Marília Narrando A semana passou rápido, mas foi puxada. Aqui no Morro do Borel mesmo sem eu estar trabalhando, parece que o tempo corre diferente, mais rápido, mais intenso. A rotina foi menos sufocante, menos pesada do que costumava ser, mas isso não significa que foi fácil. Sobrevivemos, e isso já é muito. Eu percebi que a Amanda ainda estava meio cabreira com o que aconteceu no dia da transferência. Era visível. Aquela expressão dela, entre preocupação e dúvida, me entregava tudo. Já falei tanto pra ela quanto pro Lasanha: entre a gente não tem essas paradas. Eu sou direta, jogo limpo, e espero o mesmo. Antes, eu vivia fugindo, me escondendo. Com Amanda, nossas conversas eram apenas no trabalho, aquele papo rápido, sempre calculado. E com o Lasanha? O número dele no meu celular est

