CAPÍTULO 32 BIBI NARRANDO Acordei com o corpo todo dolorido, a cabeça meio leve e o quarto ainda com aquele cheiro de sabonete e suor misturado. A luz entrava fraca pela cortina, e por um segundo achei que ainda tava sonhando. Mas aí ouvi a voz dele. — Bibi… vamo. Acorda aí. — a voz veio firme, mas calma. Abri os olhos e vi ele saindo do banheiro, só de toalha, o cabelo molhado, pingando água pelo chão. O peito largo brilhando, tatuagem aparecendo no ombro. Porrä… difícil concentrar. — A gente precisa ir — ele disse, pegando o celular em cima da cômoda. — Tenho um BO pra resolver lá no morro. Me ajeitei na cama, ainda sonolenta. — Tá bom… só vou me vestir. — murmurei, a voz rouca. Levantei devagar, sentindo as pernas bambas, e ele soltou um sorrisinho de canto quando me viu quase t

