Touro Narrando A noite já havia caído no morro. Do alto, eu observava a cidade lá embaixo, como um predador estudando a presa. Cada luz acesa representava uma vida, uma história, um mundo. Mas aqui em cima, no meu mundo, quem ditava as regras era eu. Me chamam de Touro. Um nome que carrego como uma marca, um símbolo da força que precisei ter para chegar onde estou. Mas a verdade é que, por trás dessa armadura, existem cicatrizes que poucos conhecem. Meu passado? Melhor nem perguntar. É feito de escolhas que preferia esquecer, mas que me moldaram. Estava reunidos com meus homens na "boca", o ponto que comandava toda a movimentação do morro. A mesa improvisada de madeira estava cheia de papéis, pacotes e dinheiro espalhado. Cada um deles olhava para mim, esperando instruções. — Vamos lá

