Não tinha mãe, não tinha um pai, um nome importante acordei num lugar cinza, frio, com varias garrafas e camisinhas sujas espalhadas pelo chão, o barulho vinha do lado de fora, fiquei sentada eu tinha conhecido mesmo o chefe na noite passada? Eu mordi ele ainda para piorar a situação, eu e meu gênio terrível de ser. — Ei quem é você? — Uma mulher loira de olhos azuis, com os s***s grandes veio na minha direção.
Suas mãos passaram pelo meu corpo, cabelo, eu me afastei com medo, mas foi em vão me abraçou. — Foi você que mordeu a mão do Gabrielle? — Assenti dentro do abraço — Você pelo menos foi corajosa. — Mordi o outro também, no pescoço. — Me olhou intrigada. — Você mordeu o chefe? — Fiquei olhando para ela surpresa, aproximou-se de mim, me conferindo, mostrei o meu cotovelo quando ele me empurrou arranhou, meu rosto inchado. — Que estranho, ele não te bateu? É melhor ficar quieta porque esse homem é o demônio. — Escutei todos os conselhos dela, passei a manhã inteira ali escutando tudo que ela tinham a dizer, além de responder perguntas, comida para mim não veio.
A tarde conheci por ajudar na limpeza já me familiarizando com tudo aquilo, a noite Gabrielle me chamou no canto, olhei em seus olhos castanhos. — Vou te colocar para servir as mesas, limpar o chão, banheiro, o que for, se houver algumas gracinha, não me importo de dá um tiro em cada parte do teu corpo, seu tio ainda não sabemos onde esta, mas a esta altura do jeito que ele devia a tantas pessoas, certamente esta morto. Eu poderia te colocar para ser v***a.
Voltei ao quarto ajuda da moças me arrumei para servir e limpar, não deveria ficar triste afinal meu destino pra começar era diferente. De bebida eu entendo, pelo menos foi o que eu pensei, até me ver diante de um bar cheio de bebidas com nomes estranhos. Mas com ajuda de Thomas, o garçom, comecei a servir as mesas, pelo menos as garçonetes tem um pouco de respeito, diferente das meninas que tem que sentar no colo dos clientes e se esfregar para ter sua atenção, o sexo é explicito, o uso de drogas também, elas dançam nua na frente de todos, os homens fazem o que querem, mulheres machucadas, não me conformo como elas aceitando tudo aquilo.
Pink é uma chinesa, magrinha, bonita que veio do seu país para tentar a vida aqui, prometeram-lhe tudo, acabou sendo vendida pelo próprio irmão por drogas, a vi descer com a pele vermelha, estava transando com um russo, quando o mesmo jogou-lhe algo quente. Gabrielle subiu no mesmo momento, e de lá cima escutei apenas disparos, ela desceu para onde nós dormimos, eu fiquei trêmula por horas, mas tudo voltou a normal quando houve os disparos, não demorou e o corpo passou pela festa como se fosse um móvel, ninguém questionou, senti os olhos de Gabriele como um aviso em mim.
— Sirva-me uma dose de whisky. — Tomas colocou-se a minha frente para servi-lo, eu agradeci mentalmente por Tomas têm-lhe servido. Ele virou na boca de uma vez, não demorou para a garota estar de volta, lhe vi cavalgando sobre um homem branco que gemia como se tivesse dores. Coloquei as bebidas sobre a mesa, a mulher de lingerie estranha preta levantou-se serviu-se da bebida levou até ele, o buraco no traseiro me fez imaginar coisas, o p*u dele ainda estava duro. Sair como entrei, em silêncio, quanto ao chefe eu não o vi por dois dias. Mas todos falavam nele, o procurava, na sua ausência quem resolvia tudo era Gabrielle. Eu mesma não sentia falta daquele homem, estava servindo a mesa quando o cliente me pediu gentilmente um dry Martini.
Fui ao bar enchi os copos, quando estava retornando esbarrei numa parede enorme de carne, m*l me movi do lugar, pedi desculpa até senti, somente pelo contato percebi que não era um cliente, estava num bom humor sorrindo. Ao vê-lo na minha frente banhado de dry Martini, todo meu bom humor foi embora, era como ver o próprio d***o diante de mim, seus olhos não parecia conhecer nada além de dinheiro, poder, ambição.
