Marília narrando Acordei com aquela sensação boa que há muito tempo não sentia. Era como se finalmente tivesse descansado de verdade, como se todas as preocupações tivessem tirado uma folga. Estar nos braços dele a noite toda... Não sei explicar. Foi como encontrar um porto seguro em meio à tempestade. Sentir que eu tinha onde me segurar, onde me apoiar caso a vida resolvesse me derrubar, foi... sensacional. Mas a paz durou pouco. A realidade não demora a se instalar na cabeça. Olhei para o lado, e a cama estava vazia. Ele não estava lá. O silêncio na casa era quase estranho. Puxei o celular do criado-mudo para olhar a hora: 10h da manhã. — p**a que pariu! — Gritei, saltando da cama como um foguete. No mesmo instante, meu corpo respondeu. As pernas estavam pesadas, doloridas, como se e

