Capítulo 9

2681 Words
A volta para casa foi feita sobre um silencio ensurdecedor, se na ida Henry falava sobre a fazenda, na volta apenas se podia ouvir os cacos dos cavalos sobre a estrada de cascalhos e terra, assim como os grilos e o coaxar dos sapos ao longe, assim como as engrenagens da cabeça dos dois homens que só faltava sair fumaça de tanto que estavam trabalhando naquele momento, eles estava imerso em seus próprio mundo enquanto a noite caia em cima deles depois de terem passado a maior parte da tarde nos campos de camomila, onde Henry explicou com riqueza de detalhes como os chás eram produzidos ali, depois o mais velho o levou a de fato o ultimo local que se não for muito conhecedor das terras que cercam ali nunca veriam por dentro dos bosques de árvores antes dos campos de camomila a pequena entrada em meio as enormes árvores que daria no rio azul cristalino que Henry tinha vindo sozinho no dia anterior, foi uma tarde calma onde falaram da faculdade, do trabalho nas empresas Rossi, e algumas besteiras. Tudo se encontrava escuro quando chegaram próximo ao estábulo. Henry saltou de Turvo e logo Junior aparecia para pegar a rédeas do animal e levar ele para dentro, o mais velho ajudou Isaak a descer e logo Junior apareceu novamente para levar Nuvem, agora os dos iriam se livrar da sela, tomar água fresca, se alimentarem e estão teriam a noite de descanso depois de passarem o dia pela fazenda. Isaak seguiu na frente, e logo atrás seu noivo, quando passaram pela porta da frente, um cheiro delicioso de comida estava espalhado por toda casa. — Vou subir para tomar um banho. — Isaak avisou ao mais velho, subiu as escadas com pressa, sem ao menos olhar nos olhos do futuro marido. Com um suspiro pesado Henry seguiu para o pequeno bar ali na sala, onde tinha algumas bebidas, ele se serviu de um copo de whisky e sentou-se no sofá. Teriam que entrar num acordo, ele pensava, as brigas ao menos deram lugar ao silêncio, já era algo. Henry não brigava com o menor por sentir prazer nisso, ele apenas respondia a raiva transformada em ousadia do noivo, quando na verdade, o que sentiu desde que viu quem seu marido, era uma vontade enorme de o beijar e repetir a noite que tiveram, ter a pele quente do outro contra a sua era de sentir arrepiar todos os seus pelos existentes em seu corpo. Henry não sabia se podia avançar ou apenas continuar como se não houvesse acontecido nada entre eles meses antes, ele não sabia se eles teriam uma boa relação futuramente, se conseguiriam manter um casamento nem que mesmo seja a base do respeito. Ele não sabia se o outro uma hora iria amá-lo, mas que da parte dele ele tinha certeza a ver uma paixão avassaladora, algo quente e aconchegante que tomou de conta do seu coração, o deixando quase que louco quando na presença do noivo. Os cachos que Henry gostaria de ter sobre suas mãos novamente, a pele macia e n***a que ele serpenteou a língua e marcou com vários beijos. Aquilo certamente estava enlouquecendo Henry Rossi, e pior, ele não fazia a menor ideia do que fazer para ter mais de Isaak Walker. Que loucura seria se daquele casamento arranjado começasse a surgir sentimentos verdadeiros, não é mesmo? Num dos dois estão isentos de sentirem, de amar, ainda mais quando as duas pessoas ali tinham faces que aos poucos estava sendo mostrada um ao outro, o comportamento maravilhado de Isaak por uma coisa tão simples como um campo de camomila iluminado pelo sol se pondo, aquilo deixou os pensamentos de Henry perturbado, o garoto era o total oposto daquele ser arrogante e briguento que tinha dado as caras no primeiro dia de contato, e olhe que estava na presença um do outro apenas á dois dias e uma noite, imagine o que mais seria descoberto um do outro nos próximos dias juntos. Isaak tinha