DIAS ATUAIS

3112 Words
AMBER REESE Pego a última bandeja de bebidas e levo as mesas reservada na sala vip, meus pés estavam latejando por causa dos sapatos idiotas, olho para meu relógio e vejo que já se passava das onze da noite. Amanhã eu teria um longo dia de aula e ainda tinha que levar Theo ao médico. __Olha só o que eu consegui na noite passada, duas entradas vips para a inauguração de umas das melhores boates de Nova York. Bethany quase esfrega os ingressos no meu rosto. __Eu prometi a Leonora que trabalharia dobrado para folgar no sábado. Tento convencê-la, por mais que eu odiasse servir mesas era melhor do que ser forçada a dançar na frente de um bando de tarados, já era humilhante trabalhar em um clube de atividades suspeitas e garantir que ninguém da faculdade descobrisse. __ Pelo céus Amber, você precisa sair! e onde mais vamos encontrar solteiros ricos e bonitos hem? Pergunta esperançosa. Por mais que a ideia fosse tentadora eu não tinha tempo para romances. Termino de servir a última mesa da noite e me viro para sair quando Roderick segura meu braço em um aperto firme demais. Controlo minha vontade de acertar a bandeja de bebidas em seu rosto asqueroso e dou um sorriso educado. __Não vai me servir princesa. Suas últimas palavras saem arrastadas, seu bafo de bebida era tão forte que meu estômago embrulha. Roderick era um empresário rico e nojento que sempre estava tentando enfiar as mãos debaixo do meu vestido, seu sorriso era bonito como tudo nele, isso era suficiente para que ele achasse que todas as mulheres deviam cair aos seus pés. __Eu já vou servi-lo Roderick. Tento sorrir de forma amigável e me desvencilhar de suas mãos asquerosas, mas isso só faz com que nossos corpos se aproximem mais. __Sempre tão linda e cheirosa, sabe que eu não me refiro a bebidas gracinha. Diz passeando os olhos pelo meu decote. Como se toda situação já não fosse humilhante, ele ainda coloca uma nota de cem dólares dentro do meu sutiã. Ele me encara esperando que eu reclame mais dinheiro era uma coisa que eu não podia dispensar agora. __Sabe que pode ganhar muito mais que isso dormindo comigo. Meu peito arde de raiva e minhas mãos apertam a bandeja ainda mais firme, as lágrimas de vergonha e raiva picam meus olhos, Roderick aperta minha b***a e isso é o suficiente, piso em seu pé com meu salto agulha isso faz com que ele urra de dor e se afaste. __Vou buscar sua bebida. Digo encerrando nossa conversa, Bety me lança um sorriso solidário quando me aproximo do bar. As entradas VIPs brilham em suas mãos. __ Eu vou mais não vamos demorar. Ela sorri e dá pulinhos de alegria enquanto divaga sobre algum homem solteiro rico que vai participar da inauguração. Eu tento prestar atenção em tudo que ela fala, mas minha vontade era apenas de ir embora dormir. O coliseum era um clube barato de stripper escondido nas vielas de Nova York, além de dança tinha shows de jaulas e serviços de acompanhantes de luxo, claro que grande parte desses serviços eram feitos por menores de idade, um dos motivos de ter tantos pervertidos circulando pelo local. Quando meu turno chega ao fim troco os sapatos idiotas de purpurina pelos meus tênis All star. Andar pela Upper East Side às onze da noite com um vestido de paetê super curto não era seguro, o apartamento da minha tia era bem velho é apertado pelo menos era apenas um quarteirão do clube, quando eu não tinha carona a única saída era andar a pé até em casa. Se é que eu poderia chamar o quarto de empregados que eu morava de casa, pelo mesmo meu irmão ficava em um dos quartos melhores, com o estado de saúde dele cada vez pior ficar espremido em um pequeno cômodo mofado não era uma boa opção. mas eu não podia reclamar, nós não tínhamos mais ninguém e nem onde morar, Leonora pagava a metade dos tratamentos do meu irmão e em troca eu trabalhava no clube. Theo vem correndo me abraçar assim que me ouve chegando, ele estava tão pálido e fraco. Faço um macarrão com balcón e logo estamos no meu pequeno quarto comendo e vendo filme, ele acaba dormindo ali mesmo, tomo um banho demorado e me jogo na cama ao lado dele vejo seu lindo rostinho tranquilo e eu me lembro por que tenho que aguentar. (….) Eu sabia que seria uma péssima ideia, depois de mais um longo turno dobrado eu e Bethany estávamos espremidas com mais dois garotos no carro de Melody em