Capítulo Treze

1459 Words
Aquela tinha sido a primeira briga séria dos dois, eles as vezes brigavam por ciúmes ou coisas bobas, mas não aquele ponto. Ele não reconhecia aquela insegurança e desconfiança da namorada. Ele já tinha traído Perla, e até outra namorada, mas eram namoros bem diferentes do que ele tinha com a Cláudia, e achava sim sua secretária uma mulher linda, mas ele não se envolveria com Anahí, além de ser sua funcionária, ela era jovem e ambos estavam em momentos diferentes da vida, sabia que ela estava um momento de crescer na vida profissional e ele já queria outro tipo de coisa, queria se estabelecer com alguém e não começar do zero novamente. Por isso após dirigir um pouco, para em uma praça e respirar um pouco de ar livre voltou a se acalmar e tentar colocar ordem nos seus pensamentos quando voltou para o apartamento viu que Cláudia já dormia na cama. Só tomou um banho e se vestiu com uma calça moletom, ao se deitar ele tentou dormir, mas tudo o que conseguiu foi ver as horas passarem quando o dia finalmente amanheceu ele não tinha dormido quase nada, fez de tudo para sair mais cedo não queria acordar a namorada e principalmente não queria conversar. Quando chegou a empresa cumprimentou os funcionário e seguiu para sua sala, ele sabia que Anahí não teria chegado, porque estava cedo demais. Anahí fez todo seu habitual de todos os dias, só que dessa vez, ela precisou se vestir uma pouco diferente, teria uma apresentação na faculdade, e escolheu usar um vestido, os cabelos estavam soltos e uma maquiagem leve. Alguns homens a olharam sem disfarçar. Ela deu graças a Deus ao chegar no seu andar. Ficou surpresa ao abrir a porta da sala e encontrar Alfonso. Anahí: Oh Me Desculpe. Eu não sabia que já estava aqui. Disse já indo fechar a porta quando ele se virou. Ele a encarou e a viu sorrir sem jeito. A olhou de baixo a cima medindo cada parte do corpo dela, principalmente as pernas, que estavam expostas aos olhos dele pela primeira vez. Ela não sabia se estava atraída ou desconfortável. Não sabia se queria outro elogio sincero dele ou um pedido de desculpas por a olhar daquele jeito. Alfonso: Você está muito bonita! Ela corou, principalmente ao ver o sorriso dele. Anahí: Obrigada. Alfonso: Eu cheguei mais cedo, então não precisa se desculpar. Ela assentiu tentando manter a postura. Anahí: Se quiser posso passar sua agenda agora. Alfonso: Podemos passar depois. Entre. Disse apontando uma das cadeiras. Ela fechou a porta e se sentiu na cadeira que ele apontava até vê-lo se recostar na mesa de frente a ela. Anahí: O que foi? Perguntou ao vê-lo em silêncio. Alfonso: Já tomou café, Anahí? Ela negou. Anahí: As vezes não dá tempo para tomar café, ou sento para comer ou não perco o ônibus. Alfonso: Então vou pedir dos cafés para gente, preciso conversar uma coisa com você. Ela assentiu. Ela queria desviar dos olhos dele, principalmente quando ele a encarava como se fosse algo muito natural, ela não entendia porquê vinha se sentindo desconfortável toda a vez que olhava nos olhos dele. Alfonso: Lembra que te perguntei se teria disponibilidades para viagens a trabalho? Ela assentiu. Anahí: Sim, eu disse que não teria problemas quanto isso. Alfonso: Que bom, eu estou com um projeto em andamento no litoral, preciso ver como está o andamento e lá teremos duas reuniões com o proprietário, além de uma sociedade com um fornecedor. Precisarei de você nesse fim de semana. Anahí: No fim de semana? Alfonso: Sim, iremos na sexta à tarde. E no sábado visitaremos o local e teremos duas reuniões. Voltaremos no domingo, tudo bem para você? Anahí: Sim, tudo bem. Alfonso: Ficarem em um hotel próximo. E se terminarmos tudo a tempo, poderá aproveitar o domingo. Anahí: Então precisa que eu faça as reservas? Alfonso: Não precisa, essa viagem já estava marcada antes de você começar aqui. Anahí: Então eu só vou precisar comunicar em casa. Ele assentiu. Alfonso: Espero que não seja um problema para você. Ela sorriu Anahí: Não vai ser, eu acho que não. Só meu pai que não vai gostar muito. Comentou. Alfonso: Muito ciumento? Perguntou por curiosidade. A moça da cantina veio trazer o café e logo se retirou. Anahí se surpreendeu porque tinha biscoitos e até bolo na