Marília Narrando A semana começou meio corrida, mas conseguimos dar uma organizada. Era preciso. A rotina não perdoa e, com Clarinha, o planejamento é tudo. Desde que mudamos para o Borel, a vida parecia um quebra-cabeça com peças faltando, mas aos poucos fui achando o lugar de cada uma. Essa semana foi um pouco diferente. Clarinha não ficou na escola depois do horário da frente, o que sempre exige um malabarismo para organizar quem vai buscá-la. Um dia fui eu, no outro Amanda, no terceiro Lasanha, e nos dois últimos dias, Touro. Ela gosta tanto dele que às vezes até dói o coração. É uma admiração pura, quase instintiva. Sempre que ele chega, ela abre aquele sorriso largo, como se ele fosse um herói. E, sinceramente, é difícil dizer que não pode ser ele a buscá-la. Só que já precisei s

