27- BOATE

1202 Words

CAPÍTULO 27 BIBI NARRANDO Eu ainda sentia a boca dele na minha, o gosto, o calor, o arrepio. Parecia que a boate inteira tinha sumido — só existia o toque dele, o cheiro dele e o som do meu coração batendo descompassado. Escorpião me segurava firme pela cintura, e eu não sabia se queria fugir ou ficar ali pra sempre. Era estranho, intenso, bom demais. A cada vez que ele me puxava mais pra perto, eu esquecia que a gente tava no meio de tanta gente. — Cê tá bem, bebê? — ele perguntou, encostando a testa na minha, o olhar grudado no meu. Assenti devagar, tentando recuperar o fôlego. — Tô… eu acho que tô. Ele riu baixo, aquele riso rouco que fazia meu estômago revirar. — Tá nada. Tá com o coração batendo igual tambor de escola de samba. Revirei os olhos, rindo também, mas era verdade

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