bandeja. Anahí: Não muito, é que ele se preocupa muito com a gente e digamos que a minha irmã não é muito fácil. Alfonso: Pensei que fosse filha única. Anahí: Não sou. Tenho uma irmã mais velha, Angelique, mas a maioria a chama de Angel. Alfonso: E você tem um apelido? Porque se sua irmã tem, imagino que você tenha um também. Anahí: Na verdade, tenho vários até. Ele ergueu as sobrancelhas. Alfonso: É mesmo? Ela riu - Poderia me dizer quais? Fiquei curioso. Anahí: Meus pais me chamam de Annie e a Dul também. Mas tem algumas pessoas da família e até amigos que me chamam de Any. E você ? Tem apelidos, ou as pessoas só te chamam de Alfonso ou Herrera? Perguntou e bebeu um pouco do café. Ele sorriu com a curiosidade dela. Alfonso: Meus amigos e minha família me chamam de Poncho. Anahí: E você prefere ser chamado de Poncho ou Alfonso? Alfonso: Gosto dos dois, mas ser chamado pelo nome as vezes sempre soa uma coisa séria. Ela assentiu. Anahí: É sempre estranho quando alguém me chama de Anahí. Principalmente na faculdade. Alfonso: E comigo é estranho te chamar pelo seu nome? Anahí: Sendo sincera? Ele assentiu - No início era sim, porque pensei que só me chamaria pelo sobrenome, mas prefiro Anahí do que Senhorita Portilla, ou Giovanna. Ele riu Alfonso: Concordo, prefiro que me chame de Alfonso do que Senhor Herrera, iria me sentir um velho. Eles acabaram rindo e foi os risos que chamaram a atenção de Cláudia que estranhou não ver Anahí do lado de fora, mas ao entrar na sala do namorado viu os dois sentados lado a lado nas cadeiras a frente a mesa de Alfonso, enquanto tomavam café e conversavam. Aquilo a irritou, principalmente por ver como Anahí estava mais produzida, aquele vestido a deixava ainda mais jovem, com cara de universitária e as pernas expostas e bem torneadas, ela sabia que chamaria atenção do namorado. Eles não estavam fazendo nada demais, mas a aproximação que os dois tinham, a facilidade que tinham em conversar e o jeito leve como aquilo acontecia a deixava incomodada. Principalmente ao ver Alfonso tão a vontade com uma garota oito anos mais jovem que ele. Cláudia: Alfonso! Disse o fazendo se assustar. E Anahí ficou ereta. O tom de voz da Cláudia não parecia algo bom. Alfonso: Cláudia? O que faz aqui? Perguntou surpreso. Depois da briga, não queria conversar tão cedo, mas lá está ela, no seu trabalho. Cláudia: Não estou atrapalhando os dois, estou? Anahí ficou na defensiva pela entonação usada pela namorada do seu chefe. E claro, Alfonso percebeu e não gostou nada. Alfonso: Na verdade Cláudia, está sim. Disse fazendo Anahí arregalar os olhos em surpresa assim como Cláudia. Anahí: Eu acho melhor deixar os dois a sós. Disse se levantando, mas Alfonso a segurou pelo braço. Alfonso: Não, você fica! Anahí queria sumir dali, era nítido que os dois não estavam bem e não queria ficar no meio de uma briga de casal, mas dizer que a conversa com seu chefe e principalmente o toque dele não era bom, seria mentira. - Cláudia, você não pode entrar aqui e tratar meus funcionários assim, muito menos usar esse tom fazendo insinuações. Eu quero que peça desculpas a Anahí. Anahí ficou imóvel, até respirar estava difícil diante daquele clima. Cláudia: Mas eu nem a ofendi! Disse indignada por ele defender Anahí. Alfonso: Como não? Você fez insinuações e usou um tom não muito agradável com uma pessoa que nada tem a ver com nossos problemas. Anahí: Não precisa mesmo, eu vou deixar vocês conversarem. Tentou sair, mas ele não permitiu. Cláudia: Tudo bem, me desculpe, Anahí. Pediu. Anahí: Tudo bem. Ele a encarou. Alfonso: Depois conversamos. Disse soltando o braço dela. Quase que tropeçando nos próprios pés Anahí saiu dali. Ela fechou a porta e respirou fundo várias encostada na porta. O que tinha sido aquilo? Ela não saberia dizer, mas sentia seu corpo reagir a cada toque do seu chefe, e aquilo era errado, tão fudidamente errado, mas ela sentia sua pele queimar. Ela precisava manter distância, porém parecia difícil a cada dia se manter o mais profissional possível, principalmente quando ele sorria ou fazia algo gentil. Ela saiu dali correndo e entrou no banheiro, precisa lavar o rosto ou respirar bem longe daquela sala.
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