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Entre Becos e Vielas - A Escolhida do Chefe

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Blurb

O perigo tinha nome, cheiro e um olhar que queimava.

Eduardo.

Chefe do tráfico.

O homem que manda, que toma, que não pede licença para ninguém.

Mariana só queria passar despercebida. Mas acabou vendo o que não devia.

E agora, ele a quer – não para puni-la... Mas para tê-la.

Ela tenta fugir.

Ele se aproxima.

Ela o desafia.

E isso só o instiga ainda mais

Entre ameaças e provocações, o jogo acaba ficando perigoso demais.

Ele jura que vai mantê-la longe.

Mas a cada vez que ela o encara, o inferno dentro dele desperta.

Porque há mulheres que a gente domina...

E há outras que nos fazem perder o controle

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Capítulo 1 - Marco Zero
.Aquele dia era só mais um dia .Até deixar de ser. Mariana Abracei meu próprio corpo, enquanto abaixava a cabeça e tentava enxergar – inutilmente – naquele breu. Enquanto desviava das inúmeras poças d’água pelo chão, me perguntava como eu tinha deixado que Juliana me convencesse a acompanha-la naquela maluquice. Aquilo estava escuro que só o ca.ra.lho! Foi impossível segurar o bufo de impaciência, enquanto me deixava ficar um pouquinho para trás e encarava a nuca das duas desmioladas que andavam lado a lado e cochichavam entre si. Entre todas as escolhas ruins que eu já tinha feito, aquela estava entre as top três piores da minha fo.dida vida. O som abafado do funk que tocava no bar In.fer.ninho 1, ainda podia ser escutado ao longe, enquanto nos embrenhávamos cada vez mais na escuridão daquele beco úmido. Apesar do bar escuro e caindo aos pedaços ser somente uma fachada para uma boca de fu.mo, quase sempre tinha gente consumindo bebidas e escutando funk alto ali. — Gente, isso é uma péssima ideia. — me peguei falando um pouco alto demais, enquanto apertava o passo para me aproximar um pouco mais das duas. Pois, enquanto me pegava julgando até o ultimo fios de cabelos delas, acabei ficando um pouquinho – muito – para trás. E tudo o que eu menos queria era me perder entre os vários caminhos estranhos. — Ca.ra.lho! — xinguei baixinho quando o medo de ser deixada para trás me fez afundar o pé em uma poça d’água. — Você já disse isso. — a voz de Bianca ecoou cheia de sarcasmo e eu rolei os olhos, enquanto dava uma corridinha e tentava não escorregar em meus chinelos. Era óbvio que eu já tinha dito aquilo! Tanto os xingamentos ao longo do caminho, quanto ao dizer – várias vezes – o quanto aquilo não era uma boa ideia. — Só acho que deveríamos ter vindo de dia. — cochichei atrás delas e tentei não olhar para os lados, onde eu conseguia ver alguns moradores nos encarando desconfiados do confinamento de suas casas. — Mary, deixa de ser medrosa. Tá comigo, tá com Deus. — meus olhos rolaram com tamanha força, que eu temi ficar com eles permanentemente daquela forma. Eu só não retruquei aquela gracinha de Juliana, porque estava concentrada demais para não pisar errado e acabar caindo no mangue. Sim, mangue! Saímos da parte precariamente asfaltada e entramos na área em que o caminho era sobre o mangue, feito unicamente de uma ponte estreita construída com tabuas e madeiras. Cada passo nosso fazia a ponte balançar e o meu coração quase sair pela boca. E eu não entendia como aquelas ma.lditas morcegas do ca.ra.lho, conseguiam se locomover tão rápido naquela po.rra de beco escuro, enquanto eu praticamente patinava, ma.l conseguindo ver o que se encontrava a minha frente. Optei por ficar calada e me mantive bem atrás delas, enquanto meus olhos não saiam do chão e eu pedia mentalmente a Deus, que não me deixasse escorregar para o lamaçal fedido abaixo de nós. Não era como se eu não tivesse tido escolha. Juliana não tinha me convidado quando a amiga dela apareceu toda chorosa e lhe contou a história triste do dia – ou da noite. Era sempre a mesma história... Elas conheciam algum va.gabun.do, se envolviam achando que iam ser as únicas e depois acabavam na mer.da. Algumas vezes, ganhavam um corte de cabelo de brinde, se não