As duas estavam em um lugar escuro, Sabina já se sentia mais leve, e segurou a mão de Evangeline, certa de sua decisão. Até que algo a deteve abruptamente.
- Você é tão egoísta, Sabina ... - Ela ouve a voz de Heyoon. - Porque você fez isso? - E então Evangeline e ela voltaram para o quarto do hospital a tempo de ver e ouvir toda a declaração de Heyoon, as palavras causando uma dor enorme em Sabina, uma dor que ela m*l sabia que podia sentir. - Sabi, por favor, se você está me ouvindo, volta.
- Evangeline ... - Sabina se vira para o anjinho.
- Sim? - Ela fala com expectativa.
- Razão número 1: Não posso morrer quando sofri um acidente no aniversário de Sofia. Razão número 2: Não decepcione Evangeline. Razão número 3: Sofya precisava saber que não é culpa dela. Razão número 4: eu preciso me dar bem com minha família novamente. Razão número 5: Eles precisam de mim ... Minhas garotas ... Heyoon, Diarra, Sina, Hina, Any, Sofya ... - Suspirou. - Joalin ... - Evangeline sorriu. - Eles precisam de mim ... - Sabina observa a cena à sua frente. Evangeline sorri, mas recupera a postura.
- Essas são todas as razões? - Sabina assume uma postura séria.
- Essas são todas as razões. - Evangeline sorriu novamente.
- É hora de voltar ... - ela estalou os dedos.
Evangeline continuou sua jornada como um anjo que ajuda as pessoas a encontrarem seus motivos, além disso, não sentindo mais uma forte ligação como ela sentia com Sabina. E por isso ela não fazia mais do que o necessário para ajudar as almas dos outros.
Com Sabina, ela buscou sua alma gêmea, fez com que essa alma gêmea a visse e aproximou as duas de uma forma que era proibida pela lei de seu trabalho, depois disso ainda deu às duas forças para se conhecerem. Agora seu trabalho parecia chato.
- Papai quer falar com você. - diz Miguel.
- Vish. - Evangeline diz. Ela liberou suas asas e voou para a ala do trono. - Oi Papai. - disse ela sorrindo.
- Evangeline ... - ela estremeceu com a voz grave. - Você quebrou as regras do seu trabalho.
- Quebrei? - Ela se faz de desentendida.
- Com Sabina e Joalin... - ela olhou em volta.
- Oh! Isso... Já faz tanto tempo, papai. E além disso, você é capaz de perdoar quem se arrepende do coração, certo?
- Você se arrependeu? - Evangeline colocou as mãos para trás e sacudiu o corpo, novamente desviando o olhar. Ela não se arrependia.
- É... Então ... - Uma luz apareceu atrás dela e ela arregalou os olhos, encarando-a e depois se voltando para Deus, engolindo em seco. - Você cumpriu seu propósito, Evangeline
- Qual propósito? - ela perguntou com a testa franzida.
Anos depois...
Sabina caminhava de um lado para o outro roendo as unhas a cada mini apresentação que era feita. Seu coração estava disparado com cada grupo chamado.
- Amor, você está mais nervosa do que nossa filha. - diz Joalin para Sabina.
- Eu sei... Eu sei... Mas... eu estou nervosa. - diz Sabina. - Parece que é a primeira vez dela.
- Mamãe, mama ... - Eles ouviram a vozinha e se viraram. Evangeline Viivi já estava vestida com suas roupas para a apresentação; ela girou na frente de suas mães. Evangeline. Esse nome parecia perfeito e na cabeça de Joalin, o nome não poderia ter sido melhor. Evangeline era como o anjinho que, de uma forma maluca, mudou sua vida para sempre.
Ela pensou que nunca mais veria Sabina e se ela a visse, Sabina não se lembraria dela. Mas Sabina lembrava, de uma forma estranha, ela sabia que Joalin era a pessoa que ela queria ao seu lado e a relação só fluía, Joalin pensou inúmeras vezes em contar tudo, mas desistiu, não era preciso, tudo acontecia do jeito que estava tinha que acontecer.
Joalin estava com Sabina o tempo todo, dando força em tudo que ela precisava. Incluindo encorajar Sabina a se dar bem com sua família. Os dois juntos, parados na porta dos pais de Hidalgo, quando a porta se abriu. A mãe de Sabina sorriu e abraçou-a chorando e as irmãs fizeram o mesmo, pediram desculpas pelo que disseram e pelo apoio que faltou, o pai de Sabina, vendo sua filha, não acreditou no que estava vendo. Quando chegou em casa e viu Sabina na sala, conversando com sua mãe e irmãs e uma loira ao lado dele, também engajada na conversa. Naquele momento, Ele ignorou tudo o que sentia e abraçou a filha do meio, chorando, se desculpando inúmeras vezes por tê-la abandonado e por ignorá-la quando sua amiga falava do acidente, o orgulho foi maior, claro, no início ele hesitou, demorou alguns minutos, mas ele desarmou, sua filha estava lá. Além disso, nenhum orgulho importava naquele momento.