direção a LOK, que ficava no Chelsea local frequentado apenas pela elite e celebridades de Nova York. __ Espero que não nos expulsem da festa, tá na cara que não somos meninas ricas, muito menos celebridades. Sussurro próximo ao ouvido de Bethany. Ela olha-me divertida. __ Não seja tão negativa. Chris! É o melhor no que faz, ninguém vai desconfiar que as nossas entradas são falsas, somos bonitas e sexies, os caras terão coisas melhores para prestar atenção. Diz ajustando o corpete do vestido fazendo com que os seus s***s saltem para fora. __ Não se preocupe, o lugar vai estar lotado, os seguranças não vão se atentar tanto aos detalhes. Melody diz por cima do som alto que saia do rádio velho do carro. Ela era uma garota de pele n***a e cabelos cacheados, além de alta é bem distribuída, ela conseguia fazer qualquer cara olhar duas vezes na sua direção. Como Melody disse. A entrada da LOOK estava lotada, não apenas por garotas ricas e bonitas, os carros que circulavam pela área custavam milhões. Quando o segurança alto e careca começa a examinar a minha entrada falsa, as minhas mãos começam a soar. Bato o pé no chão impaciente tentando imitar a pose de uma menina rica e mimada. Depois de uma longa espera ele se afasta para que eu entre, uma sensação de euforia e êxtase invade-me, permito-me esquecer todos os meus problemas por hoje. Bethany estava certa! Esse era o lugar perfeito para encontrar homens ricos. A ‘boate’ possuía treze salas privadas, camarote no nível superior e ainda tinha uma lareira. Sem falar que uma bebida aqui custava mais do que eu ganhava em três noites de trabalhos dobrados. __ Amber! Deixa de agir como uma esquisita e vem dançar. Bety arrasta-me para o meio do salão e começa a dançar feito uma louca, desfaço o r**o de cavalo que prendia os meus longos cabelos e faço o mesmo. O DJ era ótimo! Eu já sentia o suor escorrer pela f***a do meu vestido enquanto fazia movimentos frenéticos ao som da música, dançar era fácil para mim, eu sentia-me viva. Desço as mãos pelo meu corpo e movimento os quadris lentamente com a batida sensual da música. Os pelos da minha nuca se arrepiaram quando me viro, sinto uma queimação estranha na pele como se estivesse a ser observada. Descemos até o chão para subir novamente de forma lenta, os meus olhos passeiam pelas salas privativas até se prenderem aos de um homem, os seus olhos escuros e frios analisam o meu corpo minuciosamente me causando um desconforto. O meu rosto pega fogo quando os seus olhos felinos se detêm nos meus lábios. Ele estava sentado ao lado de outro homem tão bonito quanto ele, devido à luz avermelhada não consigo examinar o seu rosto com precisão, mas ainda assim era o homem mais bonito que eu já havia visto, sua beleza era selvagem perigosa, barba bem aparada queixo quadrado e lábios cheios, o seu rosto presunçoso continua a encarar-me desafiando a não olhar, ergo o meu queixo e não desvio o olhar mesmo que as minhas pernas estejam a tremer, mesmo com a pouca luz da sala vejo um lampejo de sorriso nos seus lábios cheios. Não era um sorriso qualquer, era mais como um desafio. __ Garota esperta, rico e gostoso a poucos metros te encarando como se fosse um pedaço suculento de bife. Bethnay diz! Desvio os olhos envergonhada, o que aconteceu comigo? Eu não costumava agir assim. __ Eu não estou, hum encarando. Atrapalho-me com as palavras fazendo com que ela comece a rir. __ Icaro Demetriou! Ta de s*******m, ele é tipo o cara mais gostoso e sexy de Nova York. E também é o dono desse lugar, você tem um bom gosto, pelo visto ele gostou de você não para de encarar. Vem anda logo! Mecha mais essa b***a. Da tapa e puxa-me para mais perto da sala privativa. __ Oh meu Deus Amber! Não olhe agora, mas ele levantou acho que está a vindo para cá. Por instinto viro-me rapidamente a tempo de ver ele saindo da sala com mais um homem. __ Eu não estou bêbada suficiente para isso, Bethany eu não posso! Preciso fazer xixi. Afasto-me dela correndo em direção ao corredor que levava aos banheiros. Esbarro em algumas garotas bêbadas no caminho soltando uma desculpa qualquer. Quando consigo entrar no banheiro, tranco a porta e controlo a minha respiração, por que esse homem me deixou tão nervosa? Deve ser meus hormônios, a verdade é que desde o meu último namorado eu não tinha saído com mais ninguém. Sentindo-me mais