Ponto de Vista de Ellen Depois da conversa no escritório, nada mais teve o mesmo gosto. O almoço que veio depois pareceu sem sal. Os sorrisos ficaram estranhos. A mansão inteira, que pela manhã parecia acolhedora, à tarde se transformou numa vitrine bonita demais para esconder o que realmente era. Uma prisão decorada. Eu tentei agir normalmente. Por Sara. Sempre por ela. Brinquei com minha filha no jardim, ajudei a colocar as bonecas novas em ordem, ouvi mais uma vez a história de como o “vovô mergulhou igual jacaré” na piscina. Minha mãe percebia que eu estava diferente. Ela me observava em silêncio, como quem sabia exatamente o motivo, mas não tinha coragem de perguntar. Meu pai, por outro lado, agia como se nada tivesse acontecido. Conversava com funcionários. Atendia tele

