Eu estou cada dia angustiada. Não é possível que eu vou perder a minha filha, não é possível que eu não terei chance de curtir a minha vida com ela. Eu estou cansada, esgotada, e nem sei direito o que será de mim se Phoebe morrer. Eu morreria junto com ela.
Mamãe e Christian têm tentado falar comigo sobre a minha saúde, mãe eu não quero saber de nada que não seja a minha filha. Minha saúde não interessa se a mesma não sair dessa. Eu só vou me preocupar comigo depois que Phoebe tiver completamente fora de perigo. Meus dias tem passado assim, chorando, pedindo a Deus para tirar minha filha dessa. Christian tem tentado falar comigo, mas eu não quero ouvir nada que não seja focado na nossa filha. Eu não me arrependo de ter falado com ele da forma que falei, eu não me arrependo de ter ido embora, ter tentado proteger Phoebe do egoísmo do pai. Eu espero que ele comece a sentir amor pela filha, pois eu nunca voltaria para ele, se o mesmo não sentir nada pela filha.
Vou para um canto no hospital, um canto isolado, e me sento no chão mesmo. Parece que o peso que eu estou carregando a dias nunca termina. Mamãe também não tem saído do hospital, ela alugou um quarto em um hotel para nós. Ela me disse que Christian queria que ficássemos no apto dele, mas eu não quis. Eu não quero aproximação com ele. Eu sei que terei que conversar com ele em algum momento, mas eu não quero fazer isso agora que minha cabeça está a mil com tantas coisas.
Eliot e Kate me chamaram para conversar, eu fui, eles começaram a dizer sobre a gravidade da minha saúde, explicaram que eu preciso de doação de medula óssea e transfusão de sangue devido a um tipo de anemia que tenho. Não vou falar que não fiquei abalada, porque fiquei, não queria transparecer para eles nada. Mas eu estava em pânico, pânico porque tenho esperança que Phoebe possa melhorar e eu poder ficar com ela. Porém com isso, se ela melhorar e algo me acontecer? O que será da minha filha? O pai não demonstra nada que quer ela, quer ficar com ela, e eu deixarei ela também sozinha? Não posso. Eu tenho que lutar pela minha vida e da dela. E se eu convencer a Christian que ele tem que começar a gostar da filha? Que ele tem que lutar por ela, assim como lutaria por mim? Eu preciso fazer com que ele entenda que não será só eu e ele, mas sim nós três. Eu posso esquecer todo o passado para que ele comece a olhar para a própria filha. Assim eu não me preocuparia com nada. Pois sei que se algo me acontecer ele estaria aqui para ela e por ela. Não que não conte com meus pais para poder criar minha menina, mas eu preciso fazer com Christian entenda que ele é o pai, e ele precisa amar a filha, ele precisa aprender que não vai existir outra pessoa que vai amá-lo mais. O carinho de filho é único, e ele vai gostar disso.
Dois meses havia se passado e nada de Phoebe melhorar ou receber um doador. Eu estava um caco humano. Eu m*l conseguia me alimentar e tudo que eu pensava era minha filha iria sair dessa. Ela estava sendo uma guerreira, lutando por sua vida dia após dia. Estava sentada em um canto isolado do hospital com a cabeça baixa quando ouvi passos, mas não levantei a minha cabeça para ver quem era, mas eu sabia que era Christian, pois apesar de passar tanto tempo longe dele, eu conheço cada detalhe dele, seja o falar, seu jeito sério de conduzir as coisas, ou até mesmo seu andar. Ele me tirou dos meus pensamentos.
-Oi. Ele diz, mas eu nem o olho. Eu sei que você está pensando em nossa filha. Sei que não adianta o que eu diga ou faça, você não vai olhar para mim enquanto Phoebe estiver assim, mas eu quero que você saiba, que eu estou arrependido do que eu fiz para você e para ela. Eu quero recomeçar com você. Eu levanto a minha cabeça para olhá-lo. E eu acredito que seja agora que tenho que tocar no coração dele. Ele precisa descobrir seu amor paternal.
-Christian eu não quero brigar, eu estou esgotada de tudo aqui. Nunca achei que passaria tanto sofrimento assim. Mas como você disse, eu não vou pensar em nós dois enquanto a nossa filha estiver assim. Porém eu já ti digo que não tente consertar as coisas por mim e comigo, eu sou crescida e entendo muito bem as coisas, mas Phoebe não. Conserte as coisas com ela, passe a viver por ela, e não mais por mim. Ele me Interrompe.