suas cochas doendo quando se sentou sobre a cama depois de subir as escadas e estar seguro sobre as paredes de seu quarto, uma sensação boa se espalhando pelo seu corpo apesar da dor por ter montado a cavalo, ele tinha medo de verbalizar aquele sentimento, mas ele estava começando a se sentir em casa, suas mãos tapam seu rosto com aquele pensamento insano. — Foram só dois dias, Isaak, como pode se sentir assim depois de dois e ainda terem brigado o dia inteiro que ficaram juntos? Esse foi o enemies to lovers mais rápido de toda história. — Ele tinha seus olhos arregalados ao final de sua frase. — O que?? Não, eu não pensei isso, não pensei, estou enlouquecendo, apenas tenha certeza disso. Estou louco. Mas em seu pensamentos não saia a forma educada e gentil que o mais velho o tratou ontem, desde ser solicito ao ajuda-lo a montar cavalo a forma que o explicou detalhadamente sobre a fazenda e o funcionamento dela, tudo isso sem lhe dirigir algum insultou ou impaciência quando pedia explicação novamente de algo que não entendeu, Isaak acha que o maior daria um ótimo cowboy, ele até se pergunta do porque ele ter escolhido a vida de CEO do que uma vida tranquila no campo onde ele sabia cuidar de tudo com tanta riqueza de cuidados. Não tinha como manter o coração duro para aquelas pequenas demonstrações de cuidado nas ações do outro, uma alegria m*l disfarçada tomou o corpo de Isaak ao pensar naquilo, no cuidado com do mais velho com ele, nas palavras gentis e nos toques sutis e que quase beirava ao amoroso. Seria loucura pensar que aquilo era mais do que obrigação, o menor estava tendo minis surtos ao cogitar todos esses sentimentos. Na verdade, quem sempre vinha com pedras na mão era ele mesmo, o outro apenas se defendia e não ouvia a ousadia dele calado. — Será que estou pensando demais? Estou indo longe. Como você chegou aqui Isaak? Você está completamente louco. Ele estava pensando demais, sobre coisas que eram quase que impossíveis acontecer, ele nunca sentiu interesse algum, seja por homem ou mulher, apenas estava focado demais em tentar ser alguém que ele não era para focar em seus possíveis interesses amorosos. Ele não podia se apaixonar pelo seu noivo. Controverso? Com toda certeza. Muitos pensariam que seria uma maravilha gostar de seu futuro marido, que está nessa posição na sua vida por causa de um contrato, se estavam fadados a serem um do outro pelo resto de suas vidas sem escolha de irem por caminhos diferentes, acabar gostando um do outro seria um bônus muito bem-vindo. Mas Isaak estava entre achar aquele tipo de amor não verdadeiro, era apenas um sentimento trazido e forçado pela convivência, mas não era assim que um relacionamento deveria funcionar, ao passo que se conhecem, sentimentos lindos e novos surgem se as atitudes do outro for algo apaixonante? Ele rola sobre a cama, se agarrando ao seu travesseiro, toda essa confusão em que se meteu. Tudo está se transformando e fazendo surgir sentimentos dentro de seu coração, quem diria que um dia passeando pela fazenda ao lado de Henry faria seu coração acelerar por um simples dia que se manteve a paz entre os dois, e a princípio inocentes toques do outro em seu corpo o fizeram ficar com a cabeça fervendo? Aquela tarde depois do almoço que passaram juntos em meio as flores se passou de maneira arrastada, eles tomaram um banho e Isaak permaneceu no seu quarto por algumas horas enquanto estudava as matérias daquele dia, tinha algumas atividade em atraso que ele colocou em ordem durante as mais de três horas em seu quarto enquanto isso o outro foi cuidar de alguns assuntos da fazenda com o responsável por ela durante o tempo em que ele fica na cidade, resolveram questões de novos animais para a fazenda bom em cruzamento para venda de carne e o