CAPÍTULO 6

1686 Words
Quando Ana desmaiou ficamos todos apreensivos. Minha mãe pede para levar Ana para um dos quartos. Ela iria pedir um amigo para examiná-la. Eu a levei e o médico pediu alguns exames, mas ele disse que pode ser stress, ela não tem descansado desde que chegou aqui. Minha mãe me disse que ela não saiu do hospital para nada onde elas moravam. Depois de deixar Ana aos cuidados do médico, minha mãe chama todos para uma conversa. Fomos todos para a sala de espera e ela começa a falar. -Phoebe não está nada bem. Ela teve três parada cardíaca. Ela diz e suspira. Eu temo que ela não aguente muito tempo. Ela precisa da doação de um pulmão urgente. Mamãe acaba de falar e eu fico estático. Se algo acontecer com Phoebe tenho certeza que Ana jamais olhará para mim da mesma forma que antes. -Essa doação já foi solicitado mamãe? Pede Eliot. -Sim filho, mas é muito difícil achar um doador para um bebê. Estamos verificando em cada banco de dados do país. Porém até agora nada. Ficamos ali conversando e eu queria ficar com Ana no quarto mais Carla achou melhor ela ficar, já que eu e Ana não resolvemos o nosso problema. Concordei relutante. Depois de duas horas o médico me chama para falar dos exames de Anastásia. Fui até o consultório dele e ele pede para eu sentar. -O que minha esposa tem Dr Tavares? -Sua esposa apresenta uma grave Anemia Aplástica. -Anemia Aplastica? Que isso? Que tipo de doença é essa? -É uma doença auto-imune onde a medula óssea diminui a produção de células sanguíneas. Seu tratamento é feito com transplante de medula óssea e transfusão de sangue, quando não é devidamente tratada, pode levar à morte em menos de 1 ano. Ele acaba de dizer e eu fico em choque, minha mulher pode morrer em menos um ano? -O dr está querendo me dizer que minha esposa pode morrer? Não, isso não é possível. Eu custo a acreditar nisso. Ela não voltou para minha vida para morrer, eu não posso perdê-la outra vez. Eu não posso perdê-la outra vez. Passo as mãos em meus cabelos, segurando com força os mesmos. -O que temos que fazer? Pergunto em desespero. -Uma transfusão de sangue e transparente de medula. Aconselho que seja feito exames em todos da família para eu possa ver a compatibilidade. Ele diz, mas eu sei que Anastásia não vai fazer nada enquanto nossa filha estiver entre a vida e a morte. -Quanto tempo nós temos? Questiono. -Não muito. Eu vou explicar a ela hoje. Quero que ela entenda a gravidade da situação. Ele diz. -Quero estar com você quando for falar com ela. Como o Sr sabe minha esposa está m*l por causa da nossa filha, então acho que ela não ficará melhor com essa notícia. -Eu entendo Sr Grey. Vamos lá agora. Ela deve ter acordado. Fomos para o quarto de Ana e não tinha ninguém. Como assim? Onde ela estava? Chamo por ela, mas nada. Digo para o médico que ela deve ter ido saber da nossa filha. Eu sigo para ala pediátrica e chego na recepção e Carla está lá. -Cadê Ana? Questiono preocupado. -Está com a filha. Ela diz. -Carla temos que convencer Ana que ela precisa descansar. O médico deu o resultado dos exames dela. Ela não está bem. -O que ela tem? Ela questiona já preocupada. -Uma doença grave, que precisará de transplante de medula e transfusão de sangue. -Você não pode está falando sério? Minha filha não pode morrer? -Eu não brincaria com uma coisa dessa. Eu estou muito preocupado com ela. Nós precisamos conversar com ela. Digo e antes que eu fale algo Ana sai da sala. Falo para ela que ela deveria está deitada, mas a mesma não me escuta. Tenta sair e eu seguro seu braço. Falo que ela precisa escutar o médico. Porém ela me dá ouvido e explodi com suas palavras em mim. Eu sei que não poderia ter avisado ela da forma que acusei, mas ela precisa me entender. Ela devia de mim e sai. Carla vai atrás dela, espero que a mesma consiga falar com Ana. Eu não quero perder minha esposa. Vou falar com minha mãe, e mesma me diz que já sabia do resultado de exames de Ana. Eu não sei o que vou fazer. Minha mãe aconselha a tentar conversar com Ana com calma. Ela também tentará conversar com Ana. Fico feliz em ouvir isso. Ana não quer me ouvir, e talvez alguém possa fazê-la escutar. Volto para sala de espera. Eu não consigo pensar em nada, a não ser na possibilidade de perder Ana. Ela é tudo para mim e sempre será. O que adianta ter uma filha sem a mãe dela por perto. Fico horas ali olhando para o nada, vendo meu pai, Eliot e Kate conversando baixo. Eu não tenho cabeça para mais nada. Eu já não vivia, agora que sei que posso perder a minha mulher, vou