CAPÍTULO 13

1778 Words
Eu estou em um labirinto sem fim. Para todos os lados que eu corro, não consigo achar a saída. Escuto sons, mas eu tento seguir o som e nada. Eu preciso sair daqui, eu preciso chegar a saída desse labirinto. Correndo, vagando de um lado para o outro e nada muda. Agora eu ouço e sinto uma brisa passando por mim. Ouço uma voz lá no fundo. Eu tento buscar de onde ela vem, corro o máximo que posso, mas quando acho que vou ver quem me chama, a voz some. Meu Deus, quanto tempo eu irei ficar aqui? Presa, sem saber o que está acontecendo com a minha filha. Será que Phoebe saiu da internação? Será que ela está bem? E Christian? Será que ele está bem? E será que ele está cuidando da nossa filha? Espero que sim. Eu quero voltar. Eu preciso voltar. Não sei quanto tempo eu estou aqui perdida. Eu não sei quanto tempo eu ficarei aqui. Me sento e fecho meus olhos. Tento me concentrar. Escuto novamente o som de algo. Me levanto e tento né orientar para o som. O barulho fica mais nítido. Corro, corro e caio, caio em um buraco sem fim. Peço socorro enquanto eu caio, mas sem sucesso, já que eu estou sozinha nesse lugar. E agora como vou sair daqui. Fecho meus olhos e me vejo no fim, sinto algo me puxar para cima, mas não sou levada, pelo contrário ainda continuo caindo. Sou puxada para cima não sei quantas vezes, posso dizer que foi umas seis vezes ou mais, não sei, só sei que eu não paro de cair nesse abismo. Eu nunca sairei desse buraco. Não me lembro de mais nada. Acordo e novamente estou no labirinto. Como isso aconteceu? Como eu sair daquele buraco? Ouço barulhos, organizo meus pensamentos para ouvir melhor e poder seguir o mesmo. Me levanto e sigo novamente o som. Ele vai e volta, mas eu não sei se está do meu lado direito ou esquerdo. Tento focar mais no barulho, mas está difícil. Fui do meu lado direito e seguir o barulho fui até encontrar vários ramos de flores, caules de árvores fechando o caminho. Eu teria que voltar e ir pelo meu lado esquerdo. Eu me sentei em desespero. Comecei a chorar e gritar. Eu queria sair dali, queria ir embora. Abaixo minha cabeça entre as minhas pernas e fico ali não sei quanto tempo. Só sei que um vento frio percorreu meu corpo. Escuto barulhos novamente, escuto também vozes. Eu me levanto e ponho a mão nos ramos. Enfio a minha mão entre os ramos e caules e vejo que tem saída. As vozes ficam mais fortes, e eu tento passar pelos ramos e caules, e consigo colocar a minha perna do outro lado. Enfiei uma parte do meu corpo junto com a minha cabeça e vejo que é a saída. A voz parece conhecida. Vejo que me chama com mais força. Passo o ramo e os caules e corro para saída. É um lugar lindo. Um paraíso de se ver. Parece um bosque cheio de flores de todos os tipos. Olho para o lado e vejo uma menina sorrindo para mim. Ela corre e eu corro atrás dela. Ela diz algo que não entendo. Tento chegar perto dela, mas não consigo. Ela é pequena, mas corre como gente grande. Ela fala mais uma vez algo, porém não entendo. Ela se esconde entre uma árvore e vejo que é a minha chance. Chego perto da árvore e a vejo sorrindo, linda, com seus olhinhos cinzas e cabelos acobreados. Ela fica me olhando como se me conhecesse. Derrepente ela diz algo. -Mama. Ebe. Mama. Ebe. Ebe, esse era o apelido que dei a Phoebe. -Você conhece minha filha? Pergunto para ela. -Mama. Ebe. Mama. Ebe. Ela continua repetindo. -Você sabe aonde ela está? Questiono fazendo carinho em seu rosto. -Lá. Ela responde apontando para uma porta. Olho para a porta e depois volto a olhar para ela, mas a mesma havia sumido. Sinto novamente um vento bater em meu rosto e vou até a porta. Pego maçaneta e olho para trás. Estou com medo. Medo do que tem aqui atrás. Medo de parar naquele labirinto de novo. Mas eu não tenho outra opção, eu preciso saber o que tem aqui. Abro a porta e eu sou puxada de uma só vez, abro meus olhos e olho um lugar todo branco. Olho para os lados e não tem ninguém. Vejo que estou deitada em uma cama, olho os aparelhos e que estão ligados à mim. O que será que aconteceu? Alguém está abrindo a porta. Quando olho vejo Mia entrar. Ela me olha e começa a chorar em desespero. Porque? Será que ela está bem? -Mia, você está bem? Pergunto e ela vem até a mim e me abraça chorando muito. Meu Deus, o que está havendo com ela? Mia? A chamo. Mia? A chamo de novo. Ela olha para mim e me abraça mais sem falar nada. Vou esperar ela se acalmar. Passa alguns minutos e ela me olha. Ela limpa seus olhos. -Eu não acredito que você está acordada? Ela diz e eu não entendo o porque. -Como assim? Porque eu estou aqui? Questiono sem saber de nada. -Calma. Eu vou chamar o médico para te examinar. E contar a novidade para todos da família. Não durma de novo, nem se atreva