CAPÍTULO 76 BIBI NARRANDO — Bom dia, dona Célia. — falei, forçando um sorriso enquanto ela me olhava toda emocionada. Ela me puxou pra um abraço apertado, aquele abraço de mãe que a gente sente até o fundo da alma. Tinha carinho, tinha saudade, mas também um peso escondido — o mesmo peso que eu sentia desde que pisei de volta naquele morro. — Minha menina… — ela disse, apertando meus ombros. — Eu não acredito que vocês tão aqui de novo. — Pois é… — respondi, respirando fundo. — Tamo de volta. O Júlio tava ali, encostado na parede, com o olhar meio cansado e a postura sempre pronta pra agir se algo desse errado. — Eu vou colar lá na boca. — ele falou, pegando a chave da moto em cima da mesa. — Qualquer bagulho, tu manda me chamar, Bibi. Assenti com a cabeça. — Tá bom, Júlio. Vai tr

