capítulo 38 Amanda

1494 Words

Amanda Narrando Eu nunca imaginei que alguém como o Lasanha pudesse me desarmar tão fácil. Sempre o vi como o cara da quebrada, o menino que cresceu sem medo, o maloqueiro que todo mundo respeitava. Mas ali, naquele instante, enquanto ele me olhava com aquele sorriso enviesado e um brilho indecifrável nos olhos, era como se algo em mim quebrasse. Meu corpo estava em alerta. O cheiro de cigarro e perfume barato que vinha dele me puxava para uma memória que eu nem sabia que tinha: eu, com 18 anos, sorrindo à toa, imaginando como seria ser beijada por alguém que parecia tão inalcançável. Naquela época, Lasanha era só um sonho bobo, e hoje... Hoje ele estava ali, me encarando como se fosse a única coisa que ele quisesse no mundo. Lasanha – Amanda – ele disse, baixo, quase num sussurro. –

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