Marília Narrando A noite parecia carregar um peso que eu não conseguia explicar. O silêncio do quarto era quebrado apenas pelos nossos suspiros, pelo som das nossas respirações se misturando. Eu estava rendida, completamente entregue a ele. Nunca pensei que pudesse me sentir assim, tão vulnerável, tão... conectada. Touro sabia exatamente como me tocar. Não tinha pressa, como se cada movimento fosse calculado para me fazer sentir. As mãos dele percorriam meu corpo, firmes, quentes, enquanto os olhos me prendiam, me desnudavam de uma maneira que ia além da pele. Eu não consegui segurar. — Touro... — chamei baixinho, quase num sussurro, sentindo cada estremecimento dele dentro de mim. — Você já amou alguém de verdade? A pergunta pairou no ar. Por um momento, os movimentos dele ficaram ma

