Capítulo 10: Atração proibida

1372 Words
Donatella Eu estava sentada na sala de Raphael, ouvindo cada palavra que ele dizia, e a cada revelação, sentia como se o chão estivesse desmoronando sob meus pés. O homem que eu admirava e que me atraía de uma forma inexplicável estava profundamente envolvido com a máfia. A surpresa e o choque eram imensos. Não podia acreditar no que estava ouvindo. ― Donatella, espero que esteja realmente pronta para enfrentar a verdade ― ele disse, seus olhos fixos nos meus, cheios de uma intensidade que só aumentava minha confusão. Raphael começou a explicar como ele havia se envolvido com a máfia. Falou sobre dívidas familiares antigas, promessas que ele teve que cumprir e como ele se viu preso em um ciclo de violência e crime. Cada palavra parecia mais inacreditável que a anterior, mas a seriedade em seus olhos não deixava dúvidas sobre a veracidade de suas palavras. ― Não estou orgulhoso disso, Donatella. Mas às vezes, fazemos o que é necessário para proteger aqueles que amamos ― ele disse, sua voz grave. Enquanto ele falava, meus olhos não conseguiam se desviar dos dele. Havia algo em sua presença que me prendia, algo mais forte do que o medo ou a repulsa que deveria sentir ao descobrir sobre seu envolvimento com a máfia. Em vez disso, sentia-me inexplicavelmente atraída por ele. Essa contradição me deixava ainda mais confusa. ― Você não tinha outra escolha? ― perguntei, minha voz soando quase como um sussurro. ― Havia realmente necessidade de envolver-se com algo tão... perigoso? Ele suspirou profundamente, seus olhos escurecendo com lembranças que pareciam dolorosas. ― No mundo dos negócios, Donatella, nem sempre há escolhas fáceis. Às vezes, a única escolha é a menos pior. O choque inicial começava a se transformar em uma mistura de sentimentos que eu não conseguia decifrar completamente. Uma parte de mim estava horrorizada, mas outra parte estava intrigada, quase seduzida pelo perigo que Raphael representava. A maneira como ele falava, a profundidade de sua voz e a intensidade de seu olhar criavam uma tensão palpável no ar. ― Raphael, isso é... demais ― admiti, lutando para manter a calma. ― Eu não sei o que pensar. Você... você está envolvido na morte dos meus pais? Ele ficou em silêncio por alguns minutos, parecia que estava pensando no que ia me dizer. Cada segundo parecia uma eternidade, e eu m*l conseguia controlar a inquietação que crescia dentro de mim. Raphael não podia mentir. Alexandra me garantiu que ele tinha culpa na morte dos meus pais, e eu confiava nela mais do que em qualquer outra pessoa. Mas havia algo nos olhos de Raphael, aqueles olhos castanhos intensos, que me deixava sem ação, confusa. ― Donatella, eu não tive nada a ver com a morte dos seus pais. ― Finalmente, ele quebrou o silêncio, sua voz firme e baixa. Fiquei paralisada por um momento, minhas emoções se debatendo entre a raiva, a confusão e algo mais que eu não conseguia nomear. Raphael se levantou de sua cadeira e veio até mim, sua presença preenchendo o espaço entre nós de uma forma que me fez sentir pequena e vulnerável. Ele estendeu a mão e segurou meu braço com firmeza, mas sem machucar. O toque dele causou um arrepio que percorreu todo o meu corpo. ― Donatella, olhe para mim ― ele disse, sua voz suave, mas carregada de intensidade. Eu levantei o olhar para encontrar os seus olhos castanhos profundos, cheios de uma sinceridade que me desarma. ― Eu juro que não tenho nada a ver com a morte dos seus pais. Não faria isso, não a machucaria dessa forma. Você precisa confiar em mim. A sinceridade em sua voz era palpável, e eu queria desesperadamente acreditar nele. Mas a desconfiança ainda ardia dentro de mim. ― Por que eu deveria confiar em você, Raphael? ― perguntei, minha voz trêmula. Raphael soltou meu braço e deu um passo atrás, passando a mão pelos cabelos como se estivesse tentando encontrar as palavras certas. ― Eu entendo sua desconfiança, Donatella. Eu nunca faria algo para prejudicar