Capítulo Quatorze

1565 Words
Cláudia não conseguia acreditar que Alfonso estivesse defendendo Anahí ao invés dela. Cláudia: Depois você não quer que eu sinta ciúmes. Mas como não terei se age dessa maneira? Alfonso: De que maneira, Cláudia? Me responda! Cláudia: Você sempre a protege, a defende. Ele riu sem humor. Alfonso: A defendo? A protejo? Olha o que você está dizendo. Acha certo chegar no meu trabalho e agir da forma como agiu? Insinuar qualquer e colocar uma pessoa que não tem nada a ver com os nossos problemas? Perguntou impaciente. Cláudia: Você a está defendendo de novo. Alfonso: Não, estou sendo justo. Você chegou aqui e eu vi o jeito como nos olhos, a forma como falou, deixando uma das minhas funcionárias desconfortável com a situação. Não misture a nossa vida pessoal com a minha vida profissional, Cláudia. Cláudia: E como queria que eu reagisse? Eu chego aqui e vejo os dois de forma tão íntima. Conversando como se fosse velhos amigos. Alfonso: Por um acaso é errado eu querer manter uma convivência amigável com uma funcionária? Eu preciso ser o chefe arrogante que humilha e maltrata meus funcionários porque você não gosta da maneira como converso com eles, é isso? Cláudia: Não, não é isso. O problema é você querer uma amizade com ela. Eu acho que já percebi tudo. Parece que a história vai voltar a se repetir não é mesmo? Alfonso: Do que você está falando? Seja clara, por favor. Os dois se controlavam para não começarem a gritar um com o outro. Cláudia: Vai fazer comigo o mesmo que fez com a Perla. A Anahí será o que? A nova Diana da história? Vocês ficam amigos e depois transam e aí eu viro a namorada chata que te fazia m*l. Ele a olhou ofendido. Alfonso: Eu não acredito que disse isso. Sabe perfeitamente que eram situações muitos diferentes. Meu namoro com a Perla, não chegou a ser um terço do que o nosso é. Cláudia: Você não mudou, Alfonso! Você continua o mesmo egoísta de sempre. Alfonso: Quer saber, Cláudia? Continue assim, está realmente igual a Perla e talvez o nosso namoro acabe como acabou quando namorava a Perla. E se acha que eu não mudei, o que ainda está fazendo aqui? Pode ir embora. Cláudia: Eu vim aqui por ter me achado uma i****a por ter brigado com você ontem. Queria me desculpar, te chamar para almoçar. Mas pelo visto, você já estava muito bem acompanhado, estavam até rindo. Alfonso: Cláudia, eu acho melhor você ir embora! Eu não quero perder o pouco da paciência que me resta com você. Disse respeitando fundo. Anahí tentou se manter o mais longe possível, mas tinha que voltar a sua mesa e ao seu trabalho, os dois falavam alto então era impossível Anahí não escutar. Ela não entendia o que teria feito para Cláudia a ver como uma ameaça, ela estava tentando se manter o mais longe possível do seu chefe, mesmo o achando atraente. Ela não era burra de mentir dizendo que não sentia uma certa eletricidade e quentura no seu corpo quando ele a tocava ou quando sorria para ela, porém só via isso como uma atração. Afinal, ele era terrivelmente bonito e gostoso. Estava de cabeça baixa que nem percebeu Belinda entrar acompanhada de Mel, as duas riam. Belinda: E aí, Anahí! A cumprimentou até perceber a briga lá dentro. Anahí: Oi! Disse cabisbaixa. Mel: Isso é o meu irmão e a Cláudia? Perguntou surpresa. Nunca tinha escutado ou presenciado uma briga dos dois. Belinda: Vamos escutar! Disse puxando Mel e se aproximando da porta. Anahí: Está louca? Não posso deixar fazerem isso, vou perder meu emprego se ele pegar vocês duas aí. Mel e Belinda se olharam e riram, deixando Anahí confusa. Mel: Duvido muito. Relaxa, Anahí. Venha! A puxou. Anahí: Não vou fazer isso. Belinda: É sobre você a briga. Eu se fosse você escutaria. Mel: Ele está falando sobre você. Anahí: Parem já com isso! Belinda: Deixa de ser tão puritana, Anahí. Disse a puxando pelo braço. - Escutar uma conversinha não vai te fazer uma pessoa r**m. Anahí não entendeu porque acabou indo. Por fim, estavam as três perto da porta escutando a briga do casal. Mel: Por que estamos aqui, dá para escutar até saindo do elevador. Belinda: Shiiii! Cala a Boca! Mel riu - Aqui a gente escuta melhor. Até Anahí riu com essa. Anahí: Só queria entender porque os dois estão brigando por minha causa. Belinda: Tá de s*******m né? A olhou incrédula. - Você é uma mulher gostosa, Anahí. Até eu te pegaria. Isso está deixando a Cláudia louca de ciúmes. Anahí ficou surpresa. Anahí: Sério? Me pegaria mesmo? Perguntou rindo. As