Um monstro no mundo humano

1042 Words
A coisa que o rei mais odiava em todo o mundo, além de mentiras por razões egoístas, era que o manipulassem. Ah isso o deixava perigoso e instável. Katharina estava impossível apelando para a beleza de maga e feitiços de glamour, quis torturar a maldita, mas não no bom sentido. Maldita fosse a hora que a deu poder para agir como rainha. Ele massageou as têmporas depois de ter matado um cervo e bebido o sangue para se manter e tentar conter sua violência. Dantalian estudou o lago cristalino da clareira perto do palácio onde se lavou o sangue da caça de si. Dantalian pegou uma pedrinha da margem onde sentou e jogou a pedra que quicou quatro vezes acima da água antes de afundar. Odiava pessoas tentando usar de artimanhas para manipular. — Majestade… — A voz o cumprimentou amigável. Ele se virou para ela, assustado, quando reconheceu a voz de sua serva que faria rainha. Estava confuso, ao notá-la no lago. Então, a menina apontou para Agatha mais atrás dela com uma cesta de palha repleta de comida. Comida que Agatha e Lisa surrupiaram da cozinha quando Berta estava distraída batendo o alho no pilão. Agatha o fez uma reverência como sempre educada. — Nós íamos comer uns bolos que roubamos da sua cozinha e jogar conversa fora até a cozinheira dar por nossa falta e gritar louca pela gente, majestade. — Explicou Lisa, sapeca, infantil, informal antes que ele dissesse algo. O estendeu a mão. — Quer se juntar a nós, meu bem? Nós também podemos deixá-lo a sós se for o que deseja e procurar outro lugar para… O rei sorriu para ela e para Agatha, aceitou a mão cheia de machucados de Lisa. Gostava das duas meninas. Dinah por ser sua amante e Agatha por ser sincera e se identificar com ela sobre a questão de ser o irmão mais novo e cuidar do irmão mais velho. Ambas eram sinceras sempre que podiam e só mentiam para proteger uma à outra da forma leal que ele admirava. — Podem ficar. — Sussurrou calmo e empático. Lisa fez um aceno para Agatha de “ pode vir” com os dedos se curvando para dentro da mão, a chamando empolgada num gesto de “ vem, vem” e sentou ao lado dele com a mão ainda na dele. — Cansado de colocar fogo nas coisas, governar e matar pessoas, majestade? — Provocou Lisa, maldosa, com a cabeça encostando no peito dele, carinhosa. A acolheu a abraçando, aquecido. Dan a estudou com um sorriso, ela o tratando como um amor encheu o coração c***l dele de calor. Ele se rendeu a face doce dela, acariciou os fios curtos dela sem nem pensar suas vezes. Depois mirou Agatha estendendo uma toalha sobre a grama, um pouco distante deles e arrumando os quitutes que elas furtaram, os dando certa privacidade. — Agatha marcou com Castor aqui. Logo ele aparece. Que bom que está aqui, meu rei. Assim eu não sou um candelabro solitário segurando vela do casalzinho que vai juntar as trouxas. — Deixou escapar Lisa jovial e revirando os olhos arisca. Ele percebeu o ciúme dela por Agatha. Entendeu que ela nem sabia que também desejava mulheres. O rei tocou o rosto da sua protegida. Lisa ficou vermelha, pegou a mão dele no rosto dela e beijou a mão dele devota nem o deixando sentir ciúme do evidente afeto que ela tinha por Agatha. Ela ia chupar os dedos dele, mas ele afastou a mão da boca dela a tempo. — Sabia que você é linda com minhas marcas no seu corpo? — O rei sussurrou suave no ouvido dela, provocante. A moça soltou um suspiro rendido se roçando mais nele como uma gatinha adorável, até que ela sentou no colo dele sem mais se importar, encaixando suas pélvis como viu Agatha fazer com Castor uma vez. — Não precisa de nada além do seu sorriso para desarmar um homem. Mas em mim, quando vejo que me deixou marcar sua pele, eu te acho maravilhosa. — Que mentira, meu rei. — Soltou ela se roçando nele necessitada. Dantalian se perdeu no sorriso dela e no modo que ela tremeu contra seu p*u. Era um sorriso tão grandioso e lindo como o sol nascendo depois de uma noite que parecia interminável. Ela tinha uns fofos pés de galinha nos olhos puxados. Mas estava duro também. Ahn tão linda e fofa. Tão rebelde e decidida. Tão sincera e selvagem. Ele lambeu os lábios dela sem resistir e os chupou. Lisa gemeu alto. Tocou o rosto dele e o estudou o implorando para entrar nela ali. Dantalian nunca se sentiu tão leve antes, mesmo sabendo que ela mentia sobre a identidade dela, sabia que o fazia por medo dele matá-la. Longe do palácio e na floresta se sentia calmo e um ser espiritual. E agora ela estava ali com ele na sua paz e o fazendo relaxar. — Dinah… — Hm…meu amado mestre… Os olhos dourados dele encontraram os necessitados dela. — Eu não me importo que esconda coisas de mim para sobreviver, mas nunca tente me manipular… promete. — Hm… prometo, mestre. — Soltou seduzida pela beleza casual dele, espalmou o peito dele, selou os lábios nos dele sem resistir mais e soltou um som quando ele mordeu o lábio inferior dela e segurou a cintura dela com força a ajudando a se mover mesmo por cima dos trajes. Lisa abriu as pernas para ele inconscientemente. Ele respirou fundo, sabendo que ela queria t*****r. — Eu não como comida humana. Mas posso me juntar a vocês? — Questionou-a doce. Tentando conter sua vontade má e lembrar sua doce menina de que havia outras pessoas lá. — Você deve, meu amor. — Respondeu Lisa amigável, sensível e emocionada. — Castor, Agatha e Desmond são meus amigos e minha família . Quero que os conheça. O que você come… eu dou um jeito de arranjar para você… eu… — Sangue…— Revelou pensando que ia assustá-la. — Quer que eu cace algo… eu sou boa caçando… — Afirmou Lisa o pegando desprevenido O rei a abraçou forte e beijou a testa dela. Ela era tão preciosa, querendo encaixar um monstro aos humanos que ela amava.
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