surtar. Ela precisa fazer o tratamento. Ela precisa se preocupar com ela. Sou tirada dos meus com Ana entrando com raiva. Vem para cima de mim como um furacão. -Você tire esses seus cachorros atrás de mim. Ela diz firme e eu me levanto. -Eu não vou tirar. Digo firme. Eu não penso em perder ela novamente. -Há não. O que você acha em Grey? Você acha que eu vou sair daqui e deixar minha filha com você? Com você que rejeitou a mesma? Merda, ela nunca vai esquecer isso. -Ana calma. Pede papai. -Calma nada. Eu não quero saber desses seus seguranças atrás de mim. Eu nunca deixaria minha filha com você. Ela fala com raiva, e eu me questiono o porque ela não deixaria Phoebe comigo, já que a mesma é minha filha. -Ela não é só sua. Eu sou o pai dela. Eu digo e ela começa a rir e bater palma. -Belo pai que rejeitou ela antes mesmo dela nascer, belo pai que não estava nem aí para ela quando ela precisou. Ela fala olhando para mim com raiva, mas ela não me deixou corrigir a minha falha naquela época. -Você afastou ela de mim, você se afastou de mim, antes mesmo que eu pudesse consertar as coisas com vocês. Falo passando as mãos no cabelo. -Eu acho melhor vocês discutirem no apto de vocês. Eliot diz e parece que Ana não escutou nada, ela continua. -Não Grey, quem afastou você de nós, foi você mesmo. Quais foram as sua palavras mesmo? Deixa eu lembrar quando eu contei a você sobre a gravidez. Ela diz tentando se lembrar das minhas palavras, mas ela não sabe o quanto eu me arrependo de ter falado e feito o que fiz. Ela volta a falar, mencionado as minhas palavras do passado. " Você vai estragar a minha vida" " Você fez isso de propósito" " Eu não quero ser pai", essas foram as suas palavras Grey, e agora você quer dar um de pai? Agora você quer ser um pai presente, um pai amoroso. Conta outra. Você não é pai de Phoebe, ela é só minha, porque você abdicou seu dever e direito de ser pai. E outra, eu não te procurei não foi por causa do dinheiro e nem nada relacionado a isso, mas sim porque suas palavras ficaram martelando em minha cabeça até hoje. E te falo mais, se minha filha morrer, você nunca mais me verá na sua frente. Eu juro que você querendo o divórcio ou não, você não me verá. Ela diz e sai. Porém eu fico ali estático. Agora mais que tudo nossa filha tem que se salvar. Meu casamento depende disso. Eu não quero o divórcio e nem muito menos que Ana suma da minha vida. Já se passou dois anos, e esse martírio cada dia fica evidente na minha cabeça. Eu vou tirar os seguranças de trás dela por enquanto. Mas assim que nossa filha estiver bem eu vou voltar com eles, pois ela pode querer ir embora com nossa filha. E eu não vou permitir. Carla aparece e eu questiono a ela se conseguiu falar com Ana mas ela diz que não. Ana está a beira de um ataque de nervos. Nada disso está bom para ela. Carla diz que tem medo que Ana não aguente tantos problemas. Eu sei que está sendo difícil para ela, são quase dois anos aguentando sozinha tudo isso, não é para menos que fique doente, ou m*l pela situação. Ficamos ali e nada de Ana aparecer. Passava horas, e nada de notícias da minha filha e de Ana. Procuramos ela no hospital e nada, como eu havia tirado os seguranças, agora ficamos aqui sem notícias. Tempo passa e nada. Tenho medo que ela tenha desmaiado em algum lugar, tenho medo que ela não esteja bem. Meu coração fica pequeno a cada momento dessa distância entre nós dois. Éramos tão unidos, felizes. Lembro de um dia feliz da nossas vidas. Estávamos na casa dos meus pais, não nos desgrudavamos para nada. Ana estava radiante. Era sempre assim, eu nunca vi ela triste, parecíamos um casal perfeito. Não tínhamos nada que nos afetava. Tudo estava perfeito. Seu sorriso, seu humor, e tudo isso era dedicado a mim, só a mim. Eu era o cara mais sortudo de ter casado com uma mulher que linda, inteligente, companheira, amiga. Nós só tínhamos um ao outro e não precisávamos de nada e nem ninguém. Eu sempre fui um homem possessivo, ciumento, e piorou com Ana em minha vida. Ela tinha uma legião de fãs. Tem até hoje, eu sempre me sentia m*l quando algum deles tentava arrancar a atenção dela de mim. Eu sempre quis ela só para mim. Porém aqui estou eu perdendo a minha mulher. Perdendo alguém que eu amava e amo, para a porta da minha inconsequência. Para a minha imaturidade, e eu sei que não vou mudar esse meu lado possessivo por ela, pelo contrário, eu a quero mais, e se para te-la eu terei que aceitar uma criança entre nós, eu aceitarei.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD