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ME VINGUEI DO MEU EX ABUSIVO

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Blurb

Paola é uma jovem com um futuro brilhante, bem resolvida e querida por todos, seu maior atributo é a empatia, sua dedicação aos estudos e o amor à vida e a família. Em menos de três anos tudo vira de cabeça pra baixo quando Paola decide ir a um encontro. Ela estaria agora no fundo do poço e sem nenhum motivo pra viver. Após uma série de ataques violentos, Paola abre os olhos e em volta vê tudo pelos ares. Um cheiro de fumaça já pairava e ela m*l conseguia se levantar. Em meio a sangue e cinzas da casa em ruínas, agora pegando fogo ,Paola sai desnorteada com múltiplas fraturas e apaga. Você vai descobrir nessa história impactante como uma jovem doce e carismática com um futuro promissor pode se tornar o pior pesadelo para quem a destruiu. -Você despedaçou meu coração e tentou me matar, agora eu voltei e vou atrás de você.Até onde o ser humano é capaz de ir contra quem diz amar só para ter benefícios? Até onde alguém ferido é capaz de ir para travar uma vingança? As consequências disso podem ser devastadoras E se a vida te desse uma chance de mudar algo no passado ? E se isso se tornasse um evento catastrófico ? Você seria capaz de mudar um dia no passado e mudar toda sua vida futura, perder alguns amores e tudo que você conhece? Você seria capaz de viver essa vingança sem voltar ao passado ? E se lhe propuserem um pequeno pacto ? Você seria capaz de resgatar o passado ou construir um novo futuro em cima de sangue e cinzas?

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Domingo
Eu já havia enfrentado ventos fortes e muitas tempestades, mas nada prepara alguém para um tsunami. Eu tinha sete anos quando fui atingida pela primeira tempestade. Eu fui uma criança comum com pais ausentes e que se amavam e se odiavam ao mesmo tempo. Eles viviam brigando entre si. Meu pai usava palavras humilhantes para se referir a minha mãe e eu me lembro da dor e do desconforto que me causava e que causava à minha mãe. Era um domingo comum pra nós e de novo éramos só ela e eu, minha mãe. Provavelmente de folga do trabalho, pois era igualmente ausente. Apesar de sua presença na casa e das investidas com brinquedos da moda e roupas de marca, eu sabia que estávamos distantes uma da outra. Minha mãe era distante de um modo diferente, ela estava ali e não estava, talvez não quisesse estar. Eu sabia que ela teve uma vida de muito sofrimento ainda na infância e se casou adolescente com meu pai numa tentativa desesperada pela sobrevivência. Eu não estava nos planos deles. Mas eu nasci. Eu vim ao mundo com alguns problemas de saúde e a minha mãe ficou internada por longos meses, o que impossibilitou nosso contato mãe/bebê. Eu tinha um medo crônico de que minha história com minha mãe se repetisse se eu fosse mãe um dia, pois ela teve depressão pós parto e passou por situações de problemas mentais intensos. Domingo. Eu nunca fui fã dos domingos, principalmente porque aos domingos eu precisaria voltar pra casa dos meus pais e era uma casa, não um lar. Eu me despedia aos prantos da minha avó e por muito tempo dormi junto de uma foto que nós tínhamos. Estava em busca da aprovação diária da minha mãe, pois de certo modo eu tinha certeza de que ela não me via. Mas, tentava me compensar com coisas que qualquer criança gosta, e ela era boa nisso. Uma velha memória, aqui agora à beira do precipício. Decidi subir no parapeito da ponte mais alta. Aqui de cima eu vejo o n***o do mar lá em baixo. Mas, também vejo o n***o do céu lá em cima. Será que alguém se lembrará de mim depois que eu pular? Será possível ter um outro lugar? Um lugar melhor? Eu sempre estive à beira e agora, literalmente, aqui estou. Deixei o carro no acostamento, larguei meus tênis vans já surrados e usando meias coloridas, calça de moletom, blusa de banda e um casaco de basebol por cima, a touca preta finalizava o look fúnebre juvenil. Engraçado pensar nisso. Tirei o relógio e os anéis, mas ainda estava com a aliança... -Não sobrou nada! Blasfemei bem alto sabendo que nada me ouvia, ou que alguém ouvia mas não respondia. Eu perdi tudo. Só sobrou... eu. E eu não quero ser...eu. -O que tem do outro lado? Me joguei no abismo preto estrelado sem saber o que iria encontrar e sem ter expectativas de encontrar alguém, pela primeira vez, não esperava nada de alguém, eu só... parti. Domingo, 28 de maio de 2017.

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