três tiveram que controlar a vontade de gargalharem. Mel: Não sei porque a surpresa, sabe que é uma mulher linda, jovem inteligente, carismática. Não te conheço muito, mas já percebi isso. Anahí: Eu não sofro de baixa autoestima, sei o meu valor. Sorriu - O problema é que não sei porque dela ficar assim comigo, não existe nada entre eu e o Alfonso. Ele é meu chefe. Só isso. Belinda: Sabe o que eu acho? Anahí esperou - Que vocês dois se sentem atraídos um pelo outro, talvez não tenham se dado conta ainda, mas existia uma certa química entre vocês. O Ucker me disse que vocês se dão bem, que a conversa flui entre vocês, ficam muito a vontade um com o outro. E é raro o Alfonso ficar assim com alguém. Mel: Estamos falando mais que ouvindo. Elas voltaram a escutar. Já lá dentro.... Alfonso: Olha, eu não sei o que fiz de errado para te deixar assim. Insegura, eu sempre fui sincero com você, mas parece que não adiantou nada. Você desconfia de mim. Cláudia: Você me dá motivos para isso. Alfonso: Talvez não seja o momento, mas uma hora ou outra teria que te contar. Tenho uma viagem a trabalho na sexta e a Anahí terá que ir junto. Cláudia: COMO É? Se exaltou, até às três lá fora se assustaram com o grito. Alfonso: Fala baixo, você está na minha empresa, no meu trabalho. Cláudia: Mais essa agora. Vão viajar juntos! Alfonso: Cláudia, sempre soube que algumas viagens minha secretária precisa acompanhar e essa é uma delas. Não tinha esse problema com a Glória. Cláudia: A Glória, era uma mulher de quase cinquenta anos. Não uma linda universitária, que tem pernas bem torneadas. Mel e Belinda olharam as pernas de Anahí, fazendo-a corar. Belinda fez até um joinha, Anahí quis enfiar a cara em um buraco e não sair tão cedo. Alfonso: Olha, eu não vou demitir a Anahí por causa do seu ciúmes, aprenda a controlar isso ou vamos ter sérios problemas. Disse deixando Cláudia com ainda mais raiva. Cláudia: Então está dizendo que entre eu e ela, você a escolhe? Estou vendo a importância que tenho para você. Alfonso: Não é desse jeito. Só acho injusto você me colocar nessa posição, não preciso escolher entre as duas. Não é justo eu demitir uma pessoa que faz seu trabalho perfeitamente por ciúmes seu. Tem pessoas que precisam trabalhar, Cláudia. Que precisam ajudar sua família. Que não são privilegiadas como nós fomos. Então, não seria correto eu demiti-la por uma implicância e desconfiança sua. Cláudia: Então vamos juntos nessa viagem. Alfonso: Como? Cláudia: Eu vou com vocês. Já fizemos isso antes. Alfonso: Não é um passeio, Cláudia. É trabalho. Cláudia: Qual o problema, já fomos juntos a viagens duas de trabalho. Alfonso: Mas não pelo motivo que quer ir. Por desconfiança. Cláudia: Não, vai ser bom para gente. Podemos aproveitar quando não estiver trabalhando. Praia, sol, outro ambiente. Vai nos fazer bem, talvez precisamos mesmo sair um pouco da cidade e curtir um outro lugar. Alfonso: Não sei, vamos conversar sobre isso depois. Ela assentiu. Belinda: Bom, acabou a graça agora. Disse se afastando. Mel: Você não presta! Belinda: Nem você, e olha que ele é teu irmão. Vou para sala do Ucker. Mel: Eu vou com você, não quero olhar para o Poncho agora, senão ele vai saber logo de cara que eu escutei. Belinda: Boa sorte, Anahí! Anahí: Vocês são malucas, mas gosto disso. Belinda: Me simpatizei com você, qualquer dias desses vamos sair para beber alguma coisa. Mel: Cuidado com ela. Alertou a Anahí. - Adora nós viciar em festas e boates. Belinda riu. Anahí: Vão logo antes que sobre pra mim quando aquela porta se abrir. As duas assentiram e apertaram o passo para sala de Ucker, que riu muito quando escutou das duas o que tinha acontecido na sala do sócio. Quando a porta realmente se abriu e uma Cláudia saiu de cara fechada, Anahí nem quis olhar, mas ouviu a voz do seu chefe sendo direcionada a ela. Alfonso: Sinto muito por ela. Se desculpou e Anahí assentiu. Anahí: Está tudo bem, Alfonso. Ele só assentiu e entrou na sala. Anahí bufou e apoiou a cabeça na mesa. Quando aceitou o trabalho pensou que estava tudo resolvido, tinha um emprego, ajudaria a família e tudo ficaria bem, porém agora tinham um emprego, se sentia atraída pelo seu chefe, a namorada dele já estava com crises de ciúmes e ela gostava cada vez mais de conhecer as pessoas do ciclo dele, como os amigos e a irmã, o que não deveria já que ela tinha que se manter o mais profissional possível.
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