Àxteron, Reino
—Vinnie, alguma novidade? Não podemos baixar a guarda. O Arcebispo não estava para brincadeira ao se referir a rainha como uma Bruxa.
—Sr. Ainda não há nenhuma nova mensagem por parte inimiga. Mas acredito que o Arcebispo Duprê está pouco interessado em acordos. Na sua concepção dos fatos, uma bruxa será sempre bruxa. Não esqueçamos que o Rei Ásbjorn atacou o mosteiro há 4 anos dizimando quase todos.
—Mas o que Petra tem a ver com isso, Vinnie?- Petra que acabara de entrar responde.
—Leif, veja que sou filha de Elim a Elfa. Minha mãe sempre foi alvo da igreja, ela era supostamente a última da sua espécie e não faria m*l a ninguém. Meu pai matou muitos religiosos para impedir que viessem buscar minha mãe como prisioneira. Isso certamente será sua vingança. Vinnie está certo. Eles não vão desistir.
—Malditos!! Usam o nome do seu Deus como desculpa para aplacar seu ódio. – Leif está indignado e com muito ódio.
—Infelizmente o melhor a fazer é esperar. Podemos montar estratégia de defesa para possíveis ataques surpresas. Não creio que virão por agora; vão esperar que pensemos que desistiram e virão. Meu receio é que venham com guerreiros ingleses. Se eles acharem apoio do rei, poderemos estar em desvantagem.
—Mas isso não é bom sinal! Precisamos de homens bem treinados. Mande pedir reforços ao Lord Kelpbür e Rusbert; os dois são extremamente influentes e poderão nos ajudar.
—Leif, acredita nisso?
—Nisso o quê, Petra?
—Que o Kelpbür ajudará? Ele mostrou-se contra meu pai naquele jantar. Não ajudaria a filha de um rei que julga está enfeitiçado por forças das Trevas.
—Em que ele mentiu Petra? Seu pai é uma pessoa, você outra. Além do mais, é a mim que eles devem favores. Não à Ásbjorn. Não se preocupe, eles vão fazer o possível para trazer tropas.
—Minha intuição diz que não deve confiar neles. Podem estar fingindo aliança e trabalhando as ocultas para seus opositores.
—Meu Rei vai me desculpar, mas sua esposa pode ter razão.
—Do que está falando Vinnie?! Até a pouco concordava em acionar os dois e muda rapidamente de idéia.
—É que me veio a lembrança que logo após aquele jantar, houve o ataque. Muita coincidência, o assunto gerava sobre forças ocultas das trevas, demônios . O Arcebispo veio aqui a mando de alguém que deseja sua esposa como isca, é o que penso.
—O Vinnie está na pista certa. Se eles me levarem, meu pai será obrigado a lutar contra a igreja mais uma vez. Fez por minha mãe, agora por mim. Tem lógica!
—Petra, me desculpe. Ásbjorn não a vê por anos; sequer sabe se realmente vive. Acha que sairia das sombras que se encontra para salvá-la?
—Não falo por amor de filha, mas pelo sangue Ásbjorn que corre em minhas veias. O ódio clama no seu peito. Ele também deseja vingança .
—Mas...se Ásbjorn lutar contra Duprê; estaremos do mesmo lado. Isso não será possível !
—Lembre-se dos meus sonhos. Eu sempre os vejo juntos em batalhas sangrentas. Não se surpreenda,Leif. Isso não os fará necessariamente aliados.
— Eu compreendi. Mas mesmo assim, não concordo com essa aliança provisória. Que Ásbjorn lute por si mesmo.
—Com os homens de Ásbjorn a sua vitória sobre o Arcebispo e Inglaterra seria fácil meu senhor.
—Espera que eu vá pedir piedade a Ásbjorn? Ele desejou minha cabeça.
—E você Leif, não desejou o mesmo?
—Não Petra. Por você eu desisti. Já bastou o Sangue da sua mãe e do meu pai entre nós.
Petra por um instante entendeu que ali havia um coração ainda vivo e pulsante. Ele se preocupava realmente com sua integridade física. Uma aliança com seu pai seria boa momentaneamente, mas não impediria o ódio de exercer seu papel na primeira oportunidade. Seu pai o mataria mais cedo ou mais tarde. A reunião chega ao fim. Vinnie reuniria uma pequena tropa e viajaria até o Lord Kelpbür, teriam que arriscar qualquer coisa nesse momento. Se ele fosse um traidor, certamente outro ataque viria antes do previsto para pegar Leif despreparado.
No Celeiro
—Rendi, como está? – Petra vê o amigo velando um cavalo com ajuda de Hebert.
—Petra, que bons ventos a trás a está hora da manhã?
—Vou visitar Vanilla, soube que não deu aulas hoje. Deve está doente. Vou a sua casa. Não deseja vir junto?- Leif, vê de longe o movimento dos dois conversando.
—Não sei! Seria conveniente? Digo por causa da minha aparência.
—Que bobagem meu amigo. Vanilla vai adorar vê-lo. Ela tem muito apreço por você. Venha comigo, aliás; vejo que seu rosto está melhor. Não há mais feridas abertas. Está cicatrizando.
—Sim, não tenho mais secreções, o odor desapareceu. Está descamando. Não sabe como é sair no meio da vila sem ter pessoas desviando se sua presença.
—Eu bem posso imaginar. Vou te indicar umas ervas que ajudará no processo dessa descamação. Logo estará com uma pele novinha -risos,
Hebert prepara dois cavalos e os dois seguem para casa da Vanilla.
—Herbert!
—Sim, meu Rei.
—Os dois haviam marcado de se encontrarem aqui?
—Acredito ter sido uma mera coincidência. O senhor Rendi estava indo dar um passeio e a rainha fora visitar uma amiga enferma. Ambos decidiram ir juntos.
—Qual amiga?
—A senhorita Vanilla, a da biblioteca. Ela está doente, foi o que entendi.
—Muito bem. Faça de conta que não estive aqui, entendido?
—Perfeitamente meu senhor.
Leif pega Ruspert e o monta. Ele vai em direção a casa da Vanilla. Realmente os cavalos estão próximos da casa. Ele volta para a cada Real ardendo em ciúmes. Seu peito grita de paixão mas sua razão diz para não se render. Petra não se importa com seus sentimentos, cumpre suas obrigações porque aprendeu a ser obediente, mas o Rei queria mais do que isso.
...