo o meu coração para ela. Ela não pode desistir da vida, ela não pode desistir de nós e principalmente de Phoebe. Enxugo minhas lágrimas e me levanto. Todos os dias venho aqui e falo um pouco da vida da nossa filha. Ela ainda não pode fazer estripulia como toda criança faz, mas eu conto da minha interação com Phoebe. Beijo a testa dela e depois deixo um selinho em sua boca fria. -Até amanhã amor. E ver se volta para nós. Estamos te esperando. Digo sussurrando em seu ouvido. Deixo o hospital, e sigo para a empresa, eu precisava passar lá para assinar alguns papéis. Logo depois iria para casa ficar o resto da tarde com a minha pequena. Pedir a Taylor para colocar alguns balões de todas as cores na sala. Ela iria gostar. Cheguei na empresa e Andreia já veio me cumprimentando. Ela me passa o que eu tinha que assinar e uma videoconferência para fazer mais tarde, porém disse a ela para cancelar. Hoje eu seria todo daquela pessoinha lá em casa. Nada iria ficar entre nós dois hoje, e nem nunca. Fico ali no escritório pelo menos mais do que deveria, mas vou logo para casa e encontro Mia lá. Ela está brincando com Phoebe. E Taylor já encheu os balões e estão todos espalhados na sala. -Vejo que temos uma festa para essa princesinha aqui. E eu nem fui convidada. Mia diz fazendo cara de triste. -Na verdade não será uma festa. Só uma comemoração pai e filha. Já que Ana não está aqui, deixamos a festa para depois. Digo pegando Phoebe no meu colo. Ei princesa do papai, como você está hein? Estava se divertindo muito com a titia Mia? Ela me olha sorrir. -Eu vim aqui saber como vocês estão, e se precisam de alguma coisa. Mia pergunta. -Estamos bem, levando, e muito obrigada, mas ainda não precisamos de nada. Você vai no jantar hoje à noite na casa dos nossos pais? -Sim. Mamãe está muito animada com o jantar. E sabemos que para você é e estar sendo difícil, mas você e Phoebe precisam se distrair. Está sendo muita coisa, ainda mais para essa pequena aqui. Mia fala apertando Phoebe em meus braços. -Não se preocupe. Enquanto aqueles aparelhos estiverem funcionando, eu e Phoebe vamos ficar bem. Temos esperança. Eu não sei o que faria se aqueles aparelhos não dessem sinal da vida dela, só não digo que morreria com ela, porque tenho Phoebe. -Então tá, vejo vocês mais tarde. Tchau minha princesa linda. Titia ama muito. Mia se despede dando um beijo em Phoebe e um abraço em mim. -Agora é só nós dois meu amor. Eu fui ver mamãe. Ela está linda como sempre. Eu disse a ela que você está morrendo de saudades dela, e que é para ela voltar logo pra gente. Falo olhando para Phoebe que me encara. Ela parece entender tudo que eu falo. Vamos pra cozinha e vejo que o bolo dela ficou pronto. Resolvo tomar um banho e colocar uma roupa mais confortável. Deixo Phoebe assistindo um desenho no carrinho em meu quarto. E vou para o banho. Não demora muito saio do banho e vejo ela rindo do desenho. Sua risada é muito contagiante. É uma delícia de se ouvir. Vou para meu closet e visto uma roupa confortável. Uma calça jeans e uma camisa azul escuro polo. Volto para o quarto e Phoebe está se acabando de rir. Olho para a televisão e o desenho é mesmo engraçado. Ficamos ali nós dois vendo e rindo do desenho. Phoebe acabou dormindo, enquanto eu fui ao meu escritório trabalhar um pouco. Fiquei ali horas, até escutar um resmungo da babá eletrônica. Hoje eu dei folga para a enfermeira, eu estaria cem por cento para Phoebe. Fui ao quarto dela, que mandei decorar, com a ajuda da minha irmã. Ela assim que me viu sorriu. -Ei meu amor. Já acordou? Vem no papai. Pego ela no colo e vejo que a mesma está com a fralda suja. Vou até o banheiro e ligo a banheira. Vou dá um banho nela. Assim que a banheira está com água razoável. Eu vou no quarto e tiro toda a roupinha dela. Pego ela em meu colo e levo até a banheira. Mamãe e Carla me ajudaram muito no começo com Phoebe. Dar banho, temperatura da água, trocar fraldas, mamadeiras, tudo elas me ajudaram. E também Gail que me socorra toda vez que eu errava. Phoebe já chegou a gritar na primeira vez que a água estava muito quente. Então eu aprendi muito. Hoje eu já sei a temperatura da água e fico feliz de ver que ela gosta de tomar banho. Arrumamos maior bagunça no banheiro. Acabo de dar banho nela e visto um vestido nela e seguimos para sala. Eu coloco ela no carrinho e vou até a cozinha. Faço uma mamadeira, pego o bolo e me sento no chão, perto da mesinha de centro na sala. Coloco o bolo na mesinha e depois pego Phoebe para sentar em meu colo. -Princesa, papai mandou fazer um pequeno bolo para você. Mamãe me contou que ela tinha feito no seu aniversário de