Marília Narrando — Não vai levar ela a lugar nenhum antes de eu fazer a minha parte. – Falei, encarando o Guto enquanto ele segurava o braço de Ludmila. O olhar dela, carregado de desdém e deboche, parecia um veneno que se infiltrava em mim. Não resisti. Peguei o chicote que o Touro usou, que havia largado sobre a pia, e avancei para cima dela. Ludmila — Não acredito que você vai ter coragem de me bater. Depois dele ter feito a mesma coisa que o Luiz fez. – Ela provocou, a voz cheia de veneno, os olhos me desafiando como se tivesse certeza de que eu não teria coragem. Mas eu tive. Antes mesmo dela conseguir se levantar, o som do chicote cortando o ar encheu a cozinha, e a marca nas costas dela foi instantânea. — Isso é pelo que você fez comigo, Ludmila! Por todas as vezes que cuspiu

