bc

A Amante do Mafioso

book_age18+
50
FOLLOW
1K
READ
dark
forbidden
opposites attract
playboy
dominant
mafia
gangster
drama
bxg
city
affair
addiction
like
intro-logo
Blurb

Lizy levava uma vida simples… até cruzar o caminho de Dante Ferraro. Misterioso, poderoso e irresistível, ele deixa claro desde o início que a quer, mas com uma condição… Ela não pode se apaixonar. Preso a um mundo onde casamentos são pactos e o amor é fraqueza, Dante carrega segredos capazes de destruir tudo ao redor. Quanto mais Lizy tenta fugir, mais se vê envolvida por ele. Entre desejo, mentiras, poder e escolhas impossíveis, Lizy vai descobrir que amar um mafioso não é apenas arriscado… É sobreviver a ele.

chap-preview
Free preview
Eu ou ELA
— Eu não vou aceitar isso! A minha voz explode contra ele, rasgando o ar entre nós. As lágrimas caem sem controle, quentes, incessantes, como se o meu corpo inteiro estivesse a desmoronar com tudo o que eu acreditava. Eu tento segurar, juro que tento, mas é impossível. A dor é grande demais. A decepção é maior ainda. Ele me enganou. A verdade pesa no meu peito como uma sentença. Ele dá um passo na minha direção. Depois outro. E mais um. Cada movimento dele empurra-me para trás, até que as minhas costas encontram a parede fria. Não há para onde fugir. Não há saída. Meu coração dispara, não de desejo, não mais… mas de raiva, de dor, de tudo misturado. Ele apoia um braço de cada lado da minha cabeça, me prendendo ali, me cercando com o corpo quente, firme, impossível de ignorar. O cheiro dele me invade, malditamente familiar, malditamente meu. Ele inclina a cabeça, os lábios perigosamente próximos dos meus, como se ainda tivesse o direito de estar ali. — Lizy… — a voz dele sai baixa, carregada de urgência — Eu preciso fazer isso. É meu dever! Vai ser por pouco tempo. Logo eu vou estar livre… e a gente vai poder viver tudo que quiser, p***a! Eu fecho os olhos por um segundo, como se isso pudesse-me proteger. Mas não protege. — Eu não quero mais você! — digo, empurrando o peito dele com as mãos, mesmo sabendo que não vou conseguir afastá-lo de verdade. Ele sorri. Um sorriso lento. Escuro. Quase c***l. — Não minta pra você mesma, anjo! Meu estômago revira. Ele leva a mão até meu pescoço, não com força suficiente para machucar, mas o suficiente para me fazer sentir o controle dele. O toque que antes me arrepiava agora revolta-me… ou pelo menos é o que eu tento acreditar. — Você sabe que o que a gente tem é único. - ele continua, os olhos cravados nos meus — Eu sou louco por você! — Não toca em mim! — a minha voz falha, mas eu não recuo. — Nunca mais. Você nunca mais vai-me tocar. Seu mentiroso! Por um segundo… só um segundo… eu vejo. A dor. Ela atravessa o olhar dele como um lampejo rápido, quase imperceptível. Mas eu vejo. E isso só torna tudo pior. Porque significa que ele sente. E mesmo assim… vai fazer isso comigo. Eu engulo o choro, tentando juntar o pouco de dignidade que ainda me resta. — Não se case amanhã,fique comigo? Peço, num fio de voz. É um pedido desesperado. Ridículo. Eu sei. Mas é tudo o que eu tenho. A expressão dele muda. A voz, quando sai, é baixa… e perigosa. — No meu mundo… casamento não tem nada a ver com amor, Lizy. — Isso é ridículo! Eu retruco na mesma hora, indignada, destruída. — Famílias como a minha não sobrevivem por sentimentos. Ele diz, cada palavra firme como uma sentença. — Sobrevivem por alianças! Cada casamento é um acordo. Um tratado silencioso pra evitar guerra, dividir território… manter a paz entre homens que se matariam sem pensar duas vezes Ele segura meu queixo, obrigando-me a encará-lo. — Eu não tenho uma noiva . Ele sussurra. — Eu tenho um pacto e se eu quebrar esse pacto… significa sangue! E eu percebo. Não adianta. Não existe argumento contra aquilo. Contra esse mundo. Contra ele. Sem dizer mais nada, eu me abaixo, escapando por baixo do braço dele. Meu corpo treme, mas eu consigo chegar até a porta. Minha mão já está na maçaneta quando eu paro. Eu não quero olhar. Mas eu olho. — Você vai fazer a sua escolha! Digo, a voz mais firme do que eu me sinto — E se for ela… você nunca mais vai encostar em mim. Nunca mais vai me ver. Nem que pra isso eu tenha que fugir. Ele ri. Aquela risada baixa, irônica… que sempre me desestabilizou. — Você sabe que nunca vai fugir de mim, anjo! Eu respiro fundo. E então abro a porta. A chuva me atinge como um choque. Fria. Violenta. Como se o