capítulo 25

1020 Words

A brisa fria que soprava da superfície espelhada do lago trazia consigo o aroma característico de lenha queimada, terra molhada e a umidade densa das montanhas ao redor. A luz suave do meio da manhã atravessava as grandes rosáceas de vidro da mansão principal, filtrando-se em feixes dourados sobre o soalho de madeira antiga. O silêncio no quarto espaçoso era interrompido apenas pelo tique-taque ritmado do relógio de parede e pela respiração pausada do idoso sentado na poltrona estofada perto da janela. Louis Sadraque passou toda a manhã ao lado do pai. Seus olhos, sempre tão firmes e analíticos no mundo do mercado de artes, ali transpareciam uma ternura contida, quase dolorosa. Ele observava as mãos trêmulas do velho senhor, mãos que um dia esculpiram painéis e molduras históricas c

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD