Touro Narrando O dia começou com aquela calmaria que não engana ninguém. É como se o universo inteiro estivesse avisando que a tempestade está vindo, só não sabemos quando. Clarinha estava na creche, e Marília tinha saído cedo para o buffet, aquele córrego que ela não larga de jeito nenhum. Recebeu umas novas encomendas e já estava no corre, como sempre. Não adianta tentar segurar, ninguém consegue parar minha tempestade. Ela é furacão, e eu só fico na contenção, garantindo que nada toque no que é meu. Depois de fazer aquela ronda no Borel, senti o gosto amargo de cruzar com Ludmila. A desgraçada fez questão de atravessar na frente da minha moto, como se quisesse me provocar. Meti logo um grito, aquele que treme até as telhas, mas ela só deu um sorriso de canto. Fez de propósito, disso