-Impossível, eu não conseguiria viver se não fosse por você. Ele não pode pensar assim. Somos três pessoas agora que precisa dele, Phoebe mais do que eu.
-E Phoebe? Como você pretende tratá-la? Eu tenho esperança que ela saia dessa situação. E aí como será? Questiono a ele, para ele começar a entender as coisas agora.
-Eu passei dois anos tentando achar você. Passei dois anos pensando em como eu podia me redimir com você, e o único modo que eu achei foi aceitando o bebê. Que é a nossa filha. Se tiver que ter você de voltar, eu tenho que aceitar Phoebe eu não me importo, contanto que você esteja do meu lado. Eu não acredito no que ele está falando. Será que ele não pensa na filha mesmo? Será que ele nunca vai descobrir que existir amor maior do que ele sente por mim? Sorrio fraco para ele.
-Eu conheço o seu amor por mim, sempre soube que você estava me procurando, mas a nossa filha não conheci o seu amor por ela, o seu amor de pai. E quando ela sair daqui, ela precisará de você mais do que eu, ela vai querer saber que ela tem um pai, e que ela sempre vai poder contar com ele, e não só a mãe.
-O que você quer dizer com isso? Ele questiona.
-Você me quer de volta? Eu questiono para ele, sabendo que é o que ele mais quer. Mas sem dúvidas eu não quero ficar com ele sem o mesmo aceitar de coração a filha, e não por obrigação, não porque eu vou estar ali.
-Eu não tenho dúvidas disso. E achei que para você estava claro. Ele diz olhando para mim.
-Então eu volto para você assim que você conquistar a nossa filha. Mas não uma conquista de um pai que quer só a mãe dela, não um amor paternal falso, mas sim algo sincero. Algo que demonstre no seu olhar a paixão pela sua filha. Falo, e ele fica meio pensativo com as minhas palavras.
-Eu gosto dela. Ele diz simplesmente, e ele precisa mais que gostar dela. Ele é o pai e nada vai mudar isso, a não ser que ele queira se afastar de vez da gente.
-Eu gosto do meu sapato. Digo como ironia. Não basta somente gostar dela. Christian, eu não preciso que você me conquiste, que você se ajoelhe aos meus pés me pedindo perdão pelo que fez, não preciso de nada de você. Pois eu conheço seu amor por mim de trás para frente e de frente para trás. Eu conheço o que você tem a me oferecer. Mas aquela criança lá dentro, que está lutando pela vida, não conheci. Ela não conheci o cara bondoso que eu conheço, o cara gentil e amigo. Então quer mudar alguma coisa nas nossas vidas? Mude na sua vida. Comece a enxergar que você agora tem duas pessoas para olhar e não somente uma como antes. Se você conseguir fazer isso por ela e não por mim, um juro que voltarei para você sem me importar com que houve no passado.
-E se eu não conseguir? Ele me pergunta triste, mas eu acho melhor ele começar a pensar e ver as coisas diferentes. Phoebe vai precisar demais dele.
-Eu acho melhor você começar a pensar diferente. Eu não vou mais fugir de você, mas também não ficarei com você sabendo que você me ver só como sua esposa e não como esposa e mãe da sua filha. Ele tem que começar a ver que eu agora sou mãe, e não só a esposa dele. Sei que será difícil para ele entender isso, mas com o tempo, tudo pode mudar. Ele está pensativo, e eu resolvo tirar o mesmo do seus pensamentos.
-E aí, o que você me diz? Será um pai para sua filha ou simplesmente podemos esquecer essa nossa história, e focar em novos rumos para as nossas vidas? Questiono, e ele me olha como se não tivesse outro caminho.
-Eu aceito o nosso acordo. Mas quero que assim que tudo isso acabar, o problema de Phoebe e o seu também que voltemos para casa. Para a nossa casa. Eu não pretendo voltar de cara para ele, até mesmo por Phoebe.
-Não, eu vou morar perto de você. Só vamos voltar a morar juntos quando eu ver realmente a sinceridade nos seus sentimentos por nossa filha. Sejo sincera com ele, só vou morar com ele, voltar de vez para ele quando for sincero seus sentimentos por nossa filha.
