Quarto de torturas

1092 Words
Lisa estudou o quarto de paredes vermelhas, curiosa, prendendo a respiração e caminhando pelo piso de linóleo que era como um espelho n***o. Ele a deixou livre. Contudo, Dantalian se manteve atrás dela para o caso dela mudar de ideia e querer fugir. Dantalian tinha medo que a escuridão dele fosse demais para aquele pequeno fogo. Dois candelabros com oito velas cada que foram acesas com um movimento da mão dele iluminando mais o quarto medonho sem janelas. Ela viu uma piscina natural mais à frente de água transparente mostrando o fundo de pedras brancas. Num canto… Havia duas colunas pretas com algemas de cada lado para prender os pés e as mãos e a deixarem aberta, imóvel e exposta. A menina sentiu o corpo retesar e estremecer de horror, de prazer, de medo, de excitação e curiosidade de como se sentiria se ele a tomasse ali. Lisa soube que aquilo servia para mantê-la parada enquanto era penetrada e ele se divertia com seu corpo como quisesse. A ideia a fez sentir vontade de pular nele e sentir o m****o latente no meio das pernas como via Agatha fazer com Castor às vezes espiando-os juntos na floresta e se tocando. Estudou os chicotes pendurados na parede. Viu uma cinta com pedaços de metal pontiagudo que deviam tirar pedaços de carne significativos e não só cortar a pele. Ela estremeceu somente com aquele objeto. Devia doer muito. O rei notou o olhar dela na cinta de pregos. Se sentiu desconfortável. De repente, quis tirá-la de lá. — Uso apenas em casos extremos. Acho que nunca usei aquele sendo honesto. — Se explicou não querendo que ela fugisse. — Temos uma palavra de segurança se algo for de mais para você. Dantalian esperou pacientemente o grito de horror dela pela sua monstruosidade. Esperou que ela se debatesse como Katharina. Dan esperou que Dinah dissesse que era doente e que mesmo sendo um rei havia limite para o que se podia fazer ou não. Que nunca ficaria com ele. — Vossa majestade teve um mestre que o ensinou e por isso agora gosta desse jeito violento de fazer amor também? — A pergunta dela era calma e sem acusações. Era só como se ela tentasse entendê-lo. Dantalian nunca foi questionado sobre seus gostos. Ninguém nunca tentou entender porque ele gostava de dominar daquela forma. Sabia que tortura e violência em uma guerra era normal, mas na hora do sexo era doentio. Era até evitado por prostitutas, servas e visto por todos como mais desumano ainda. Uma aberração monstruosa que não conseguia nem tomar uma fêmea humana de forma convencional. Era bom para sua reputação com seus inimigos, mas r**m se queria aliados e uma companhia feminina. — Sim. — Respondeu-a. — Eu também já estive na parte de ser chicoteado também. Mas isso foi há muito tempo. Eu ainda era um menino. Ela assentiu com a cabeça. — Deve ser difícil encontrar alguém que suporte isso, mexe muito com o orgulho… nem deve ser a dor em si, mas sim o orgulho de se deixar ser controlado por outra pessoa. — Respondeu Lisa. — como sabia que eu…bem, que eu… — Seus olhos são os de uma sobrevivente. Bem, há rebeldia neles, mas não orgulho de sobreviver, só tolerância à dor que lhe é infligida. — respondeu o rei de imediato e a estudou, a tocou no rosto. — Sobreviventes tornam a dor da pancada da vida sua aliada já que sabem que não podem ir contra ela. E algum ponto distorcido se torna prazer também. Eu acho que me vi um pouco em você. Eu era como você quando era mais jovem. Impetuoso, mas ansiando por alguém que me entendesse e me ajudasse a entender a mim mesmo. Lisa tinha medo dele também. Só que o rei, ele confrontou o demônio dentro dela mesma, que a moça mais temia, o de gostar de sentir dor. Lisa sabia que não era normal se queimar com a chama de uma vela só para se sentir viva. Ou se ferir com uma faca quando sentia raiva e queria chorar. Sabia que não era normal arrancar tufos do próprio cabelo. Lisa parou perante ele. Tirou a camisa surrada, deixando evidente as faixas que usava ao redor do b***o para suprimir seus s***s e o rei a impediu, mas colou o corpo ao ligeiramente definido dela. Ela decidiu que se fosse viver… Depois de ter tentado muitas vezes encontrar compreensão e só encontrar julgamento, ela se cederia inteiramente a ele. Ela abriu a boca e passou os lábios no tecido da vestimenta dele. Dantalian estremeceu sabendo que ela aceitou servi-lo. — Hoje só queria te mostrar o quarto para que tome sua decisão, meu filhotinho. — Explicou docemente, recolheu a camisa dela no chão e a vestiu de novo, analisando a menina que desejava. — Você gosta de cavalos, Dinah? Lisa assentiu empolgada pela pergunta. Amava cavalos, mas seu pai e sua madrasta sempre a impediram de ter um. Lisa apenas via os irmãos mais novos competindo e cavalgando entre si. O coração dela se encheu de mágoa. O rei assentiu. — Vou te dar um de presente para que cavalgue e cace comigo. Gosta de caçar? — Mas meu rei, eu nem cumpri minha parte do nosso acordo… e sim, gosto de caçar, mas… — Ia protestar. O rei tocou o rosto dela. Lisa sentiu um afeto inexplicável dele para com ela, quando seus olhos se encontraram com os dourados doces dele. Algo que nunca teve nem do pai dela. — Dinah, foi tão corajosa por não ter saído correndo. Obrigado por ter escondido tão bem seu horror. Agora eu cuido de você. Serei bom com você. — Respondeu ele, grato, passando a mão pelos fios de cabelo curto dela. Os olhos castanhos de Lisa se encontraram com os dourados de Dantalian, entendendo que ele só queria ser compreendido por alguém, como ela sempre quis ser vista como algo além da bastarda por sua família. — Não estou com medo, meu rei. Juro que não estou. Com medo fiquei do seu dragão, isso eu admito. Mas isso que me mostrou é só um quarto. Não vai me matar, vai? — Perguntou ela. — Não pretendo. Quero muito apreciar seu corpo e desgustar você, desejo me marcar na sua pele alva e bonita. — Garantiu ele suave. — Te quero como minha aprendiz e depois, se mostrar sua obediência a mim intimamente, quem sabe eu não te ensino até magia e te torno uma maga. Lisa arregalou os olhos.
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