calma saio da cabine e olho o meu reflexo no espelho, as minhas bochechas estavam vermelhas e os meus olhos selvagens, o lápis de olho preto e o delineador deixavam-me sensual. Puxei a barra do vestido tentando ganhar alguns centímetros a mais, o que era difícil já que se eu tapasse em baixo mostrava em cima, inferno de roupa. Refaço o meu caminho de volta a procura de Bethany mais não a vejo em lugar algum, antes que eu possa enfiar-me ainda mais entre a multidão, uma parede de músculos cerca-me, ergo os olhos e vejo um homem carrancudo de barba bem-feita e pele escura, ele estava me encarando. __ Acompanhe-me, senhorita! Diz apontando para as salas privativas por um momento eu penso que pode ser alguma brincadeira sem graça de Bethany mas o estranho continua lá me esperando. __ Senhor eu não hum! Acho que está-me a confundir com alguém, eu não paguei por isso. Tento passar por ele mais ele bloqueia meio caminho. __ Não se preocupe, só me acompanhe. Nesse momento eu só pensei duas coisas, eu poderia tentar correr e passar por baixo do braço dele ou gritar feito uma louca, bem nenhuma das duas alternativas me pareceu convincente. Ele aponta para que eu siga ficando atrás de mim como se já imaginasse que eu tentaria fugir. Eu tento não olhar feito uma pateta todo ambiente luxuoso, mas quando você estava acostumada a trabalhar num lugar como o coliseum isso aqui era o paraíso. Eu fico tão absorta na beleza do lugar que não percebo quando o segurança m*l-humorado fecha a porta atrás de mim, mesmo sabendo do que seguiria eu tento abrir a porta, como imaginei estava trancada, esse era realmente o meu fim. __ Fugindo de mim ratinha. Uma voz rouca e potente diz perto do meu ouvido fazendo com que todos os pelos da minha nuca arrepiarem, eu viro-me assustada e não me atrevo a olhar nos seus olhos. __Olhe para mim. Adverte-me entregando um copo com uma bebida amarelada, o cheiro forte de álcool faz-me torcer o nariz. __Beba. Não pede ordena! Penso em negar, mas lembro que estou sozinha com esse cara desconhecido por hora iria cooperar, faço o que ele diz, a bebida desceu queimando pela minha garganta me fazendo tossir sem controle, ele me olha de maneira indecifrável. __Nunca tomou whisky? Pergunta-me, eu n**o com um movimento de cabeça, a minha garganta ainda ardia por conta do álcool. Isso parece irritá-lo, segura o meu queixo forte me obrigando a encarar os seus olhos escuros e ferozes. __Quando eu perguntar-te alguma coisa eu espero que você responda, com palavras, entendeu? Já ia balançar a cabeça novamente quando o seu aperto no meu queixo intensificou-se. __Si-sim senhor, Demetriou! Os seus olhos escuros adotam um brilho diferente, c***l, e ao mesmo tempo tão sensual. Quando ele se afasta solto a respiração que só agora percebi está a prender. __ Então sabe quem eu sou. Diz com um sorriso cafajeste. É uma garota muito atraente, não deixei de notar como dançava na pista de dança, era essa sua intenção ser notada? __Eu não entendo suas reais intenções, mas eu só estava dançando como grande parte das pessoas estão fazendo aqui. Ele me olha como se tivesse acabado de bater em seu rosto, incredulidade e desconfiança brilhando em seus olhos. _ Conheço esse papinho e de antemão saiba que eu não sou de joguinhos menina, isso não é óbvio? Se está aqui é porque quero comer você, então não fique me olhando como uma maldita virgem e tire logo suas roupas. Encaro seu rosto atordoado, o que ele tinha de bonito tinha de cuzão. __Senhor me desculpe, eu- eu acho que o senhor se enganou ao meu respeito, eu não vim aqui pra tranzar com você. Respiro fundo e tento acalmar minha pulsação acelerada, __Eu não sou uma prostituta ou qualquer que seja o adjetivo que o senhor usa, eu só estou aqui para curtir a noite e dançar, então se suas intenções comigo são de ter sexo sugiro que chame alguma outra menina. Ele me fuzila com olhar, seus lábios se movimentam sutilmente em tom de desafio não espero, nenhum segundo a mais tento sair pela porta.. __Não vire as costas pra mim garota, tenho outros planos para você então seja uma boa putinhae tire a roupa esse seu joguinho já foi longe demais. Meu corpo congela, seus olhos escuros voltam a me analisar como se eu fosse um pedaço de carne. balanço a cabeça enquanto me afasto mais ainda da figura prepotente do homem, sinto minhas costas baterem