-Ana não acho que isso seja viável. A imprensa publicaria algo. Poderia até especular o possível divórcio. Eu sempre esqueço que a vida de Christian e a minha se tornou pública, mas mesmo assim eu não vou morar com ele.
-Eu não vou voltar a morar com você enquanto você não aprender a amar a nossa filha.
-Eu posso manter você e a nossa filha em um apto do escala. Alugaria um apto para vocês. Ele diz, e eu acho bom.
-Para mim tudo bem. Eu não quero dificultar o relacionamento de você com ela. Mas Christian eu quero que você seja sincero comigo se você ver que não conseguirá amar a nossa filha como um pai e começar a enxergar a mim como mãe dela também, além de sua esposa. Eu não quero vê-la magoada, e não quero vê-lo magoado por está tentando fazer algo que não é o que você quer. E também eu não quero sofrer com você de novo. Quero que ele se abra comigo se não tiver conseguindo se envolver.
Fico pensando o que será de nós dois se ele não quiser conviver com Phoebe. Ele precisa descobrir realmente este sentimento pela filha. Eu não acredito que ele não sinta amor por ela, creio que sinta sim, e ele só precisa de tempo para enxergar isso.
Christian atende seu telefone que estava tocando. Ele fala com a mãe dele, e parece que ela quer a nossa presença, pois Christian já levanta e pega na minha mão para levantar. Ele desliga e me diz que a mãe dele quer falar com a gente. Seguimos para sala de espera com toda rapidez que temos. Chegamos lá, Grace já estava lá, parece que esperando a gente chegar.
-Fala mãe, o que houve? Pede Christian.
-Conseguimos um pulmão para Phoebe. Ela diz e meu coração fica a mil. Meus olhos se enchem de lágrimas. Minha filha será salva
-Graças a Deus, minha filha será salva. E agora Dra Grace, o que temos que fazer? Questiono emocionada.
-Você nada, além de aguardar a operação. Mas Christian, você pode ir doar sangue. Já pedir seu pai também. Phoebe vai precisar, seu sangue e do seu pai é compatível com o dela. Grace fala e eu fico feliz que salvarão a minha pequena. Nós vamos começar a operar ela daqui a pouco, só estamos esperando arrumar a sala de operação. Vamos confiar que tudo vai dar certo. Ela termina de falar com lágrimas nos olhos também.
Minha mãe me abraça e diz que tudo vai dar certo. Que minha filha será salva. Eu fico muito feliz com isso. Tanto que digo a minha mãe que vou à igreja agradecer a Deus por permitir que minha pequena viva. Mamãe apenas assenti e diz que vai ficar para qualquer notícia que vier. Saio dali com um novo sentimento no meu coração. Uma esperança renovada. Chego a igreja e começo a agradecer a Deus por tudo que eu tenho passado e por tudo que ainda irá acontecer. Peço que minha filha se salve com essa operação e que ela possa viver por muitos e muitos anos ao meu lado. Fico ali alguns minutos e retorno para o hospital. Chego na sala de espera e minha mãe está lá e me diz que nada tinha acontecido na minha ausência. Outra coisa que ela me diz é que papai está vindo para New York para fazer o exame que pode me salvar. Eu nem pensei nisso, mas agora eu tenho que pensar. Ela me disse que todos ali fizeram o exame, mas nenhum deu compatível. Nem sabia disso também. Estava mais pensando em minha filha do que em mim, mas agora tudo tem que ser diferente, por mais que eu queira que Christian se aproxime da filha, eu não quero morrer, pelo contrário, eu quero viver muito para ver minha filha sorrir, crescer.
Passa se algumas horas e nada de notícias. Christian e Carrick já voltaram. Eu estou meio apreensiva e Christian chega perto de mim para me acalmar, dizendo que a operação vai demorar. E que tudo vai dar certo. Eu o chamo em um canto para reforçar a nossa conversa.
-Christian, eu só quero reforçar a nossa conversa. Tudo que eu disse, eu falei sério. Então agora mais que tudo Phoebe precisará de você. E não faça nada por mim, não pense em mim, pense somente nela. Ela precisará de você hoje e sempre. Falo olhando bem para ele.
-Eu sei. Só estou com medo de falhar com você e com ela.
