CAPÍTULO 120 KELLY NARRANDO O dia passou voando. A gente ficou o dia inteiro naquele motel — sem pressa, sem cobrança, sem o mundo batendo na porta. Almoçamos lá mesmo, e enquanto ele comia de boa, eu só conseguia olhar pra ele e pensar que era o dia mais feliz da minha vida. Eu tava toda dolorida, confesso, mas nem ligava. Cada dorzinha era lembrança do tanto que ele me fez sentir viva. Quando o sol começou a cair e o céu ficou naquele tom alaranjado bonito, a gente resolveu ir embora. Ele pegou a moto, me entregou o capacete e subimos. O vento batendo no rosto, o cheiro dele vindo com a brisa... eu queria que aquele caminho não acabasse nunca. Depois de um tempo, ele encostou a moto em frente a um quiosque na beira da praia. As luzes dos postes já estavam acesas, o mar fazendo aq