a fechar esses seus olhos. Ela diz mais calma e sorridente. Ela sai olhando para trás várias vezes e dizendo que ela não estava acreditando. Fico ali sozinha até chegar vários homens de brancos e mulheres de branco. -Sra Grey, eu sou o Dr. Alvarenga. A sra lembra da onde está? Um dos homens me pergunta. -Acho que em um hospital. Mas ainda não sei o porque. Eu estava com minha filha da última vez que eu lembro. Eu quero mais é saber como está Phoebe. -Entendo. Olha vamos fazer uns exames na Sra. E depois te contamos o que aconteceu para a Sra está aqui internada. A Sra se sente bem? Alguma dor? -Não. Estou ótima. Não sinto dor alguma. Eu posso me sentar? Questiono -Claro, vamos ajudar a Sra. Ele diz já me ajudando a me sentar. Na verdade eu poderia fazer isso sozinha, mas deixei ele fazer. Vamos levar a Sra daqui a pouco para fazer os exames. -Tudo bem Dr. Mas eu posso beber água? Estou com sede. -Sim. Enfermeira dê agua para ela. Ele começa a fazer os exames simples em mim, como olhar a minha visão, minha pressão, batimentos cardíacos. -A Sra é um milagre da medicina. O Dr diz. -Porque? Pergunto sem entender. -A Sra estava em coma profundo a mais de um mês. Teve seis paradas cardíacas ontem de madruga, seus batimentos cardíacos estavam fracos até essa manhã. Ele diz e eu fico em choque. -Eu estava desacordada tem um mês? E minha filha? Como ela está? Pergunto preocupada. Passei mais de um mês desligada do mundo. -Não se preocupe. Sua filha está ótima. Ela está lá fora com seu marido. Ele diz e eu abro um sorriso. -Posso vê-los? Pergunto esperançosa. -Pode, mas depois de fazermos todos os exames e temos certeza que você está realmente bem. -Tudo bem. -Mas não se preocupe. A sua recepção lá fora não vão embora enquanto não te ver. Ele diz sorrindo. E eu imagino que a família Grey deve está toda ai. Fico ali aguardando para ser levada para fazer os exames. Até que chega umas enfermeiras com uma maca para que eu fosse levada para fazer os exames. Eu passei não sei quanto tempo pra lá e pra cá fazendo todos os tipos de exames possíveis. Seja de sangue, neurológicos, urina, de vista. Eu fui para outro quarto e me deitaram. Me sentei, o médico veio falar comigo. -Bem Sra Grey, eu não estava enganado quando disse que a Sra é um milagre da medicina. A Sra está perfeita. Seus exames estão tudo bem. Não encontramos nada de anormal. E pela sua feição a Sra está muito bem. -Que bom Dr. E quando eu vou poder ir para casa? Questiono porque não queria ficar muito tempo aqui. Acho que já fiquei tempo demais. -Vou monitorar-lá mais o dia todo e mais a noite, se tudo correr bem a sra será liberada amanhã -Que bom. Fico feliz em saber disso. -Que bom. Agora vou deixar sua família entrar. Estão todos ansiosos lá fora. Eu iria permitir um por um, mas como a Sra está bem e eles estão eufóricos para vê-la, entraram todos. Ele diz e sai do quarto. Como pude ficar tanto tempo desacordado? Ainda longe de Phoebe. Devo ser uma péssima mãe. Ela precisando de mim e eu aqui desacordada, sem saber nada dela. Sou tirada dos meus pensamentos com a porta se abrindo. Christian entra com nossa filha no colo. Meus olhos enchem de lágrimas de ver a minha pequena. E ainda mais bem cuidada. Eles olham para mim e sorrir. Percebo que os olhos de Christian estão vermelhos. Nosso silêncio é quebrado por nossa filha. -Mama. Ebe. Mama. Ebe. Phoebe diz, eu fico maravilhada ao ver que ela já fala alguma coisa. Achei que ela demoraria mais. -Ei meu amor. Mamãe está aqui. Digo e ela estica o braço para eu pegar ela. E tudo que eu mais quero é segurar essa pessoinha. Christian me passa ela e eu a beijo com todo amor e carinho que eu sinto por ela. -Achei que tinha te perdido para sempre. Christian diz me fazendo encará-lo. Ele está realmente com os olhos vermelhos e tristes. -Agora Sr Grey você não vai se livrar de mim tão fácil. Digo sorrindo. -Você está falando sério? Você não vai me deixar nunca mais? Ele me pergunta com um fio de voz -Sim. Estou falando sério. Vejo que você cuidou bem da nossa menina. Ela nem parece aquela criança triste mais. E acredito que neste mês que eu estive aqui desacordada ela é você ficaram bastante amigos. Falo, porque percebo os olhos dele para filha. -Somos uma dupla imbatível. Ele diz com meio sorriso no rosto. Só não estávamos tão bem, pois faltava você nas nossas vidas. Ele diz e eu fico feliz de ouvi isso. Na verdade estou feliz por ver que ele cuidou da filha com amor, por ver que ele já descobriu seu amor pela nossa pequena, e que tudo que quero agora é viver bem ao lado deles. Não importa o que temos que passar, vamos passar juntos. Acho que está mais que na hora de nós darmos uma chance de ser feliz.
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