-Não pense assim. E outra não tenha medo de falhar comigo, pois como te disse antes, eu sou grande, crescida, e entendo as coisas, mas uma criança que daqui a dois meses fará dois anos, não entende. Tem erros que consertamos, mas tem erros que são imperdoáveis, e que abalam mais que qualquer coisa. Então tente, dê o seu máximo para que ela sinta seu amor de pai, veja em você o príncipe encantado que ela um dia vai sonhar. Falo pegando a mão dele.
-E a gente? Como ficamos? Ele pergunta. Mas achei que isso já tínhamos esclarecido.
-Não existe a gente enquanto eu não ver o pai em você. Enquanto eu ver que existe somente o Christian marido e não o Christian pai e marido, não existirá nós dois. Coloca isso na sua cabeça, por favor. Não haja como se não fôssemos três, ao invés de duas pessoas, não haja como se não reconhecesse sua filha. E reforço novamente, não faça isso por mim, para mim, para me ter de volta, faça isso para ganhar o coração da nossa filha e para você crescer como pai que você é. Amadureça sua mente e seu coração. Eu quero o meu marido de volta, mas também quero o pai da minha filha. Se eu tiver somente o meu marido, eu não vou ser feliz, agora se eu tiver o pai da minha filha e meu marido, serei completa. Um sem o outro não entra na minha vida. Falo firme, para ver se entra na cabeça dele.
-Eu estou determinado a conquistar a minha filha. Farei de tudo para isso. Ele diz me olhando e eu consigo ver verdade em seus olhos. E eu espero mesmo que ele tenha entendido. E quanto a sua saúde? Ele me questionou cruzando os braços.
-Eu me tratarei quando Phoebe tiver melhor de tudo isso. Digo.
-Sua situação não pode esperar por muito tempo. Você também corre risco de vida. Ele fala passando a mão pelo meu rosto. Seu toque me queima como antes. Me deixa em chamas, Merda, isso é hora de pensar nisso? Foco, foco. Desvio dele.
-Eu sei. Eu só vou esperar Phoebe sair dessa. Só quero que meu bebê sai dessa com vida. Ela é o meu milagrinho.
-Tudo bem. Ele fala.
Voltamos para a sala onde minha mãe e Carrick está. Kate e Eliot já tinha duas semanas que haviam voltado para Seattle. Então estávamos só nós. Eles ligavam todos os dias para saber. Inclusive Mia e Ethan que queriam muito vir a New York, mas tiveram vários imprevistos. Mas sempre ligam para Christian ou para Carrick e pede notícias.
Passa-se quatro horas e essa cirurgia parece interminável. Eu não paro de andar para lá e pra cá, esperando que alguém apareça na porta da sala de espera e diga algo. Meu coração está a mil, eu não consigo pensar em mais nada. Quando dou por mim Grace entra na sala e todos nós ficamos apreensivos. Eu sou a primeira chegar perto dela e questionar como foi.
-Como foi a operação Dra Grace? Como está Phoebe? Questiono com medo.
-Foi um sucesso. Phoebe está bem, só temos que esperar a 72hs para ver se o organismo dela vai rejeitar o pulmão, mas fora isso, a cirurgia ocorreu bem.
-Posso vê-la? Questiono.
-Ainda não. Ela ainda está sendo preparada para ir para a incubadora.
-Obrigada. Obrigada por você ter salvado a vida da minha filha. Digo a ela que me olha com carinho.
-Não precisa me agradecer. Mas quero que você me prometa não afastá-la de mim e de Carrick. Eu não sei o que você decidiu da sua vida com Christian, mas não queremos nos afastar da nossa neta. Ela diz e eu por impulso a abraço.
-Eu não vou afastá-la de vocês. Eu prometo. Digo com lágrimas nos olhos.
-Que bom minha menina. E estaremos aqui para vocês duas. Fico feliz em ouvir isso.
Ela se retira da sala depois de algum tempo. Minha mãe me abraça e diz que agora ficará tudo bem. Também sinto isso, depois de quase dois anos eu vou poder respirar tranquila. Poder cuidar da minha filha. Ficamos ali comemorando. Christian vem até a mim e me abraça. Eu recebi seu abraço, afinal de contas estou mega feliz.
-Que tal você ir descansar? Acho que agora que está tudo bem, você pode descansar de verdade, eu digo de verdade, pois você precisa dormir. Christian diz me analisando.