você ou sua família. Havia uma dor em sua voz, uma vulnerabilidade que parecia tão fora de lugar nele. ― Eu não sei o que fazer, Raphael ― admiti, sentindo-me mais perdida do que nunca. Ele deu um passo à frente novamente, sua mão encontrando a minha. ― Deixe-me mostrar a você, Donatella. Confie em mim o suficiente para me deixar provar que estou falando a verdade. Eu confio em você, e vou protegê-la, custe o que custar. O toque dele era quente, firme, e eu sentia meu coração acelerar com a proximidade. Era difícil pensar claramente quando ele estava tão perto, quando o cheiro amadeirado do seu perfume invadia meus sentidos. Havia algo em Raphael que mexia comigo de uma forma que eu não conseguia explicar, uma atração que ia além da lógica e da razão. ― Como posso confiar em você, quando tudo o que sei me diz o contrário? ― perguntei, minha voz quase um sussurro. Raphael apertou minha mão, seus olhos nunca deixando os meus. ― Porque eu vou mostrar a você a verdade. Vou provar que estou aqui para protegê-la. Acredite em mim, Donatella. Eu não sou o monstro que você pensa que sou. As palavras dele ressoavam dentro de mim, ecoando na minha mente e no meu coração. Parte de mim queria recuar, fugir daquela situação e da complexidade que ela trazia. Mas outra parte, uma parte mais profunda, queria acreditar nele. Queria confiar e descobrir a verdade. Eu respirei fundo, tentando acalmar a tempestade de emoções dentro de mim. ― Tudo bem, Raphael. Vou dar a você o benefício da dúvida. Mas você tem que ser honesto comigo. Sem mais segredos. ― Prometo, Donatella. Nada mais de segredos. ― Ele assentiu, um alívio visível em seu rosto. O momento era intenso, carregado de uma eletricidade que eu não conseguia ignorar. Raphael estava tão perto que eu podia sentir o calor que emanava de seu corpo, a força contida em seus músculos. O desejo que eu sentia por ele era inegável, uma corrente de atração que parecia crescer a cada segundo. ― Você é uma mulher incrível, Donatella. Forte, determinada. Eu admiro isso em você ― ele disse, sua voz baixa e rouca. ― E é por isso que farei de tudo para protegê-la. Eu não conseguia falar, minhas palavras estavam presas na garganta. Tudo o que podia fazer era olhar para ele, tentando entender o turbilhão de sentimentos que ele despertava em mim. Raphael era perigoso, mas também era irresistível. Havia uma química entre nós que era inegável, uma tensão que parecia prestes a explodir. ― Vamos sair dessa, Donatella. Juntos. Eu prometo. ― Raphael se inclinou um pouco mais, seus olhos nunca deixando os meus. A proximidade dele era avassaladora, e antes que eu pudesse pensar, meus lábios encontraram os dele em um beijo carregado de paixão e urgência. O mundo ao nosso redor desapareceu, e tudo o que importava era aquele momento, aquela conexão. Raphael me segurou firme, seu corpo pressionado contra o meu, e eu me entreguei completamente àquele beijo, esquecendo de tudo, exceto da intensidade do que sentíamos um pelo outro. Quando finalmente nos separamos, estávamos ambos ofegantes. Raphael me olhou com uma mistura de surpresa e desejo. ― Donatella... ― Eu sei, Raphael. Eu sei ― murmurei, minha voz baixa e trêmula. ― Não sei o que está acontecendo entre nós, mas sei que não posso negar o que sinto… Licença, tenho que sair agora… Dei as costas para ele e saí às pressas da sala dele sem esperar o que ele ia dizer. Não fui para minha mesa, depois daquele beijo avassalador não podia ficar ali na empresa. Peguei o elevador e fui para o estacionamento, assim que cheguei fui para o meu carro. Fechei a porta e tentei recuperar o ara com isso tudo. Que loucura! Descobrir que Raphael não nada haver com a morte dos meus pais como a Alexandra tinha me informado e agora esse beijo… Estou muito confusa. Mas a presença mexe muito comigo, isso tenho que confessar. E depois de me contar do seu negócio da máfia. E me pedindo pra confiar nele? Caramba, o que eu faço?
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