Marilia Narrando O dia começou como qualquer outro: acordando antes do sol, organizando tudo para a Clarinha e já descendo pra cozinha. A vida na Formiga tinha me ensinado que, se eu quisesse sobreviver, precisava ser rápida, precisa. Aqui no Borel, as coisas eram diferentes, mas o ritmo nunca saiu de mim. Eu ainda era a primeira a levantar e a última a dormir. Amanda, como sempre, apareceu sonolenta na cozinha, reclamando do barulho da água fervendo e do cheiro do café fresco. – Bom dia amiga, senta aí que daqui a pouco o café fica pronto. – falo colocando os pães na mesa. Amanda – Marília, eu juro que você é movida a pilha. Não dá pra relaxar um pouco, não? Quase um mês e eu ainda não me acostumei. – Sorri pelo nariz, em seguida respirei fundo soltando o ar e esvaziando o pulmão –