-Eu não sei, acho que vou esperar essas setenta e duas horas. Pode acontecer algo. Digo com medo que haja algum problema.
-Pois não pense assim. Você até agora teve esperança, então continue tendo e vá descansar. Dormir, sair um pouco desse hospital. Ele diz. E eu penso que realmente meu corpo pede cama a anos, uma noite bem dormida não seria nada m*l. Não pense demais, qualquer coisa eu mesmo vou no hotel que você está e te aviso.
-Tudo bem. Eu vou, mas se acontecer algo me promete que me avisa? Confirmo com ele.
-Sim. Pode ter certeza. Ficarei aqui. Ele reafirma e eu e mamãe vamos para o hotel. Eu preciso mesmo descansar.
Cheguei no hotel e tomei um banho bem quente e demorado. Fico ali pensando em tudo que me aconteceu até hoje, e espero que as coisas sejam favoráveis daqui para frente. Que todo sofrimento e angústia fique para trás. Deito e minha mãe vai tomar um banho. Não me lembro de mais nada, pois meu corpo reagiu com meu cansaço e apaguei.
Acordo com minha mãe me olhando e passando uma das mãos em meus cabelos. Levanto rápido, pois pode ter acontecido algo com Phoebe.
-Mamãe, está tudo bem? Questiono ela me sentando na cama.
-Sim meu amor, só estava preocupada com você. Ela diz e eu não entendo porque.
-Porque? Como está Phoebe? Teve alguma notícia? Questiono não deixando ela responder.
-Calma filha. Minha neta está ótima. Está até sorrindo, brincando. Parece que nem passou por uma cirurgia. Mamãe diz e pela primeira vez me pego sorrindo.
-Você está falando sério mãe? Ela está mesmo bem? Indago feliz.
-Sim meu amor, seu pai está com ela. Christian ficou esses dois dias lá e só se afastou na hora que seu pai disse que ele ficaria, mas também o fez prometer que qualquer coisa ligaria para ele. Acho que ele começou a pensar na filha.
-Quanto tempo eu dormir mãe? Pergunto, pois ela me disse que esses dois dias Christian passou com Phoebe.
-Dois dias e meio. Eu estava assustada e com medo que tivesse acontecido algo com você. Mas eu acredito que você precisava desse descanso. Ela diz com alegria no rosto. E outra coisa seu pai fez o exame da medula óssea, e ele é compatível com você. Papai vai salvar a minha vida. Estou agora mais que feliz.
-Que alegria mamãe. Vou poder ver a minha filha crescer. Vou poder segurá-la em meus braços. Digo abraçando ela feliz.
-Sim meu amor. E eu não queria me meter em sua vida Ana, mas eu e seu pai queremos saber o que você resolveu ou vai resolver sobre seu casamento.
-Não se preocupe mãe. Eu só vou dá a chance de Christian mostrar que pode ser um bom pai, e que ama a filha incondicionalmente, assim que isso acontecer eu prometo cuidar do meu casamento com ele.
-Você então não pensa mais em divórcio?
-Mesmo se pensasse mãe. Christian jamais me daria o divórcio. Mas eu já expus o que eu quero e preciso dele. Neste momento ele precisa pensar somente em Phoebe, depois pensaremos em nós.
-Será porque ele agiu e ainda age assim com a filha? Mamãe questiona.
-Na cabeça de Christian iríamos ser só nós dois por anos, e ele acha que eu vou parar de amá-lo por causa de Phoebe, ele acha que eu vou esquecer o meu amor de mulher que tenho por ele, que minha atenção será dedicada somente a nossa filha, mas ele ainda não entende que isso nunca vai acontecer. Claro que minha filha hoje vem em primeiro lugar, mas eu como mulher e mãe sei o tempo de tudo, sei que ambos vão precisar de mim de forma diferente. E só basta ele entender isso, mas com o tempo eu mostrarei isso a ele. Falo já me levantando mais feliz e disposta.
Hoje meu coração está mais leve e com a certeza de cada dia estará melhor. Seguir um novo caminho para que eu possa dar continuidade a minha felicidade que estagnou a mais de dois anos atrás. Eu tenho esperança de um futuro melhor, e ainda reconstruir minha família, mesmo que me custe tempo, eu terei paciência com Christian.