O salão principal da Galeria Gaspard exalava um luxo sóbrio e magnético. O teto alto de gesso trabalhado ostentava iluminação direcionada de tom suave, projetando destaques precisos sobre cada tela, escultura e vaso antigo dispostos ao longo do ambiente. O ar frio do ambiente carregava o aroma sutil de lírios frescos misturado ao perfume amadeirado que exalava dos móveis de época. Yves Gaspard caminhava entre as fileiras de cadeiras de veludo escuro dispostas para a noite. Sua presença era impecável, um reflexo vivo da sofisticação que imprimia em cada evento que organizava. Vestia um macacão alfaiataria em tom creme, com corte reto e caimento fluido que acompanhava seus passos com elegância discreta. O decote discreto em formato V trazia um acabamento acetinado na lapela, enquant

