Luiz Narrando Acordei com uma dor latejante na cabeça, como se tivessem martelado minha testa a noite inteira. Passei a mão devagar no local e senti a pele grudenta. Sangue seco. Minha memória veio aos trancos, mas logo lembrei da confusão com a Ludmila. Abri os olhos, um pouco zonzo, e vi que o sol já tava invadindo o quarto. — Merdä! — resmunguei baixo, apoiando os braços na cama pra levantar. De pé, balancei a cabeça tentando afastar a tontura. Não era hora de ficar passando m*l. Precisei de uns segundos pra me equilibrar antes de ir até a cozinha. Peguei a caixa de remédios que ficava em cima da geladeira, saquei uma dipirona de 1mg e engoli seco com um gole direto da garrafa de café que tava ali, morno. O silêncio naquela casa começou a me incomodar mais que a dor. Era o tipo de