andassem na linha. No caso de Bianca, acabou ganhando uma barriga. E depois de algumas cervejas e uns ba.seados, as idio.tas se encheram de coragem para ir cobrar atenção do pai do ano. Desencorajei, é claro. Qualquer um que fosse minimamente inteligente sabia que aquilo era uma péssima ideia, ainda mais sabendo do histórico de agressões entre os dois. Porém, aqui estava eu, pois, era tão burra quanto elas e não conseguia deixar que essas duas frangas desmioladas se metessem em uma coisa dessas sozinhas. Na minha mente brilhante eu não deixaria as coisas saírem do controle e conseguiria apaziguar qualquer discussão que surgisse. Como eu estava enganada... Quando chegamos ao tal local aonde o tal cara morava, a primeira coisa que notei, foi o clima meio estranho. Saímos do caminho estreito onde várias casas de madeira ladeavam a ponte, somente para nos depararmos com um espaço totalmente aberto. Algumas casas estavam espalhadas por ali, todas fechadas. Porém o que chamava atenção mesmo era um assoalho de madeira, como se fosse um palco estranhamente montado entre o rio lamacento e as casinhas que mais parecia um cati.veiro quatro por quatro. Senti os pelos da nuca arrepiarem na mesma hora. Aquilo nem era devido ao fato de ter três homens estranhos e mau encarados no centro daquele assoalho, conversando entre si enquanto dois deles seguravam uma arma do tipo grande em suas mãos. Não... Era o peso do local que me fazia arrepiar como se estivesse sofrendo de uma dor de barriga daquelas. Nunca fui ingênua. Cresci na favela e, apesar de não gostar e nem me envolver com gente desse tipo, ver armas não me assustava mais. O que me preocupava mesmo eram os cochichos que ecoavam de alguns poucos fofoqueiros corajosos que estavam ali por perto. Era o clima. O frio cortante e a sensação de arrependimento que me trazia um gosto amargo na ponta da língua e uma sensação agoniante no peito. — Meninas, eu... — Mas, que po.rra...?! — meus olhos se arregalaram quando a voz masculina ecoou por todo o lugar. Por um momento acreditei que tínhamos passado despercebidas e que nos confundiriam com os outros fofoqueiros. Mas não tínhamos. E conforme eu via um daqueles três homens se aproximar de nós, minha respiração foi ficando meio difícil de sair. O olhar do cara passou brevemente por mim, antes de ele franzir a testa e concentrar toda sua raiva em Juliana e Bianca. — O que tu quer aqui, ca.ra.lho? — A pergunta foi feita em um tom ríspido e eu engoli em seco quando a mão dele se fechou no braço magrelo de Bia e ele deu uma chacoalhada nela. Minha língua pesou na hora e eu trinquei os dentes com força. Quem eu pensava que era para achar que seria a voz da razão e a que manteria a paz? Eu podia sentir as pernas tremerem, querendo perder as forças enquanto o medo de apanhar começava a tomar conta de mim. — Eu queria conversar... — agradeci mentalmente quando a voz de Bia soou calma, completamente diferente do tom que ela usou para xinga-lo enquanto bebia e ria com Juliana há alguns minutos atrás. — Amor, sabe que não consigo ficar brigada contigo. Por um momento, o pânico deu lugar a incredulidade ao ouvir a voz feminina se tornar um ronronado manhoso e ridículo. Porém continuei em silencio, pois a artimanha de Bia pareceu surtir efeito quando o pai do ano afrouxou o aperto em seu braço. — Po.rra, tinha que meter uma dessas logo hoje?! — Apesar do suspiro impaciente e da cara fechada, ele se limitou a agarrar a mão dela e sair rebocando-a em direção a uma das casinhas ma.l acabadas que tinha ali. Juliana fez menção de segui-los, mas, antes que ela se movesse, agarrei sua mão e a puxei de volta. — Não. — foi tudo o que consegui dizer, pois, depois do breve espetáculo dos dois, as atenções se voltaram para nós e o medo congelante voltou a tomar conta com força. — Não me deixe aqui sozinha. Eu não vou entrar ali. E... E acho que... Acho que não consigo me mexer tão cedo. — cochichei perto dela e, apesar de tentar fazer uma gracinha no final, eu sentia que tinha um fundinho de verdade em minhas palavras. — Mary, acho que é melhor a gente entrar também. É mais seguro lá, do