próprio consumo deles, o homem, Rodrigo Texeira até mesmo sugeriu que estava estudando o mercado para cavalos de usados em esportes, era um boa se eles quisessem expandir os negócios da fazenda, que apenas focava na venda de cabeças de gado. Eles tinham ali já ótimos animais de montaria, podiam investir em alguns novos e obterem ótimos animais para aquele propósito. Ele passou sua tarde ali, eram cinco horas quando entrou na pela porta da frente depois de deixar seu cavalo aos cuidados de Junior, ele iria passar rápido pela sala pois estava com as botas um pouco sujas de lama e com muito suor em suas roupas e cheirando a cavalo. Quando ele o avistou. Seus passos pararam a alguns poucos metros da escada, uma rápida olhada para o lado e viu um corpo deitado sobre o sofá. Com um sorriso ele encaminhou até lá, vendo seu noivo vestido em um conjunto de moletom confortável, reparou nos detalhes de seu rosto, o nariz tinha um bom formato, proporcional ao seu rosto de bochechas proeminentes, sua pele n***a, seus cachos caindo pela sua testa, os cílios longos, a boca carnuda e bem desenhada em seu rosto angelical. Se possível Henry se apaixonou ali mesmo. Naquele instante, dentre aqueles pequenos minutos de apreciação e admiração da face do outro. Ao constatar esse fato um arrepio gostoso toma o corpo dele, um sorriso bobo nasce em seu rosto, desde a noite dos dois juntos que ele não deixa de pensar no homem em sua frente, ele apenas nunca pensou que teria a chance de conhecê-lo e de se apaixonar pelo homem. Ele tinha que fazer de tudo para que aquela paz ao pouco instaurada permanecesse por muito tempo, até pelo menos ter a chance de que o outro sinta o mesmo por ele. No primeiro dia apenas brigaram, mas durante o segundo dia conseguiram manter a paz entre eles. Aquilo devia continuar assim. Com um pouco de receio, Henry aproxima sua mão do rosto dele, sentindo a pele macia nas pontas do seu dedo, foi tudo tão rápido na primeira vez que se viram ele não tinha notado quão sedosa era a pele de seu noivo. O menor se mexeu sobre seus dedos, com medo que fosse pego no flagra ele afasta a mão rapidamente, apenas para tê-la agarrada pelo outro e sendo lada para junto de seu peito, enquanto seu sono continuava imperturbável. Henry sentiu seu coração parar naquele momento. Era mágico ter o quente de seu corpo contra a palma de sua mão. Quando a surpresa da ação de Isaak passou, ele relaxou e se deixou aproveitar do calor do outro. Marcos Walker estava pensativo, fazia dois dias que seu filho estava na fazenda sozinho com seu futuro marido, ao tempo que aquilo mantinha seu coração tranquilo, pois assim o seu garotinho estava fora de confusão e não estava metido com pessoas e amizades erradas, mas seu coração de pai se apertava em imaginar seu filho sendo forçado a encarar uma realidade nova sobre uma vida que estava sendo forçado a viver. Sua cabeça fervilha naquele momento. Quando foi embora da fazenda, olhando para trás para ver seu filho o olhando partir, quis mandar parar o carro e colocar seu garotinho no colo e o levar para casa, mas sabia que se fizesse isso o garoto nunca abriria seus olhos e viveria uma vida medíocre para sempre, ele tinha que ser forte, por mais que quisesse chorar, prendeu as lágrimas olhou para frente e partiu, abandonando seu filho. Foi uma decisão difícil a tomar, mas era o único jeito e escolha naquele momento, ele só podia fazer aquilo pelo filho. Marcos não sabe onde errou na criação de sua criança para que o garoto doce e gentil crescesse e se tornasse um i****a com amigos problemáticos. Ele realmente não sabia mais o que fazer. Ele solta um suspiro cansado quando mãos o abração pelos ombros por trás, ele sente o hálito quente em sua bochecha esquerda, as mãos acariciam seu peito com gentileza