Capítulo Quinze

1466 Words
Naquele mesmo dia enquanto Anahí se dedicava na apresentação da faculdade, Alfonso conversava mais uma vez seriamente com a namorada. Cláudia percebeu que estava sendo ciumenta a ponto de ficar histérica. Alfonso: Eu quero que você entenda como agiu errado hoje. Disse pela quinta vez depois de jantarem. Cláudia: Desculpa, eu sei que não podia falar aquelas coisas. Eu só não gosto do jeito que estou me sentindo. Alfonso: Eu não te dei motivos para desconfiar de mim e muito menos para agir daquele jeito com uma funcionária minha. Cláudia: Poncho, eu vou ser sincera. Você tem me deixado insegura sim. Principalmente porque eu sinto que se não existe algo entre você e a Anahí, ainda vai existir. Alfonso: Como é? Perguntou achando graça. Cláudia: É que vocês se deram bem de cara e você fica todo diferente quando está com ela. De um jeito que não fica comigo. Alfonso: Eu não sei de onde tirou isso, eu só trato bem uma funcionária minha. Você não precisa se sentir assim, eu estou com você e é com você que quero estar. Cláudia sorriu. Cláudia: Eu te amo, Poncho! Eu não quero perder você e me desculpa por tudo o que disse. Eu não sou assim. Mas na hora eu fiquei transtornada, com muito ciúmes. Alfonso: Tudo bem, amor. Só espero que não faça mais, o que te incomodar converse comigo. Cláudia assentiu. - E não precisa ficar assim por causa da Anahí, ela é uma garota ainda. Sabe que não é meu tipo ficar com garotas. Cláudia: Acho que eu fiquei assim por ela ser mais jovem e bonita, por estar mais tempo com você do que eu. Alfonso: Não precisa, no máximo o que pode acontecer é sermos amigos. Só quero ajudar a garota. Só isso, você é a minha namorada, a mulher que eu quero construir uma família, uma relação sólida. E quem sabe a mãe dos meus filhos, se você quiser ter filhos, claro. Cláudia: É claro que eu quero, amor. Ela se aproximou e sentou no colo dele. - Tudo o que quero é que continue dando certo. Ele sorriu. Alfonso: Quanto a viagem... Foi interrompido por ela. Cláudia: Eu não vou, tem razão não posso ir por desconfiança. Eu confio em você. Alfonso: Eu acho que poderíamos sim, irmos juntos. Não vou poder te dá tanta atenção, mas no domingo podemos passar o dia juntos na praia, o que acha? Cláudia: Tem certeza? Ele assentiu - Então eu vou adorar passar o domingo todinho com você. Ela se aproximou selando os lábios com o dela. O beijo foi ganhando ritmo, dando lugar ao desejo. Eles m*l perceberam quando já estavam no quarto tirando suas roupas. Bom, parecia que eles tinham se entendido. E como de rotina, Henrique esperava a filha descer do ônibus e quando ela desembarcou, os dois caminharam até a casa conversando sobre como tinha sido o dia dela. Ao entrarem ela trancou a casa e garantiu que o pai podia dormir tranquilo, iria tomar um banho e comer alguma coisa. Ele sorriu e deixou a filha se ajeitar. Assim que Anahí entrou no quarto se assustou ao ver Dulce ali. Dulce: Que demora! Anahí: O que faz aqui? Meu pai não disse nada que estava aqui. Dulce: Eu pedi para não contarem. Queria surpresa. Anahí: Você queria era me matar de susto. Dulce riu. Dulce: Você me conhece em. Anahí: i****a! Dulce: Vai fazer suas coisas. Eu não vou para lugar nenhum. Vou te esperar aqui. Anahí: Está bem! Alguns minutos depois as duas estavam na cama de Anahí conversando. Com Anahí estudando e trabalhando quase não tinha mais tempo para conversarem e Dulce sentia falta da amiga. Dulce: Então nós brigamos e eu terminei com ele. Contou falando da briga com a mãe e o ficante. Anahí: Eu disse a você que esse negócio dele dormir lá quase todas as noite não ia dar certo. E sua mãe ficou muito brava? Dulce: Brava era pouco, ela parecia possuída. Mas ela me trata como se eu tivesse 10 anos. Não posso sair, nem chegar tarde. Então onde mais eu iria com meus casinhos? Ela não gostou, acho que pensava que eu ainda era virgem. Anahí riu. Anahí: E vai fugir dela se escondendo na casa do lado? Perguntou curiosa. Dulce: Pelo menos aqui ela não vai chegar gritando comigo. Anahí: E o Memo? Deve ter ficado sem reação quando