que aqui, vai por mim. — A encarei confusa depois de suas palavras e quando ela me olhou de volta, finalmente percebi que o costumeiro sorriso de zombaria não estava estampado em seu rosto. Geralmente, Juliana conseguia disfarçar bem, mas eu sabia quando ela estava começando a ficar com medo. E, naquele momento, pude reconhecer nela, um pouco do que eu estava sentindo. — Mer.da. — Estava prestes a abrir a boca e dizer que tudo bem, podíamos ir para onde Bianca tinha sido levada pelo cara, quando a voz de Juliana ecoou. Tarde demais percebi que os cochichos tinham parado e que agora um silencio nauseante nos cercava. Só restava o som do vento fraco, farfalhando os galhos das arvores e trazendo consigo o odor forte do mangue. Meus olhos se arregalaram quando passos pesados pareciam ecoar por todos os lados e virei a cabeça de um lado para o outro, em busca do som, tentando fazer com que a minha visão se acostumasse a escuridão e enxergasse o que estava por vim. Não precisei de muito esforço. Logo o som se tornava cada vez mais alto. Tabuas rangiam com o peso de pés batendo no chão e, se Juliana não tivesse me puxado para fora do caminho, eu teria sido atropelada pela procissão de gente que passou por nós duas sem parecer nos enxergar, enquanto carregava algo entre eles. Meu estomago embrulhou, meus olhos se arregalaram e eu tinha certeza de que teria caído sem forças se não fosse o braço de minha irmã entrelaçado com o meu. Nem toda a escuridão que nos cercava era capaz de fazer com que eu confundisse aquela visão. — Pelo amor de Deus, não grita. — A voz de Juliana ecoou em meu ouvido e eu nem mesmo consegui balançar a cabeça para confirmar suas palavras. — Vem comigo... — Ninguém sai, até que eu mande. — não percebi que um deles tinha ficado para trás, até que escutei a voz que fez a minha espinha gelar. — Ali. — apontou com a cabeça para um canto e senti Juliana começar a tentar me arrastar para onde o homem tinha indicado, porém minhas pernas pareciam não querer funcionar. — E é bom não dar nem um pio. — Mary, vem. Por favor. — Foi o “por favor” temeroso dela que me acordou e me fez segui-la em silencio. Observei o cara assustador caminhar tranquilamente até o centro daquele assoalho de madeira. De repente, luzes foram ligadas e pude observar com clareza a estranha estrutura que tinha ali. Um tronco grosso de arvore servia como banco e foi onde alguns dos caras sentaram. Alguns tinham armas em suas mãos, outros estavam de mãos vazias. A maioria usava bermudas e chinelos, como se não sentissem frio. Alguns estavam sem blusa e exibiam várias tatuagens pelo corpo. Consegui notar que uns três ou quatro, tinham pistolas no cós das bermudas. E por mais que eu tentasse me focar nesses detalhes, eu não conseguia. Meus olhos insistiam em se voltar para o homem que tinha nos mandado ficar quieta. Ele era o único que estava vestido com uma calça moletom e camiseta, como se tivesse sido interrompido de seu sono. — Isso não costuma ser assim, mas hoje vocês vão assistir e ver o que acontece com quem se junta com ver.me. Ele não precisou gritar para ser ouvido, e acredito que nem precisaria. Sua presença tão onipotente parecia hipnotizar há todos, fazendo com que até mesmo as respirações saíssem o mais silenciosamente possível. Preciso admitir que até eu estava hipnotizada e tal qual as outras pessoas, também não desviava o olhar do homem no centro daquele assoalho de madeira, que atraia toda a atenção para si como se estivesse prestes a mostrar um espetáculo imperdível. Porém, diferente dos outros que deixavam transparecer sua curiosidade e até mesmo um quê de ansiedade, eu não conseguia me mover ou desviar por estar tomada pelo puro pânico. Não precisava ser um gênio para saber que nada de bom aconteceria dali para frente. Eu sabia. Podia sentir aquilo em cada pelinho que se arrepiava no meu corpo. E quando a “coisa” que eles arrastavam escondido entre eles foi jogada com brusquidão no chão e depois forçado a ficar de joelhos em frente aquele homem, percebi o quanto aquilo estava prestes a ficar pior.

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