O silêncio depois daquela decisão não foi de alívio, nem de dúvida, foi o tipo de silêncio que antecede algo grande, algo irreversível. Não havia mais espaço para ingenuidade, nem para esperança de que tudo pudesse simplesmente se resolver com uma conversa ou um confronto direto. Mariana sentia isso com uma clareza assustadora, como se cada palavra dita até ali tivesse empurrado ela para um lugar onde não existia mais volta, onde cada escolha agora precisava ser calculada, fria, estratégica. Ainda assim, havia algo dentro dela que se recusava a aceitar o papel de peça, de alvo passivo, de alguém que apenas reage enquanto outros decidem seu destino. — Então me diz uma coisa — Mariana começou, o olhar fixo no homem à frente deles, a voz firme, sem qualquer traço de hesitação — se esse siste