mundo inteiro estivesse contra mim. E eu corro. Corro sem olhar pra trás. Corro até não sentir mais nada além do ar queimando nos meus pulmões. Corro até encontrar um ponto de táxi. Entro no primeiro carro que vejo, dou o endereço com a voz falha, e só então… desmorono. Quando chego em casa, m*l consigo pagar o motorista direito. Eu entro. Fecho a porta. E desabo. O choro vem com tudo, rasgando meu peito, quebrando cada pedaço que ainda restava inteiro dentro de mim. A dor é física. Latejante. Insuportável. Eu nunca senti algo assim. Nem nos meus piores dias. Nem em todos os meus vinte e um anos de vida. — Por quê… por que eu não ouvi a minha intuição? Eu sussurro entre soluços. Eu sabia. Desde o começo. Ele era perfeito demais. Homens como ele não existem. E quando existem… não pertencem a mulheres como eu. Eu me jogo na cama, sem nem tirar a roupa molhada. O cansaço me consome. Meu corpo inteiro pede descanso. E, como se fosse a única forma de escapar da dor… eu apago. Quando acordo, a luz do dia invade o quarto. Por um momento, eu não lembro. Mas então eu sinto. O outro lado da cama… ainda está quente. Meu coração dispara. O cheiro dele está no travesseiro. Na minha pele. Em mim. Meus olhos se abrem completamente. Ele tirou as roupas molhadas do meu corpo. Estou nua. As cortinas estão abertas. Ele dormiu ao meu lado. Mas não teve coragem de ficar. — Filho da p**a… Eu resmungo, a voz carregada de mágoa. Covarde. Ele sempre foi tão intenso. Tão corajoso. Tão… tudo. E mesmo assim… não conseguiu me encarar. Eu me levanto devagar, indo até o banheiro. Lavo o rosto, tentando apagar os sinais da noite anterior. Mas a dor… continua ali. Então eu paro. E uma ideia surge. Não. Não é uma ideia. É uma decisão. Se ele vai se casar… Eu vou assistir. Eu volto para o quarto com um objetivo claro. Abro o guarda-roupa e escolho o vestido vermelho. Longo. Justo. Alças finas. Costas completamente nuas. Ele marca cada curva do meu corpo, abraça minha cintura, desliza pelos quadris. É provocante. É ousado. É… perigoso. Perfeito. Eu passo um batom vermelho, mais escuro que o meu cabelo ruivo. A cor contrasta com a minha pele clara, destacando cada traço do meu rosto. Me olho no espelho. Por um segundo… eu não me reconheço. Não sou a Lizy doce. Não sou a garota da cafeteria. Sou outra pessoa. Mais forte. Mais decidida. Mais… fatal. — É assim que ele vai me ver pela última vez. Murmuro. Calço o scarpin da Christian Louboutin. Presente dele. Irônico. Há seis meses… eu nunca imaginaria estar aqui. Vivendo isso. Sentindo isso. E agora… eu também vou acontecer. Saio de casa e sigo direto para a igreja. Quando chego, paro por um instante na frente da entrada. Respiro fundo. Eu sei que estou chamando atenção. E foi exatamente por isso que eu escolhi esse vestido. Eu entro. E todos olham. Não porque sabem quem eu sou. Mas porque não sabem. E porque eu não deveria estar ali. Muito menos desse jeito. Eu ignoro. Continuo andando. Passo por fileiras de pessoas elegantes, olhares curiosos, cochichos abafados. Cada passo ecoa dentro de mim como um desafio. Quando finalmente me aproximo o suficiente, vejo. Eles já estão no altar. De frente um para o outro. A noiva… perfeita. Intocável. Exatamente como alguém daquele mundo deveria ser. E ele… Ele está ali. Impecável. Frio. Distante. Como se nada tivesse acontecido. Como se eu nunca tivesse existido. Meu peito aperta. Mas eu não paro. Eu continuo andando. Então o padre fala: — Dante Ferraro, você aceita receber Stella De Lucca como sua esposa? O tempo desacelera. Ele começa a virar o rosto. E então… ele me vê. Os olhos dele se prendem imediatamente. Descem. Sobem. Me avaliam inteira. Como se eu fosse a única coisa naquele lugar. O padre repete a pergunta. Mas Dante não responde. Ele continua me olhando. E naquele olhar… Existe tudo. Raiva. Desejo. Conflito. E algo que ele nunca vai admitir em voz alta. Eu paro. Ergo o queixo. E sustento aquele olhar. Porque agora… A escolha é dele. E dessa vez… Eu não vou implorar...

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

A Secretária Virgem do CEO

read
36.2K
bc

Paixão sem limites

read
1.6K
bc

Amando Katharine

read
6.4K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
5.0K
bc

CASADA COM O FILHO DO MEU MARIDO

read
1.7K
bc

O Lobo Quebrado

read
130.6K
bc

Tudo Pode Acontecer - No Alto da Rocinha

read
8.1K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook