Amanda Narrando Era pra ser minha folga. Aquele dia que você já acorda pensando em ficar de boa, fazer um nada gostoso, mas aí a vida decide que não. Quando a Marília mandou mensagem de manhã dizendo que não ia conseguir trabalhar, senti no tom dela que a parada era séria. A cabeça dela tava um turbilhão, e eu não podia deixar a amiga na mão. E aproveitei que ela tava na casa do Touro, só mandei uma mensagem e deixei para o ir me arrumando deixando Clarinha na creche e indo para o restaurante. Sabia que ela precisava disso, mas, no fundo, eu já tava com a pulga atrás da orelha. Principalmente porque, desde que comecei a trabalhar no restaurante com ela, sempre desconfiei das intenções do Carlos, o dono do lugar. Cheguei cedo, como sempre, amarrando o cabelo em um coque rápido. O salão