e carinho. — Você acha que isso vai dar certo? — Sua voz está cheia de receio e medo que algo r**m aconteça com os dois homens sozinhos em uma fazenda afastada da cidade. — Vai ficar tudo bem, meu amor. Eu cuidei para que nada de r**m acontecesse. — Seu coração não perde o medo, mas vai acalmando seu animas que estão ao ponto de colapsar. Marcos se vira dentro do abraço e encara os olhos azuis do homem a sua frente. Os cabelos dos dois homens indicavam suas idades, seus anos de vida vividos, experiencia e erros. Marcos ainda se pergunta como depois de tantos anos amando uma mulher foi se apaixonar por aquele homem depois de velho, seu chefe. Alexandre o olhava com ternura, um amor que nasceu aos poucos e se transformou numa paixão avassaladora, ele gosta de acreditar que foram destinados um para o outro, quando Marcos venho para sua empresa no auge dos trinta anos, ele tinha perdido a esposa a uns três anos, seu filho estava para terminar a escola e entrar numa faculdade, eles se deram bem logo de cara, sempre foram amigos além de chefe e empregado, então, algo que começou inocente, depois de quase seis anos sendo cultivado, a dois anos atrás engataram num tipo de namoro, onde apenas buscavam saciar suas necessidades, hoje o carinho e amor se sobressaiu e os dois não se desgrudam, já que Marcos apena vem para a empresa cuidar de algo realmente urgente que precise de sua supervisão, ele trabalha maior parte de seu tempo ao lado de Alexandre em sua mansão, cuidando de assuntos pessoais que necessite de um advogado, onde muitas vezes usaram disso para fazerem viagens como se estivessem numa lua de mel. Quando Marcos deixou escapar sua preocupação com seu filho, Alexandre apenas riu e disse que teria uma solução perfeita para aquilo, já que também temia que seu filho envelhecesse sozinho e cercado apenas de trabalho, e olha onde estão hoje, colhendo os frutos do plano que juntos elaboraram. — Sei lá, tenho medo de que se estranhem e acabem odiando um ao outro. — Marcos escancarou seus medos. — Todos os empregados da casa foram alertados para se intrometerem caso precise, eles estão de olhos, são meus olhos enquanto não estou lá, eles são jovens, uma hora vão acabar se entendendo. — Ele sorri, tentando tranquilizar seu homem. — Agora vem, vamos para a cama e aproveitar esses dias que vamos ficar grudadinhos. — Marcos finalmente abre um sorriso, o que agrada a Alexandre, que o puxa pela mão e o faz deitar em seu peito enquanto joga uma coberta quentinha sobre seus corpos. Fazia muito tempo que não dormiam juntos, já que passavam o dia um com o outro, mas a noite o senhor Walker voltava para casa. — Eu espero que isso realmente der certo, não quero me sentir m*l caso eles saiam machucados, não mais do que eu já me sinto. — Ele suspira, o senhor Rossi faz um carinho em suas costas e leva sua boca até a dele num lento beijo cheio de amor. — Para todos os efeitos eu sou o responsável por isso, eu que planejei cada detalhe, a culpa será apenas minha. Mas eu tenho fé que eles vão se acertarem, posso estar errado, mas eu senti que meu filho já conhecia o Isaak. — As sobrancelhas de Marcos se juntam e ele tenta se levantar, intrigado com aquela informação, mas Alexandre não deixa. — É apenas uma teoria com o que meu filho me passou em seus olhares, ainda tenho que descobrir se realmente isso é verdade. você será o primeiro a saber, não se preocupe. Agora apenas durma, amanhã tenho um presente para você. — Como vou dormir agora? Sabendo que amanhã ganharei um presente? — Seu corpo balança um pouco pelo riso rouco de Alexandre. — Durma, meu amor, eu te amo. — Eu também te amo. Bem aconchegados eles acabam dormindo depois de alguns minutos nos braços um do outro.
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