AYLA Assim que chegamos em casa, minha avó percebeu que havia alguma coisa diferente comigo. Mal tirei as compras das sacolas e comecei a guardar tudo nos armários quando senti o olhar dela sobre mim. — O que foi? — perguntou. Continuei organizando os mantimentos. — Nada. — Ayla. Sorri de lado. — O quê? — Você está calada demais. Fechei a porta do armário. — Estou cansada. Ela arqueou uma sobrancelha. — Mentira. Olhei para ela. — Como a senhora sabe? — Porque eu te conheço desde que você nasceu. Acabei rindo. — Tá bom... talvez eu esteja pensando. — No quê? Respirei fundo. — No baile. Ela sorriu imediatamente. — Sabia. — Estou ansiosa. — É normal. Sentei ao lado dela no sofá. — Faz muito tempo que não saio assim. — Então aproveita. — Eu vou. Minha avó segurou

