Liliane Narrando Não tínhamos combinado de subir juntas porque dona Marília estava cheia de dúvidas se realmente ia. Achei melhor não esperar e me arrumei do meu jeito, como sempre. Subi com a Luana, mas já estava preparada para qualquer situação. Não deu nem cinco minutos no baile e meus olhos bateram logo na maldita Ludmila. Parecia que o universo fazia questão de jogar essa mulher na minha frente. Antes mesmo de conhecê-la, eu já tinha ranço, e depois de conviver diariamente com ela na saída da creche, esse sentimento só piorou. Enquanto a Luana tentava aproveitar a noite sem me vigiar tanto, o que era raro, eu já estava servindo meu copo e varrendo o baile com o olhar. O som batia forte no meu peitö, mas não mais do que o ódio que subia em mim toda vez que via aquela mulher. Ludmila

