Estacionei o carro que meu pai tinha me emprestado, todos me olhavam incrédulos. Me sentia como uma estranha com alguma doença contagiosa, era março no meio do semestre, andei pelos corredores olhando meu papel de transferência quando um garoto me interrompeu e começou a tagarelar sobre minha nova escola.
Eu o olhava da cabeça aos pés enquanto ele me não parava um segundo de falar sobre o quanto era importante eu ter notas altas, eu sentia todos me olharem e comentarem algo sobre mim que eu realmente não queria saber. Avistei um garoto que conversava com uma garota magra de cabelos longos e castanhos, seus ombros eram largos e ele se parecia com alguém que eu realmente não estava disposta em ver.
Ele se virou para mim e minhas bochechas arderam, a garota que estava com ele parecia uma modelo, ela puxou o rosto de Sebastian e selou seus lábios, o garoto tagarela me puxou para minha sala que fincava do outro lado de Sebastian, engoli em seco e abaixei minha cabeça, eu não queria acreditar que ele tinha namorada e não havia me contando nada.
Voltei para casa, e percebi que eu estava sozinha.Subi para o meu quarto e peguei um livro e comecei a ler, me deitei na cama e uma lágrima escorreu pelo meus olhos, minha garganta se fez um nó e eu só lembrava do beijo que Sebastian havia dado naquela garota, eu me sentia uma i****a. Uma coisa era certa nada seria como antes.
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Estava sentada com vovó assistido tv enquanto ela tricotava algo, ainda não tinha tido notícias de Sebastian, ele havia sumindo desde o ocorrido. Talvez me evitado, bom eu não sabia, eu só queria esquecer do mesmo que ele é segui em frente. Fui até a cozinha e arrumei os pratos para o jantar.
Jantamos em silêncio quando escutei alguém abri a porta, era ele eu tinha certeza. Mais só escutei o barulho dos degraus, comi em silêncio e abaixei minha cabeça e mamãe se levantou da mesa no mesmo instante ido atrás daquele convarde. Porque ela se importava tanto com ele?
Ajudei meu pai a limpar os pratos, e subi para o meu quarto quando o vi sentando na minha cama, meus olhos o fuzilaram.
- O que você faz aqui ?! Disse ríspida, ele se virou para me olhar e soltou o meu urso que tinha na minha cama.
- Eu queria conversar e explicar o que aconteceu... Eu só queria que você tentasse entender.
- entender o que ? Deixa eu ver, que você tem namorada e não me contou ? Me poupe dos detalhes? Por favor quero dormir, pode sair?
Fui em direção à porta e abri, Sebastian se levantou e antes de sair pegou em meus cabelos tirando uma mecha do meu rosto. Fechei a porta enquanto ele ainda me olhava e tranquei. Eu jamais poderia perdoa-lo por ter me iludido assim...
Andava pelas ruas de SP cabisbaixa e essa época os ventos eram tão congelantes que me fizeram me sentar e olhar para o céu, peguei meu celular e resolvi ligar para alguém que precisava de explicações.
Eduardo foi pra mim alguém que sempre esteve ao meu lado, que sempre me entendeu e que sempre cuidou de mim e só pelo fato de ter conhecido outro alguém eu fui egoísta e pensei só em mim.
Liguei pra ele mais deu na caixa postal e então resolvi deixar uma mensagem de voz.
- Edu? Eu sinto sinto muito não ter atendido suas ligações e que aqui estava uma loucura... Espero que você me perdoe e por favor retorne minhas ligações.
Uma lágrima escorreu pelo rosto, passei minha mão para secar e levantei para voltar para minha nova vida. Passei pela porta e minha mãe estava sentada no sofá olhado para nada com meu pai ao lado, minha garganta se fechou e eu senti o nervosismo percorrer todo o meu corpo.
Fui em direção à porta e deparei com serbastian, que estava chegando com algumas compras, suas mãos pegaram em meu pulso e então o olhei no fundo dos olhos, seus olhos eram de pura confusão.
- Você poderia me ajudar com as compras. - olhei para as sacolas que ele havia deixando no carro e então puxei meu braço e peguei uma levando para dentro.
Meus pais olharam para nós dois e começaram a sorrir, e então revirei os olhos e segui para a cozinha. Meus avós estavam sentando na mesa conversando mais quando me viram pararam no mesmo estante, dei um sorriso amarelo e então voltei a ajudar serbastian com as outras sacolas. Quando terminei voltei para fora e respirei fundo, eu só queria pensar em tudo que havia acontecido. Me sentei na calçada e comecei a observar os carros passar. Foi quando notei que alguém se aproximava de mim, serbastian se sentou ao meus lado e pegou em minhas mãos, ele sorriu mais eu apenas o encarei e depois voltei a olhar para a rua.
- acho que temos que conversar . - então o olhei nos olhos e soltei minha mão das suas.
- Não temos nada para conversar, porque eu não tenho porque te pedir explicações, porque nós dois sabemos que isso não significou nada, então pode fingir que não existo.
- então se não significou nada, porque você está tão diferente, ainda não deu nenhum sorriso o dia todo ?
Olhei para aqueles olhos cor de mel e lembrei do dia em que coloquei os pés aqui, ele foi tão gentil. Tão especial, era como se estivéssemos conectados e a única certeza que eu tinha era que eu queria pertencer a ele..