CAPÍTULO 113 KELLY NARRANDO Acordei com um monte de beijos suaves descendo pelo meu ombro, e por um segundo achei que ainda tava sonhando. Mas aí senti o toque quente da boca do Júlio e o cheiro dele misturado com o lençol — e percebi que era real. Abri os olhos devagar, meio preguiçosa, e ele já tava ali, rindo, com aquele sorriso de quem sabia exatamente o que tava fazendo comigo. — Bom dia, dorminhoca. — ele sussurrou, encostando os lábios nos meus. Respondi o beijo, ainda meio sonolenta, e senti meu corpo inteiro arrepiar. Tudo em mim ainda lembrava da noite passada — o jeito que ele me tocava, o calor, o desespero bom de quem queria o outro até perder o ar. Tava toda dolorida, mas era aquela dor boa, que vem de um prazer que a gente quer sentir de novo. — Tu não cansa não, né? —

