Ponto de Vista de Ellen O sábado passou de um jeito quase inacreditável. Sem gritos. Sem cobranças. Sem clima pesado. Se alguém me dissesse, alguns meses antes, que eu pisaria de novo naquela casa e viveria um fim de semana tranquilo ao lado do meu pai, eu teria rido da cara da pessoa. Mas ali estava eu. Dormindo no quarto onde cresci. Vendo minha filha correr pelos corredores onde um dia eu brinquei. E assistindo meus pais agirem como uma família normal. Quase normal. Sara acordou cedo, como sempre. Pulando na cama e me chamando para ver o jardim pela janela. Quando olhei, ela já apontava encantada para os pavões que meu pai insistia em criar desde que eu era pequena. — Mamãe! Galinha chique! Ri tanto que quase chorei. — Não é galinha chique, amor. É pavão. — Pavão chique