contra a parede. Sua respiração perto demais, seus lábios a centímetros dos meus involuntariamente meus olhos encaram sua boca sem qualquer pudor, fecho os olhos e me recuso a cair nesse joguinho. __ Eu tenho que ir. Eu m*l conheço minha voz, ele toma minha atitude como um sim e passa a língua pelo lóbulo da minha orelha até minha garganta, sem que eu perceba levanto a cabeça e inclino o pescoço mais ainda em sua direção, corpo traidor. Ele toma a bebida que estava em minhas mãos e puxa até que esteja colada em seu corpo duro. Mesmo com meu salto de quinze centímetros ele ainda era muito alto, fecho os olhos e espero seu beijo mais ele não vem, abro os olhos envergonhada por deixar que meu corpo falasse mais alto que minha razão. Ele sorri e se senta no grande sofá de couro preto. __Vem aqui e use essa boca bonita para me chupar. Encaro seu rosto com horror, suas mãos abrindo o zíper da calça devagar e descendo a cueca, seu pênis saltou para fora longo e grosso. Eu nunca tinha visto um homem esbanjar sua masculinidade com tanta confiança e arrogância, ele segura na ponta e começa a massagear olhando para os meus lábios. continua me olhando enquanto sobe e desce sua mão em toda sua extensão, as veias grossas de seu pênis pulsava enquanto ele cresce mais e******o. Algo começa a se agitar em mim, e sinto meu rosto queimar de vergonha com a depravação na minha frente. A forma como ele me olha e geme era tão sem vergonha e ao mesmo tempo tão sensual. Seus movimentos começam a ficar mais violentos e acelerados eu não posso, mas ver isso desvio o olhar e me encolho, mas ainda na parede. __p***a de menina teimosa, eu estava tentando ser bonzinho, mas você não me deu outra escolha se quer jogar assim pequena vamos jogar. Me olha e******o, encaro seu pênis grosso e já duro novamente e me n**o a fazer isso. __Não! Dou graças a Deus porque minha voz saiu firme e não tremula, ele me fuzila com os olhos. Na pressa de um tigre ele abre seu terno e coloca sobre a poltrona, faz o mesmo com a camisa social, mas não tira do corpo, seus músculos se tencionam por baixo do tecido branco e engulo em seco. __Sabe garota, eu não tenho costume de comer qualquer p*****a da língua afiada, mas você. Diz se aproximando e me encurralando entre seu corpo grande e a parede novamente. __Até que é gostosinha e essa sua teimosia me excita pra c*****o me faz ter milhões de ideias de te punir. Sua mão grande aperta meu pescoço roubando um pouco do meu ar, tento empurrar seu corpo grande para longe, mas isso só faz com que ele me pressione mais ainda. __Sabe o que eu posso fazer com você? Pergunta muito próximo, sua altura faz com que eu me sinta uma criança, n**o balançando a cabeça, meus olhos já nublados de lágrimas. Eu já disse que não quero! Me recuso a chorar, encaro seus olhos e vejo fúria estampada lá. __Se soubesse que eu posso fazer estaria beijando os meus pés e implorando para que eu te f**a menina, eu não sou um homem muito paciente muito menos alguém acostumado a ouvir um não, ainda mais de uma p*****a que bem, não vale todo meu esforço. Ele me larga e se afasta irritado, volta a sentar-se na poltrona com um olhar furioso fico parada igual uma pateta nervosa e assustada demais para reagir. __Está surda, saia. Diz furioso, meu peito se aperta com suas palavras frias e eu m*l tenho forças para sair de onde eu estava, antes que eu toque na maçaneta da porta ele diz em alto e bom som. __Espero que saiba a quem está desafiando, eu não peço para dormir com ninguém, as mulheres imploram para se deitar comigo e eu não costumo oferecer segundas chances. Sinto suas palavras como um soco na cara, a ameaça estava ali. Fujo do quarto como o d***o foge da cruz. Me atrapalho com os saltos, empurro várias pessoas no processo, eu só queria sumir desse lugar eu sabia que era uma péssima ideia. Só quando estou do lado de fora me permito respirar com calma, me sento na calçada e envio uma mensagem de texto para Bethany. Quando ela chega não preciso dizer nada ela apenas me abraça e pedimos um uber, no caminho pra casa conto tudo a ela, é claro que ela queria entrar nas redes sociais e falar m*l do lugar mas com muita insistência eu disse a ela que só queria esquecer essa noite, é claro que eu não sabia que meu tormento estava apenas começando.
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