Yves segurou o próprio celular contra o peito com mais força do que o necessário, tentando desesperadamente recuperar a postura impecável que sempre ostentava nos círculos de arte. O vento da lagoa soprou novamente, trazendo a maresia e fazendo as pontas dos seus cabelos longos e sedosos roçarem na lapela do paletó de Louis. A peça dele, impregnada com aquele aroma amadeirado e marcante, parecia funcionar como uma extensão da presença física do homem, envolvendo-a em uma bolha de calor que tornava a tarefa de ignorá-lo algo quase impossível. Yves— Eu não disse que não quero o seu telefone respondeu Yves, tentando soar desinteressada e controlada, embora a cor quente que ainda tingia suas bochechas desmentisse sua calma. Yves— Só achei a abordagem da Helena absurdamente invasiva.

