Amanda Narrando Acordar ao lado do Alexandre já virou minha rotina favorita. Ele tem esse jeito marrento, cheio de pose, mas só eu sei o quão doce ele pode ser. Quando a gente tá junto, é como se o mundo lá fora não existisse. O Morro pode tá pegando fogo, mas aqui dentro do nosso barraco, tudo é paz. Naquela manhã, o cheiro de café invadia a sala, mas eu nem queria sair do sofá. A gente tinha acabado de compartilhar aquele momento só nosso. Alexandre, jogado no sofá, me puxava pela cintura, enquanto eu deitava com a cabeça no peito dele, ouvindo o coração dele bater devagar. — Tá muito quieto hoje, amor. O que tá pegando? Lasanha – Tô pensando. Esse lance da Ludmila aqui no Borel tá me tirando do sério. – Rolei os olhos. A Ludmila era assunto constante ultimamente, e eu sabia que e