Joalin também apoiou Sabina quando elas decidiram construir uma família e ficava super empolgado a cada tentativa de engravidar por inseminação.
Sobre Evangeline...
Cada anjo tem um propósito. Evangeline não encontrou o seu como um anjo mensageiro, mas sim como um anjo da razão, fazendo o que fosse para que Sabina ficasse com Joalin e assim ambas encontrassem a felicidade. Funcionou. Ela cumpriu seu propósito e então ela nasceria. O anjo teria sua primeira vida Evangeline Viivi Hidalgo. Por isso sentiu uma forte ligação com Sabina e Joalin, e sentiu que elas deveriam ficar juntas, além de serem, é claro, almas gêmeas.
- Você está linda, meu amor. - Joalin disse pegando-a nos braços.
- Estou nervosa.
- Nós estamos também. - diz Joalin.
- Mas sabemos que você vai se sair muito bem. - Evangeline sorriu para Sabina que deu um beijo em sua bochecha.
Chamaram seu nome e Sabina deu um gritinho. Todos na plateia gritaram animadamente para dar confiança a Evangeline, que adorava dançar, mas era insegura. Josh estava orgulhoso da menina e segurava uma câmera sorrindo, do lado oposto do palco, enquanto Any segurava o filho de um ano, sentada na plateia ao lado de Sofia, que também filmava tudo.
Evangeline sorriu animadamente enquanto dançava, mas estava nervosa e ganhou confiança com os gritos de suas "tias". Algumas vezes se perdeu, mas recuperou o passo e a confiança ao ver as mães incentivando-a, Joalin sorrindo e Sabina aplaudindo. Ela terminou a dança com graça e atitude e correu para o tio que a abraçou, depois foi para as mães que comemoravam animadamente a apresentação.
Evangeline ficou em quinto lugar, ficaria triste se sua família não fosse a que ela tinha, família que aplaudia seu sucesso e incentivava seu aprimoramento para a próxima competição.
. . .
Em casa, Sabina, Joalin e Evangeline se preparavam para dormir. A menina dormia com as mães uma vez por semana. Ela estava nos braços de Sabina. Sabina acariciando seus cabelos e Joalin segurou sua mão.
- Mãe ... Conte aquela história de novo ...- Pediu já sonolenta. - A história do anjo, me conte. - Joalin sorriu e olhou para Sabina. Era a favorita da mexicana também, estranhamente, para ela, fazia sentido e Joalin falava com a filha com tanta firmeza que até ela acreditava que durante o seu período em coma um anjo as ajudara.
- Ok ... Era uma vez um anjo ... E ela tinha uma missão. Fazer uma alma não desistir da vida, e o nome deste anjinho era Evangeline ...
- Assim como eu ... - Joalin sorriu e esfregou o nariz no nariz da filha.
- Exatamente como você...
- Mas mãe, eu sempre durmo e nunca chegamos ao fim. Qual é o final? Evangeline consegue? - Joalin e Sabina se encaram. Até a mulher de cabelos castanhos decidir contar.
- Sim. Ela consegue. - Evangeline olha para a mãe. - Ela consegue fazer as duas almas ficarem juntas e garante a felicidade delas.
- Deus não ficou bravo? - Sabina encolheu os ombros.
- Não, porque Evangeline quebrou as regras por boas causas.
- Sim, e aposto que ela está muito feliz. - Diz a garotinha bocejando. - Eu te amo mama e mamãe.
Joalin não precisava provar ou contar a ninguém o que vivia, Sabina descobriu seus motivos, ficou, a encontrou, juntas construíram uma linda família, eram felizes, não havia necessidade de o mundo saber nada sobre isso, ela duvidava que até Sabina levaria essa história a sério.
No entanto, no fundo, Sabina acreditava; sentia que aconteceu, aquela história que Joalin contou fazia sentido pelo jeito como se conheceram e se conectaram imediatamente, algo natural, e que o anjinho Evangeline havia ajudado em tudo isso.
Afinal, qual o motivo de tanta felicidade em sua vida, se nem tudo fazia parte do plano de Deus, com a ajuda de um anjinho?