O vento frio que vinha do Grande Canal soprava com suave insistência, fazendo a barra fluida do vestido champanhe de Yves oscilar suavemente. Assim que os dois pisaram na pedra fria da varanda, Yves soltou-se do braço de Louis e deu dois passos apressados para trás, buscando recuperar o espaço pessoal que parecia ter sido completamente desmantelado nos últimos minutos. Louis, percebendo o constrangimento que causara, caminhou devagar até a amurada esculpida de ferro trabalhado. Ele encostou as costas na grade, cruzou os braços sobre o peito e observou a jovem com um olhar atento e um tom de voz calmo, carregado de um sincero pedido de desculpas: Louis— Me desculpe de verdade por aquilo... Eu só quis garantir que você não estivesse machucada. Mas acho que acabei deixando a sua testa a

