Rosas e espinhos

1293 Words
Caminharam primeiro pela estufa de rosas grandiosas. Estavam fisicamente distantes um do outro, mas andavam lado a lado. Lisa chutou umas pedrinhas brancas. O cheiro das rosas era gostoso e doce sem ser enjoativo. As cores brancas, vermelhas se destacando nas roseiras belas. Havia uma piscina natural no meio do espaço que separava o canteiro de rosas brancas e rosas vermelhas. Caminhava pelo tapete de pétalas de rosas brancas no lado direito. Ela viu pelo teto de vidro da estufa que chovia e o dia estava nublado, amava a chuva e era bonito ver as gotas contra o teto de vidro. E um cheiro gostoso de terra molhada impregnou suas narinas. Lisa sondou o rei, pensativa. Eles dois já sabiam o que queriam um do outro. Torturas, chicotadas, sangue, dor e f***r como animais selvagens no cio. Logo, ela não sabia a razão dele não levá-la logo para o quarto de torturas dele e fazer o que quisesse com seu corpo de uma vez. Ela queria também. A espera pelo que ele faria só aumentava sua ansiedade. Seria chicotadas, algemas ou fazer ela ficar de joelhos em cima de pedras pontiagudas? Ele apertaria o corte da mão dela de novo ou só a penetraria com força e tiraria sua virgindade a montando? Ela lambeu os lábios. O rei se virou para ela e a ofertou uma rosa. Lisa, surpresa, pensou que as mãos bonitas dele que a cediam a rosa branca estavam impregnadas com o sangue de sua família, mas aceitou mesmo assim a gentileza. — Dizem que você é o filho do rei dos feéricos com uma princesa humana. — A moça deixou escapar, não conteve a curiosidade a tempo. Ela percebeu o que disse, mas ele pareceu tranquilo e uma vez que Dantalian não mostrou raiva pela pergunta, ela se acalmou também. — Por que isso importa, Dinah? — É que dizem que é um bastardo da realeza de Luster, mesmo que isso tenha sido há duzentos anos. E que tinha um irmão gêmeo que morreu na guerra dos quatro reinos, que se uniram para tentar tomar Luster. — Sim, sou um filho fora do casamento oficial de minha mãe e um bastardo. — Confirmou sucinto e a sondando. Não viu desprezo nos olhos dela como os dos nobres. Isso até que fez seu nome a fogo, cinzas e sangue e o reles bastardo amaldiçoado de Luster se tornou o temido rei do fogo e das cinzas . — E meu irmão gêmeo também era. Ele era o rei antes de eu ser, e se casou com Lady Katharina a uns cinco anos atrás antes da guerra dos quatro reinos.Dizem que os Feéricos são imortais, mas temos nossas fraquezas. Meu irmão reinou sabiamente por 200 anos e pereceu por confiar em reinos humanos que o traíram numa rebelião porque começaram a temer o rei que não morria. A conquista nada mais é que minha vingança. Eu nunca cometerei o mesmo erro que ele. Ele era um t**o sentimental que nunca aceitou sua natureza fantástica e queria se passar por humano. Eu sei o monstro que sou. Lisa arrancou as pétalas da rosa branca que ele a deu. O rei a estudou um pouco e sorriu pensativo. O ímpeto de destruição dele era como o dela. Que bom. Nunca achou que encontraria alguém impetuoso e destrutivo como ele. — Gosta de desfazer coisas bonitas? — Sondou-a. Lisa só percebeu agora que havia destruído a rosa com a qual ele a presenteou. A menina corou, sem ação, quis esconder o caule. Foi a primeira flor que ganhou e fez isso. Estudou um rei com um pedido de desculpas mudo. — rosas seduzem com sua beleza, mas no fim, tire a parte bela, são só espinhos. — Falou o rei de repente como se justificasse o ato dela. — Essa não tem espinhos…— argumentou Lisa. — ela nem me feriu e eu a despedacei... — Eu tirei os espinhos para você não se ferir, porque eu quero ser o único a ferir você. Entende como funciona o que sinto por você, Dinah? — O rei exigiu sério por ela ser jovem. — Entendo que gosta de despedaçar rosas porque elas têm espinhos e já te feriram antes. Nunca me considerou uma rosa, me considera um espinho na sua carne. Mas gosta disso. De eu não ter uma parte enganosa. Prefere minha evidente rebeldia te espetando a uma falsa camada bonita. — Argumentou. O rei sorriu intrigado. Deixou a mão acariciar os fios curtos de Lisa e a puxou para um abraço. Ela era muito inteligente. — Sim. Você é espinhosa, mas isso não isenta de que é mais bonita do que qualquer rosa que há na minha estufa e já tive o prazer de tocar e cheirar. Lisa respirou fundo quando sentiu os lábios dele em sua pele no pescoço, ele passou a língua na sua pele onde pulsava a veia jugular. A moça tombou a cabeça para o lado para o dar livre acesso e ficou na ponta dos pés, perdida em sensações erradas. Ele cravou as presas no pescoço dela e a pegou no colo, pelas coxas, as apertando e a erguendo do chão roçando sua ereção nela. As pernas dela se cruzaram atrás da cintura dele sem timidez por senti-lo duro..Tremeram juntos nos braços um do outro , roçando as pelvis e começando a morderem um ao outro violentos. — Espinhos sempre querem se proteger a todo custo. Você quer se proteger de que, Dinah? O rei parou de falar com a boca contra a dela, a testa na dela, e******o, quando viu o rapaz que o servia vinho os assistindo de longe. O rei sentiu uma irritação sem tamanho pela audácia do maldito em espiar sua serva e ele. Lisa o notou distraído de seus toques, selou os lábios nos do rei com medo que ele perdesse o interesse nela, audaciosa, não vendo Desmond atrás de uma coluna. Ela tocou o corpo do rei, o desbravando, espalmando o peitoral que viu desnudo quando ele a chamou para seu aposento, só que agora por cima da túnica magnanima bordada em ouro. Dantalian odiava ser tocado sem permissão, mas algo na curiosidade dela parecia sincero demais e só por isso permitiu. O ego do rei se satisfez que ela tomou a iniciativa do beijo na frente do amado dela. — Sei ser gentil também, podemos fazer docemente primeiro… — Disse o rei acariciando o rosto dela, adulador e para o garoto da cozinha ouvir. — você quer que eu seja doce quando fizermos pela primeira vez … — Não. — Respondeu Lisa. Dantalian tremeu. — Eu gosto do jeito que você me toca. A menina acabou engolindo em seco, agitada e descontrolada, o puxou pelo cabelo prateado ousada e o mordeu no ombro, o rei estremeceu todo. Dantalian, surpreso, guiou a boca cegamente a dela e ela percebeu que ele também gostava de sentir dor quando escutou um rosnado ao fincar seus dentes na pele do pescoço dele. — você pode só fazer o que quer comigo, da forma que lhe deleitar, pode me chicotear inteira. Prometo que vou me controlar para não gritar, meu rei. — Se uma tortura minha se tornar insuportável diga “ Espinhos” e eu paro, coisa linda, corajosa e arisca. — Combinou ele com ela, mordendo o lábio inferior dela. — Entendeu a palavra de segurança? Lisa assentiu, tocou o corpo dele mais gentilmente, o rei permitiu mesmo incomodado. Os olhos dourados dele encontram os dela, famintos. Guiou a mão dela, até seu pescoço e a fez passar a unha por sua pele. A puxou pelo cabelo curto e com ela no colo, caminhou apressado até o quarto de tortura que era depois da estufa.
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