tia Branca entrou no quarto e pegou vocês dois dormindo na mesma cama. Dulce: Ficou todo sem jeito. Depois surtou e eu terminei com ele. Não tenho paciência para isso. Anahí: Pelo menos tem uma lado bom nisso. Sua mãe só pegou vocês dormindo e não fazendo outras coisas. Riu e Dulce deu um tapa na b***a da amiga. Dulce: Palhaça! Mas fala como está indo lá no trabalho novo? Perguntou enquanto as duas dividiam o pote de sorvete. As duas estavam deitadas de bruços na cama, Dulce tinha até cruzado as pernas enquanto as balançava a espera da resposta de Anahí. Anahí: Você nem vai acreditar no que tenho para dizer. Dulce: Pois me conte! Dulce escutou com curiosidade e paciência todos os acontecimentos que a amiga estava passando. E riu muito quando Anahí falou sobre Bel e Mel, das três escutarem a conversa atrás da porta. Depois ficou séria quando Anahí contou sobre a confusão que estava sua cabeça. Dulce: Você está com t***o nele! Concluiu após escutar tudo. - E ele por você! Anahí chegou a engasgar e Dulce riu. - Engasgando com sorvete ou pelo que disse? Riu. Anahí: Tá louca? Claro que não, é porque não viu a namorada dele, é modelo e tão bonita. Dulce balançou a cabeça em negação. Dulce: Se ela fosse isso tudo, não estaria com tanto ciúmes de você. Ou então ela sofre de baixa auto estima. Não acho que seria o caso, mas pelo que me disse, esse namoro já era. Anahí: Não sei o que faço, muitas vezes me sinto culpada. Depois que comecei a trabalhar lá às coisas ficaram complicadas para todo mundo. Até pra mim. Dulce: Agora é você quem está louca. Culpada de quê? Quem tem namorada é ele, então ele que tem que controlar aquela louca. Anahí: Amiga, o que eu faço? Ou o que devo fazer? Me sinto confusa. Ele é o meu chefe. Dulce: No momento, você não pode fazer nada em relação ao que está sentindo por ele, quando esse namoro acabar aí sim. Riu alto e Anahí a empurrou. Anahí: Dulce! Eu estou falando sério. Dulce: Olha, eu acho que deve sair mais, ver gente, beijar na boca, t*****r. Só trabalha e estuda. Focar sua mente em outra coisa, além da atração que está sentindo por ele. Até porque enquanto está aqui se remoendo toda ele deve estar fodendo com ela. Anahí fez uma careta. Anahí: Acho que tem razão, preciso pensar em outra coisa. Dulce: Claro que tenho, olha, vamos fazer o seguinte. Vai nessa viagem, faz seu trabalho, e no próximo fim de semana vamos sair para beber e dançar. E você vai chamar essa Mel e Belinda, quero conhecer essas duas figuras. Anahí: Eu tenho a imprensão que vocês vão se dá muito bem. Dulce: Eu espero. Mas mudando de assunto, como está tio Henrique? Anahí: Está melhorando bastante, quando receber vou poder pagar os exames que ficaram faltando. Dulce: Vai dá tudo certo, amiga. Anahí assentiu. - Estranhei quando cheguei aqui e a Angelique estava casa. Anahí: Ela não tem saído nesses últimos dias. A última festa foi aquela que foi com o Rodrigo e o papai está sendo duro com ela. Ela tem até ajudado a mamãe nas encomendas. Dulce: Sério? Isso é surpreendente. Espero que ela continue assim, seus pais não merecem que ela dê trabalho a eles. Anahí: Eu também espero, temos muitas coisas para nós preocupar. Eu sempre tive medo que ela acabar usando drogas nessas festas, ou engravidando de algum cara rico ou até pegar uma DST. Dulce: Eu acho que ela não seria tão irresponsável assim. Eu daria na cara dela de causar mais dor de cabeça a vocês. Anahí sorriu. Anahí: Eu sei, vocês duas não se bicam. Dulce: Por causa dela, essa ideia dela de querer enriquecer as custas dos outros ou de trazer mais preocupações a vocês me estressa. Anahí: Eu sei que sim. Obrigada por tudo. Dulce sorriu. Dulce: Somos amigas e amigas fazem isso. Vou dormir aqui hoje. Anahí: Vou levar esse pote. E já volto. Dulce assentiu. Viu Dulce escovando os dentes, ela tinha uma escova ali. Tinha roupas. Era sua segunda casa, assim como Anahí tinha na dela. E naquela noite não demorou para Anahí dormir e ela não dormiu pensando na confusão que sua cabeça estava quando pensava no seu chefe.
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