Sai quando ele segurou firme meu braço, a bandeja foi ao chão mostrando que ele não se importava com nada. Arrastou- me para o andar de baixo, ficamos cara a cara pela segunda vez. Tinha algo nele que me encorajava, que me instigava, me ousava a ser mais. Até vê-lo sem camisa, engoli o ar que deveria sair pela minhas narinas. Senti um calor protuberante entre as regiões do pescoço, dos s***s, até o ventre queimava, desviei meus olhos, eu já tinha idade para me tornar mulher, não o fiz porque não havia um homem que merecesse. Senti sua respiração no meu rosto jogavam um ar quente em minha cara quando seu parceiro chegou com as sacolas.
Finalmente vestiu-se. Seus olhos passearam pelo meu corpo de uma maneira grosseira, engoli em seco. Maldita hora que esbarrei nele. A noite foi normal, como as outras anteriores, e mais uma vez fui chamada para dançar, era meu momento de ser e me entregar, era tudo que sobrou de mim. Recebi as gorjetas entreguei a Gabrielle que apenas sorriu, eu sabia que pra ele não era nada, perto de tudo que devo.
Após limpar o bar, limpei os quartos, lavei os banheiros, quando Gabrielle chegou com um de seus homens. — Anita vamos as compras. — olhei para ele na porta de pé me olhando com seus olhos castanhos, veio pessoalmente. — Porque? — Alice veio rindo. — Pelo visto o chefe vai te querer hoje. — Sussurrou maliciosamente, estremeci.
Olhei para ele, que desceu os olhos de cima a baixo para mim. — Vai continuar andar com essa farda? — Me olhei, na verdade usava um vestido velho que ela me emprestou, não tendo roupa. Suspirei, terminando meu serviço. Sair daquele lugar esticando o tecido em meu corpo, ao respirar o ar de liberdade era algo bom, pena que não era liberdade, entrei no carro preto, Gabrielle sentou-se a meu lado. — Se tentar alguma coisa já sabe. — Me ameaçou. — Alguma noticia do meu tio? —Negou estalando a língua, suspirei.
Chegamos a algumas lojas, me vi escolhendo vestidos, calças. Me olhei no vestido azul claro de alcinhas, abrir a cortina, era o mais jovial que eu conseguia aos dezoitos.— Perfeito pra uma virgem, mas pra uma v***a não. — Tirou um vermelho mais ousado, me deu. Olhei para o vestido. — Para uma prostituta vai ser ótimo! — Apenas riu me olhando. — Vai coloca. — vestir, sair ele assentiu, e como este vieram outros, seria a melhor maneira de dizer, me apaixonei pelo branco de cetim, na verdade um macaquinho com uma frente de saia.
— Tudo será abatido do seu pagamento, você já deve começar a se preparar para ter seus primeiros clientes, aproveite o máximo que puder nos primeiros dias, eles vão disputar por você, cobre gorjeta, peça bebidas cara, se vira garota, eu quero ficar tão livre de você, quanto você quer de mim. — Devolvi seu olhar, passei a mão no seu bolso, peguei um cigarro, me olhou confuso.
— Você não vai fumar dentro do meu carro, e garotas na sua idade não deveria fumar. — Ri alto. — Nem ser obrigada a vender o r**o. — Arqueou a sobrancelha. — Problema seu e do seu tio, negócios são negócios, aproveite e faça quatrocentos mil na primeira semana. Estará livre! — O olhei não era bom me desafiar, eu venderia minha alma ao demônio, mas conseguiria isso, tomei o cigarro da sua mão, peguei seu isqueiro acendi, traguei durante o percurso. Isso me aliviava, lembrava de mamãe, ela fumava muito, odiaria se soubesse que eu comecei a fumar.
Quando voltei ao quarto. Tomei banho, sentei na cama quando a porta foi aberta. — Anita eu preciso... — Parou ao me ver somente de calcinha e sutiã preto, suspirou, olhei para Gabrielle de pé sem reação lhe olhei sentada na cama. — Preciso falar algo com você. — Fiquei olhando para Gabrielle — Vamos fale? — Me observou sem jeito. — O chefe não tem interesse em você, ele mandou te passar pra o búlgaro que tem interesse em você. — Engoli em seco, isso não surpreendia, na verdade eu estava ali para ser uma v***a e a qualquer momento eu seria. — Se você conseguir uma boa grana com a sua primeira vez será abatido na sua conta e quem sabe... — Sorri.
