Marília Narrando Eu nunca soube explicar como a gente sente quando a liberdade chega de verdade. Só sei que, naquele dia, ela bateu na minha porta, e eu aceitei sem pestanejar. Com um sorriso que parecia colado no rosto, peguei só o essencial: umas roupas, os documentos, e a mochila com o que dava pra carregar. Deixei o resto. Não precisava mais. Porque, dentro de mim, eu sabia: tava começando do zero. E a sensação de largar tudo e imaginar a cara de "ué" deles foi, sem sombra de dúvida, a melhor coisa do mundo. Quando cruzei a barreira da comunidade a mais ou menos 7 anos atrás ,como quem sabe que tá entrando em território novo. A recepção não foi hostil, mas também não foi calorosa. Não vou mentir, não esperava tapete vermelho nem abraço apertado. Também não vim pra fazer amizade. Meu

