Amanda Narrando Quando Alexandre chegou com a Clarinha, eu sabia que alguma coisa tinha acontecido. Ela estava pálida, os olhos marejados, agarrada ao braço dele como se fosse o único fio que a mantivesse de pé. Não precisei perguntar. Bastou olhar nos olhos dela para entender que a noite tinha sido um caos. Clarinha — Tia Amanda, minha mãe… e o tio Touro… — Clarinha tentou falar, mas a voz falhou, um soluço escapou antes de ela conseguir terminar a frase. Eu a puxei para um abraço apertado, sentindo o corpo pequeno dela tremer contra o meu. — Vai ficar tudo bem, Clarinha. Prometo que vai ficar tudo bem. — Minha voz saiu firme, mesmo que eu também sentisse um nó na garganta. Alexandre apenas concordou, murmurando algo sobre voltar para o hospital, e saiu rapidamente, deixando Clarinh