um ano, então papai quis fazer o mesmo. Pena que não temos a mamãe hoje aqui, mas ela estará no próximo. Vamos confiar que sim. Digo com a voz embargada. Eu não posso chorar. Então vamos cantar parabéns para a princesa do papai? Ela me olha e depois para o bolo. Vamos bater palminha. Começo a cantar parabéns para você, e ela é toda sorriso. Bate palmas e tenta cantar junto. Quando acabo digo a ela que temos que soprar a velinha de dois anos que coloquei no bolo. Sopramos juntos, mesmo mais sendo eu do que ela, porém ela vibra. Quando estamos em silêncio ela resolve quebrar o silêncio, falando algo que me deixou feliz e triste ao mesmo tempo. -Mama. Ela disse mamãe, está chamando pela mãe, e eu não posso dar isso a ela. Meu coração se encheu de alegria, mas ao mesmo tempo tristeza. Infelizmente seria só nós dois hoje, e nem sei por quanto tempo mais. -Mama? Me desculpe amor, mas mamãe não está aqui, será só nós dois por enquanto. Sinto meus olhos encherem de lágrimas. Mas eu tinha que ser forte para ela. Porém Phoebe não queria saber se Ana não estava aqui. Ela disparou a chamar mama. E eu fiquei ali tentando falar para ela que mamãe não estava, mas que daqui a pouco ela estaria com a gente. Ela via foto de Ana pela casa e chamava mama. Eu comecei a tentar entretê-la coming algo, mas ela me olhava com aqueles olhos cinzas e me dava um aperto no peito. Eu dei a mamadeira para ela, enquanto ela ficava me olhando. Ana precisa acordar. Phoebe não aguentaria por muito tempo a falta da mãe. Quando foi mais tarde, Carla ligou, queria dar os parabéns para a neta. Coloquei o telefone no viva voz para que Phoebe pudesse escutar a vovó falando. Ele rir e diz mama, Carla se emociona. Ela fala que mamãe vai voltar logo para nós. Depois de meia hora conversando com Phoebe, Carla diz que quer falar comigo. Pego o telefone e tiro do viva voz. -Pode falar Carla. Falo triste. -Desde quando ela chama por Ana? Carla questiona chorando. -Desde hoje cedo. Eu não sei o que fazer. Como eu explico a uma criança de dois anos que a mãe está em um sono profundo no hospital? Como digo para ela que não sabemos quando a mãe dela vai acordar? Eu estou cada dia mais devastado com isso. A cada dia que chego no hospital, eu não vejo nada de diferente, meu coração se aperta mais. -Calma filho, tudo vai dar certo. Ana vai sair dessa, só temos que ter fé e esperança. -Estou tentando. Mas está difícil. -Não desista da minha filha Christian. Ela precisa de você mais do que tudo agora. Carla diz apreensiva. -Nunca irei desistir Carla, não se preocupe. Eu só estou um pouco abalado com tudo isso. -Fique firme, qualquer coisa estaremos aqui. Ela diz. -Tudo bem. Obrigada! Falo Nos despedimos e desligamos. Está quase na hora de ir para casa dos meus pais. Então dou outro banho em Phoebe e arrumo a mesma. Depois me arrumo e saio para a casa dos meus pais. Taylor dirige o carro, enquanto eu vou atrás com Phoebe na cadeirinha. Espero que ela não fique doente por lembrar e chamar Ana. Acho que não aguentaria mais essa situação. Chego na casa dos meus e tiro Phoebe da cadeirinha. Seguimos para a porta, e antes que aperte a campainha, minha mãe abre a porta já toda sorridente e já nos abraça e pega Phoebe no colo. Entramos e todos estão na sala, e todos vem ao encontro de Phoebe, ou seja sou deixado de lado -Oi para vocês também família. Digo com ironia. -Oi Christian. Mia fala sorrindo. Meu pai chega perto de mim e questiona como eu estou e digo que estou levando. Ficamos todos conversando e Phoebe sendo paparicada. Ava até brincou com ela. Jantamos e depois fomos para sala. Phoebe já estava cansada. Fui a cozinha e fiz a mamadeira dela. Peguei ela no colo e dei a ela. Após tomar ela levantou do meu colo e começou a olhar para a sala. -Mama. Ela diz. Todos na sala ficam em silêncio. Mama. Ela pede de novo. -Christian desde quando ela fala? Kate pergunta. -Desde hoje cedo. Ela olhava foto de Ana e chamava mais a mãe. -E você está em desespero? Mamãe me questiona. -O que você acha mãe? Eu agora vou ter que lidar com minha filha pedindo pela mãe e não posso fazer nada. -Calma Christian. Vamos tentar fazer com que ela entenda. Minha mãe fala. -E como? Me explica como? Como vou dizer a minha filha que a mãe está desacordada, e eu não sei por quanto tempo? -Olha eu vou te ajudar com ela. Não se preocupe. Mamãe fala. E eu apenas assinto. Ficamos mais um pouco ali. Eu e Phoebe vamos embora. Chego no escala e ela já está dormindo. Coloco ela no berço. E fico pensando que será nós dois por enquanto. Mas eu iria fazer de tudo para que ela ficasse bem
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