— Quando eu posso fazer isso? — Me olhou nervoso. — Por acaso você é virgem? — O olhei sem graça, mas confirmei, após morder o lábio, a roupa de garçonete sobre a cama. — Diz para ele que me entrego pelo valor que eu devo ao seu chefe. — Riu largo. — Uma virgindade não vale tanto. — Suspirei em agonia, não custava tentar. — Posso fazer isso hoje mesmo, se amanhã eu estiver livre. — Nos encaramos, pela minha liberdade eu faria tudo. — Tem certeza que quer isso mesmo?
Assenti, arrancando os saltos que uso como garçonete, levantei da cama, fiquei na ponta dos pés, nervosa, minha liberdade viria por minha virgindade. — Quando o búlgaro chegar eu vou subir pra um quarto com ele. Qual delas eu coloco essa ou essa? — Coloquei duas lingerie a frente, uma preta e uma vermelha. Vi Gabrielle me olhar indeciso deu de ombros por fim. — Ele pode ser bruto e te machucar muito, mesmo que seja na primeira vez.
— Não importa, eu me recupero depois. — Sorriu. — Ele pode não cobri o valor total, e se for somente a metade? — Lhe olhei, engoli em seco, mas assenti. — Eu topo, posso fazer o resto depois. — Entrou no quarto, fechando a porta, lhe olhei de pé me olhando, ele saiu rápido quando me viu pôr a mão na calcinha, Tremi nervosa, na frente deles eu sou uma, mas sozinha agora teria que abrir minhas pernas pra um homem que eu nunca vi, pelo menos segurou minha mão duas vezes numa dança.
Vesti a lingerie vermelha, passei hidratante e perfume em meu corpo. — Não me decepcione, não me decepcione! — Pedi em voz baixa a meu corpo para não fraquejar, de olhos fechados, coloquei o macaquinho branco de cetim sem alças, era mais leve, e menos sexy sem ser vulgar, penteei meus cabelos, fiz uma maquiagem caprichada, passei batom. O tempo passou rápido que não me dei conta, até que porta foi aberta, olhei para o homem de pé me olhando na porta do quarto.
Seus olhos desceram de cima a baixo, e vice-versa em mim. Ofegou lentamente, meus cabelos ondulados caídos sobre o meu corpo, aqueciam, ele caminhou aproximando-se de mim. — O búlgaro não veio, ele não virá hoje! — A voz saiu ofegante, recuei dois passos quando ele me disse isso, suspirei em lamentação, eu havia caprichado na maquiagem, no perfume, no hidratante pra nada? — O aguardava ansiosamente? — Assenti, quando ele se aproximou me olhando nos olhos, segurou minha nuca para si, puxando meu corpo para o seu, sua respiração ficou pesada na minha, senti sua mão de uma maneira diferente em meus cabelos. Seus olhos fixos nos meus.
— Vou entrega-me a ele, ou a qualquer um que pague a minha divida com você e estarei livre! — Sorriu com a boca perto da minha, a respiração na minha, seu rosto colado ao meu, fechou os olhos, inalou o ar ou o meu perfume, já não sabia, estava tão perto de mim. — Vai se entregar a ele? — Assenti, sentindo o aperto da sua mão em minha nuca. Me esforcei para sair do seu aperto, ele segurou forte, seus olhos não desvencilharam dos meus. — Me solte você esta me machucando!
— É pra machucar! Tire esta roupa, essa maquiagem e suba vá servir as mesas. — Ordenou, olhei para ele perdida. — Se você me soltar, posso fazer melhor, posso ir com esta roupa, arrumar alguém que pague tudo que eu te devo e nunca mais veremos um ao outro. — A mão em minhas costas cravou suas unhas em minha carne, ele não estava normal. — Ouse se for capaz! Vá suba mostre o quanto você é mulher, me desafie Anita, eu te r***o inteira.— Seus olhos pela primeira vez me amedrontavam. — Por favor me solta. — Pedi num gemido baixo com dor no seus apertos, lhe fazendo notar que ainda me segurava, não me soltou, seu nariz percorreu meu pescoço me fazendo arrepiar, meu ombro, minha pele, me arrepiei com seu gesto.